Thaisa Galvão

19 de janeiro de 2020 às 23:27

Inep apura falhas também nas provas do primeiro dia do Enem [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Teve falha nas provas do segundo dia de Enem…

E agora o Inep vai apurar “possíveis inconsistências na correção” também nas provas do primeiro dia.

Enquanto isso os candidatos continuam sendo informados que a abertura do Sisu continua marcada para terça-feira.

Enquanto isso o ministro da Educação Abraham Weintraub diz com todas as letras que este foi o melhor Enem dos últimos anos.

19 de janeiro de 2020 às 22:15

TV Cultura: Vera Magalhães estreia no comando do Roda Viva nesta segunda-feira entrevistando Sergio Moro em sua nova versão [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Depois de temporada no rádio, ocupando os finais de tarde da Jovem Pan no programa Três em Um, a jornalista Vera Magalhães estreia nesta segunda-feira (19), como apresentadora do programa Roda Viva, na TV Cultura.

O primeiro entrevistado será o ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, sergio Moro.

Na arena do programa, estarão os jornalistas convidados Alan Gripp, diretor de redação jornal O Globo; Andreza Matais, diretora da sucursal de Brasília do “Estadão”; Leandro Colon, diretor da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo; Malu Gaspar, repórter da revista Piauí e Felipe Moura Brasil, diretor de jornalismo da Jovem Pan News.

Houve quem considerasse falha do programa estrear com Sergio Moro sem convidar para a arena de entrevistadores, o jornalista Glenn Greenwald, do Intercept Brasil, que tem divulgado farto material com bastidores nada republicanos da lava-jato, expondo a função de juiz federal de Sergio Moro.

Mas…

Por que só jornalista do Intercept pode perguntar a Sergio Moro sobre Vaza-jato?

O assunto é público e tanto Vera Magalhães como qualquer um convidado pode questionar Sergio Moro sobre os áudios e textos de conversas entre procuradores, juízes e outros personagens que teriam combinado ações da lava-jato.

A estreia é de Vera Magalhães.

Um repórter do Intercep teria o papel no programa de estreia de tentar atrair todas as atenções, roubar a cena.

Vamos combinar que o assunto Vaza-jato pode ser debatido por qualquer jornalista e a ausência de Glenn Greenwald (Intercept) não impede que o assunto seja debatido durante as duas horas de programa.

A participação de Sergio Moro no Roda Viva não é a primeira.

Em março de 2018, na despedida do jornalista Augusto Nunes da apresentação, quando seria substituído por Daniela Lima, o então juiz Sergio Moro deu sua primeira entrevista ao vivo.

A audiência do programa alcançou 3,8 pontos em média e ficou em 3º lugar no horário.

Quem era Sergio Moro juiz?

Quem é Sergio Moro ex-juiz e atual ministro do governo Bolsonaro?

O atual estará no centro do Roda Viva nesta segunda-feira, a partir das 22 horas, na TV Cultura.

O antigo, você pode conferir como era e o que pensava, neste vídeo do Roda Viva de dois anos atrás.

19 de janeiro de 2020 às 20:46

Com a prefeita Rosalba, ex-deputada Larissa Rosado recebe o presidente da Assembleia Ezequiel Ferreira na praia de Tibau [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Chefe de gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa, a ex-deputada Larissa Rosado foi a anfitriã dos colegas de trabalho neste domingo na praia de Tibau.

Com a mãe vereadora Sandra Rosado, e o pai ex-deputado Laíre, Larissa recebeu o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira e o deputado Gustavo Carvalho.

De convidados, os veranistas da praia, prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini e o deputado federal Beto Rosado.

Em seu instagram, Ezequiel relatou os demais presentes à tarde de muita conversa política, começando pela sucessão municipal em Mossoró, seguindo para 2022…

19 de janeiro de 2020 às 20:37

Aliados do deputado Tomba Farias começam a discutir candidatura dele ao governo [2] Comentários | Deixe seu comentário.

Aliados mais próximos do deputado Tomba Farias (PSDB), que torcem para que ele dispute a Presidência da Assembleia Legislativa, começam a achar que ele tem mesmo que disputar o Governo do Estado.

Ou um ou outro em 2022 ou 2023.

Na Assembleia, a gestão do presidente Ezequiel Ferreira de Souza só se encerra no dia 31 de janeiro de 2023.

Em 2022, na campanha estadual, Tomba definiria se disputaria reeleição, para depois de reeleito disputar a Presidência da AL, ou se deixaria o legislativo e disputaria o Governo do Rio Grande do Norte em chapa de oposição à governadora Fátima Bezerra que deverá disputar reeleição.

No mês de dezembro, Tomba deu uma rodada por vários municípios do Estado.

