Thaisa Galvão

19 de janeiro de 2019 às 0:11

Bolsonaro começa a sentir o efeito de brigar com a TV Globo [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O presidente Jair Bolsonaro começa a sentir na pele o peso de brigar com a TV Globo…

O presidente, através do filho senador eleito Flávio Bolsonaro, pediu e o ministro do STF Luiz Fux atendeu: suspendeu as investigações contra o assessor Fabrício Queiroz, acusado de movimentar mais de um milhão de reais.

Em sua reclamação ao STF, Flávio Bolsonaro diz que há ilegalidade na instauração do procedimento investigatório, pois informações protegidas por sigilo bancário teriam sido obtidas pelo Ministério Público diretamente junto ao junto ao Coaf, sem autorização judicial.

Segundo Flávio, mesmo depois de confirmada a eleição dele para o cargo de senador, o MP pediu informações sigilosas sobre ele ao Coaf “a pretexto de instruir o procedimento investigativo, o que configuraria, em seu entendimento, usurpação da competência do STF.”

O ministro Fux determinou o fim das investigações.

Mas enquanto o caso não chega às mãos do relator, ministro Marco Aurélio Mello – que deverá modificar a decisão – em vez de paz, a família Bolsonaro vai viver um inferno.

Os documentos começam a chegar à TV Globo…

E nesta sexta-feira o Jornal Nacional teve acesso, com exclusividade, a um trecho de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações bancárias suspeitas de Flávio Bolsonaro.

Em um mês foram quase 50 depósitos em dinheiro numa conta do senador eleito pelo Rio de Janeiro, no total de R$ 96 mil.

 

O documento traz informações sobre movimentações financeiras de Flávio Bolsonaro entre junho e julho de 2017.

São 48 depósitos em espécie na conta do senador eleito, concentrados no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Assembleia Legistativa do Rio (Alerj), e sempre no mesmo valor: R$ 2 mil.

 

Se esse documento chegou à emissora ignorada pelo presidente Bolsonaro, dúvida zero de que muito mais poderá ser entregue de mãos beijadas pelos adversários do governo.

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