Thaisa Galvão

20 de fevereiro de 2019 às 0:36

Justiça manda soltar presidente da CNI e presidentes das federações de indústrias de Pernambuco, Paraíba e Alagoas [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A Justiça mandou soltar, na noite desta terça-feira, o presidente da Confederação Nacional das Indústrias e os presidentes das federações de indústrias de Pernambuco, Alagoas e da Paraíba, que haviam sido presos pela manhã em uma operação da Polícia Federal.

Foram liberados:

Robson Braga de Andrade – presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI);

Ricardo Essinger – presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe);

Francisco de Assis Benevides Gadelha – conhecido como Buega Gadelha, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep) e um dos vice-presidentes da CNI;

José Carlos Lyra de Andrade – presidente da Federação das Indústrias de Alagoas (Fiea);

Lina Rosa Gomes Vieira da Silva – empresária e publicitária, ligada à Aliança Comunicação;

Hebron Costa Cruz de Oliveira – advogado e presidente do Instituto Origami.

 

Permanecem em prisão temporária com prazo de cinco dias:

Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva – empresário e um dos donos da Aliança Comunicação, que já havia sido preso pela PF em 2013, na Operação Esopo;

Jorge Tavares Pimentel Junior – empresário sócio da empresa Neves e Silva Produção;

Júlio Ricardo Rodrigues Neves – empresário sócio da Idea Locação de Estruturas e Iluminação;

Luiz Antônio Gomes Vieira da Silva – sócio da Aliança Comunicação.

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A investigação aponta que um grupo de empresas, sob o controle de uma mesma família, vem executando contratos desde 2002 por meio de convênios tanto com o ministério quanto com o Sesi.

Eles receberam mais de R$ 400 milhões por esses serviços.

A investigação começou em 2014, a partir de uma empresa que recebia grande parte dos recursos para eventos culturais.

Um dos eventos que foram alvo da operação foi o festival Bonecos do Mundo, realizado pelo Sesi e idealizado por Lina Rosa Gomes.

Os irmãos Lina Rosa, Luiz Otávio e Luiz Antônio Gomes Vieira da Silva, sócios da Aliança Comunicação, principal empresa beneficiada com os supostos desvios e que teria celebrado vários contratos com o Sesi para desenvolver uma série de projetos culturais, como o Cine Sesi Cultural, o mais antigo em execução (desde 2002).

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