19 de janeiro de 2020 às 16:08

Carluxo e seu sonho de consumo: a comunicação do governo do pai [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Filho do presidente Jair Bolsonaro, responsável por polêmicas que cada vez mais tiram o crédito da gestão do pai, o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, articula mais um capítulo do circo de horrores que tem comandado o Brasil.

Carluxo articula a demissão do secretário de Comunicação para ele próprio assumir a comunicação do governo que ele manda, através do blogueiro Allan, cria dele, e que atua nas redes sociais com o perfil “Terça Livre” e “Terça Livre TV”.

Tudo sob o comando do filho do presidente.

A polêmica da comunicação é tema de reportagem de capa da revista Crusoé.

Confira a íntegra:

Helena Mader / Igor Gadelha

Desde o primeiro dia da gestão do pai, Carlos Bolsonaro – o filho “02” do presidente da República – move-se para controlar uma das áreas mais estratégicas do governo: a comunicação. Carluxo, como é conhecido, já exercia indisfarçável influência sobre o setor desde a campanha eleitoral. No terceiro andar do Planalto, com o beneplácito de Jair Bolsonaro, Carlos ampliou seu raio de ação. Instalou uma espécie de bunker ideológico, a poucos passos do gabinete presidencial, no que ficou pejorativamente conhecido como “gabinete do ódio”, e passou a tutelar servidores de confiança que militavam na guerrilha digital em favor do governo nas redes sociais.

“Não esqueçam jamais. A prioridade é ganhar a guerra da comunicação”, costumava afirmar Carlos aos seus subordinados nos dias inaugurais dos Bolsonaro no poder.

Para o 02, no entanto, comandar apenas um naco de uma mina de de possibilidades na comunicação governamental sempre foi motivo de frustração – e o pomo da discórdia dele com o pai, com quem mantém uma relação emocional e conflituosa, entre altos e baixos.

No primeiro ano de governo, Carluxo investiu contra tudo e todos os que na Secretaria de Comunicação Social da Presidência, a Secom, tentaram fincar bandeira. E eis que na quarta-feira, 15, foi escancarado um imenso umbral para Carluxo, finalmente, alcançar o que sempre cobiçou.

Uma reportagem publicada pela Folha de S. Paulo revelou que o atual chefe da Secom, Fábio Wajngarten, recebe, por meio de uma empresa da qual é sócio, a FW Comunicação LTDA, dinheiro de emissoras de TV e agências de publicidade que recebem verbas da secretaria. A FW mantém contratos com ao menos cinco empresas beneficiadas com publicidade oficial, entre elas a Band e a Record.

Wajngarten é dono de 95% das cotas da FW. O caso é praticamente a definição lexicográfica da expressão “conflito de interesses”, vedada pela lei e enquadrada como improbidade administrativa.

No mesmo dia do petardo lançado contra Wajngarten, Crusoé revelou que o secretário de Comunicação colocou o irmão do seu adjunto, Samy Liberman, para comandar a empresa. Uma das justificativas usadas na defesa de Wajngarten era de que ele havia se afastado da empresa e colocado um “administrador” no lugar assim que assumiu o cargo no governo de Jair Bolsonaro, em abril de 2019.

A partir da revelação de Crusoé, soube-se que o administrador em questão era justamente o irmão do seu número 2 na Secom.

Bem antes de a denúncia vir a público, Carlos Bolsonaro já operava nos bastidores para tentar fragilizar Wajngarten. No dia 25 de dezembro, mandou às favas o espírito natalino e foi às redes sociais desqualifícar o trabalho do chefe da Secom.

“É lamentável somente nós lutarmos para mostrar o que tem sido feito de bom 24h ao dia, enquanto se vê uma comunicação do governo que nada faz’ disparou Carlos.

Dias antes, já havia chamado a Secom de “bela porcaria”.

Como noticiou Crusoé ainda na noite de quarta-feira, 15, interlocutores do secretário acreditam que a intenção do filho 02 do presidente é emplacar o blogueiro Allan dos Santos, o “Allan Terça Livre”, no cargo.

Discípulo de Olavo de Carvalho, Allan dos Santos se notabilizou pelo empenho em disseminar notícias falsas e pela virulência dos ataques a adversários. Pelo Twitter, Allan reagiu à sua maneira elegante à publicação de Crusoé.

“Blogueiro é o cu da sua mãe”, escreveu. “Tua mãe”, acrescentou Carlos Bolsonaro. Acuado pelas denúncias, Wajngarten ameaçou “explodir” a ponte de diálogo entre o governo e a imprensa.

Se Allan Terça Livre for alçado ao cargo, reconhecem auxiliares do próprio presidente da República, não haverá técnica de engenharia capaz de reconstrui-la.

Jair Bolsonaro, por ora, defende o chefe da Secom, mas abre brecha para eventual futura troca. “Se for ilegal, a gente vê lá na frente”, afirmou o presidente.

O titular da Comunicação e o próprio Bolsonaro conheceram-se em um jantar na casa do empresário Meyer Nigri, dono da incorporadora Tecnisa, em São Paulo. Quem levou o então presidenciável ao encontro foi o advogado Frederick Wassef, advogado do senador Flávio Bolsonaro no caso Queiroz.

Os laços foram estreitados no momento mais crucial da vida de Bolsonaro: quando sofreu um atentado a faca durante a campanha eleitoral.

Filho de um renomado cardiologista do hospital Albert Einstein, Wajngarten foi quem intermediou a transferência do então candidato de Juiz de Fora para São Paulo e convenceu a família de Bolsonaro a levá-lo para o Einstein, a despeito do lobby do maior concorrente, o Sírio-Libanês .

Fábio começou a ser cotado para integrar o governo já na transição. A nomeação, entretanto, só ocorreu em abril.

Se acabar abatido, Wajngarten colherá o que sempre plantou. O todo poderoso da Secretaria de Comunicação Social mergulhou de corpo e alma nas intrigas palacianas.

Por obra e graça suas, as relações com empresas de comunicação, que – sabe-se agora – eram clientes da empresa da qual é sócio, eram conduzidas de maneira meliflua.

Foi nesse contexto que Wajngarten conferiu poderes a um assessor do SBT.

Trata-se de Edson Giusti, dono da Giusti Comunicação. Embora não tenha contrato com a Secretaria de Comunicação, Giusti é apontado com uma das pessoas com mais trânsito na área de comunicação do governo e do Palácio do Planalto.

No papel, Giusti presta serviço como assessor do “01” Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, embora seja visto com frequência no Planalto.

O senador foi apresentado a Giusti porWajngarten. Assim como a FW do chefe da Secom, Giusti mantém contratos com grandes empresas, incluindo algumas investigadas pela Lavajato.

Segundo o site da Giusti Comunicação, além do SBT, ele atua para Camargo Corrêa, Alpargatas, Centauro e Banco BMG. A dupla Wajngarten-Giusti foi responsável por aproximar a TV de Sílvio Santos do governo Bolsonaro.

No início do governo, quando o caso Queiroz veio à tona, foi para a emissora que Fabrício de Queiroz e Flávio Bolsonaro concederam entrevistas. Desde que Wajngarten assumiu o cargo, a emissora viu sua parte da fatia do dinheiro destinado pela Secom a TV subir um pouco, de 22,5% para 24,7%.

Procurado pela reportagem, Giusti afirmou que “presta serviço particular” a Flávio Bolsonaro e que “tem contrato de assessoria de imprensa com o SBT há dez anos”. Indagado sobre a relação com Wajngarten, disse que o trabalho com Flávio Bolsonaro o levou, “a pedido da imprensa, a ajudá-la a tentar contato com a Secom”.

Ele negou, porém, qualquer relação com a FW.

Logo após fazer um pronunciamento à imprensa no Salão Leste do Planalto na quarta-feira, 15, Wajngarten participou de uma reunião no gabinete do ministro da Secretaria-Geral da Presidência e subchefe para Assuntos Jurídicos do Planalto, Jorge Oliveira, no quarto andar.

Lá, encontrou outros dois ministros: o da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, e o da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, a quem responde diretamente. Na reunião, que não foi registrada na agenda de nenhum deles, e que não contou com a presença de Jair Bolsonaro, Wajngarten foi questionado sobre detalhes da atuação de sua empresa e instado a apresentar documentos mostrando que comunicou previamente à Comissão de Ética da Presidência que era dono da companhia, embora afastado da administração.

O chefe da Secom saiu da reunião com a sensação de que conseguiu comprovar que não há conflito de interesses na relação.

Fontes da área jurídica do governo, porém, ponderam que tudo pode mudar, caso fique comprovado que Wajngarten tomou alguma decisão para beneficiar a sua própria empresa.

O fato é que a comunicação do governo sempre foi uma questão mal resolvida pelo presidente desde a proclamação do resultado da eleição. Na falta de uma estratégia sobre como agir em relação à imprensa, Bolsonaro preferiu o conflito. Quem tentou harmonizar a relação foi apeado, como o general Santos Cruz, até então amigo do peito do mandatário do país.

O pano de fundo dessa instabilidade é justamente a relação de Bolsonaro com o filho 02. Ainda no período de transição, o então presidente eleito ensaiou entregar a chave da Comunicação para Carlos Bolsonaro.

“O cara é uma fera nas mídias sociais. Tem tudo para dar certo”, argumentou, em entrevista a O Antagonista.

Dias depois, pressionado por setores do governo, recuou. As redes sociais, no entanto, permaneceram sob a batuta de Carlos. Seu poder, embora limitado à estratégia digital, nunca foi pouco.

Carluxo, por exemplo, era detentor da senha dos perfis oficiais do presidente nas redes. Derivou daí a mais rumorosa crise na relação mercurial entre pai e filho. Foi quando Carlos manteve por 24 horas na conta oficial do presidente no YouTube um video com pesados ataques ao vice-presidente Hamilton Mourão, e os dois discutiram ao telefone. Na manhã seguinte, um domingo, depois de obrigado pelo pai a excluir o vídeo, Carlos desapareceu de casa.

Os detalhes da crise estão contados no livro “Tormenta: O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos”, da jornalista Thais Oyama.

Jair Bolsonaro teria ficado transtornado. “Teclou para os amigos do filho perguntando sobre seu paradeiro. Telefonou para o próprio e lhe mandou seguidas mensagens de WhatsApp – todas sem acusação de recebimento. Naquele dia, o presidente não desgrudou do celular e mal conseguiu despachar”, escreveu a jornalista.

Não foi a primeira vez. Durante a campanha, Carlos ameaçou ir embora para nunca mais voltar, caso o pai insistisse em nomear Gustavo Bebianno como ministro da Secretaria Geral da Presidência. Como Bebianno acabou guindado ao cargo, Carluxo cortou a comunicação com o pai.

Para refazer as pontes com “02”, conta a jornalista, Bolsonaro colocou Alexandre Ramagem na direçâo da Abin, contrariando o general Valério Stumpf, então secretário executivo do Gabinete de Segurança Institucional. Em contrapartida, ficou do lado do general Santos Cruz quando ele vetou a ida do primo Léo Índio para a Secom, onde ocuparia um cargo em comissão DAS 5, o segundo posto mais caro da estrutura federal.

Tanto Santos Cruz quanto Bebianno cairiam em desgraça meses depois. Por trás das demissões, claro, lá estava ele, Carlos Bolsonaro.

O orçamento da Secretaria de Comunicação da Presidência para campanhas publicitárias foi de quase 200 milhões de reais em 2019. Além da verba milionária, a pasta conta com estrutura e funcionários para uma atuação coordenada e estruturada na internet.

A Secom tem, ao todo, 180 servidores, dos quais 138 em cargos comissionados. Entre as áreas montadas na secretaria, estão coordenações de foto, áudio, vídeo, conteúdo, gestão de canais digitais, logística, publicidade, eventos e imprensa.

Um aparato que faz reluzirem os olhos do filho 02 do presidente. Para Carlos, é a grande trincheira da “guerra ideológica”.

A saber se Bolsonaro entregará ao filho ou a alguém por ele escolhido, o figurino de comandante.

19 de janeiro de 2020 às 12:15

Rogério Marinho: entre um prêmio e o isolamento político [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Todo poderoso homem das reformas do governo Bolsonaro, papel que assumiu desde que em seu último mandato de deputado federal relatou a polêmiva reforma trabalhista, motivo de sua derrota na disputa por mais um mandato na Câmara, o potiguar Rogério Marinho é notícia em dois grandes jornais deste domingo, de formas opostas.

No Globo ele está entre personalidades que disputam um prêmio; no Estadão, ele surge na porta de entrada do caminho do ostracismo tão comum de quem se arrisca fazer parte do governo Jair Bolsonaro.

Eis a página do Globo que chama atenção do leitor para o último dia de votação do prêmio instituído pelo jornal em parceria com a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.

Rogério disputa na categoria “Economia” com a empresária Luíza Trajano, dona da cadeia de lojas ‘Magazine Luíza’ e com o Movimento Gerando Vidas.

No Estadão deste domingo Rogério Marinho desponta como um líder a caminho do isolamento depois de ter sido útil para o Governo.

Confira a reportagem:

Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli

BRASÍLIA – Após ganhar espaço e confiança por seu papel crucial na articulação pela reforma que mudou o sistema de aposentadoria no Brasil, o secretario especial de Previdência e Trabalho Rogério Marinho se tornou personagem central de embates dentro do governo. Também virou “para-raios” de disputas paroquiais deflagradas num Congresso que começa a testar o terreno para a escolha de seus próximos presidentes.

Braço direito do ministro da Economia, Paulo Guedes, no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro, Marinho chegou a ser cotado para coordenar a articulação com o Congresso para a votação da reforma tributária , mas hoje vive um inferno astral.

As críticas generalizadas a decisão de taxar o seguro-desemprego e, agora, mais recentemente, a crise provocada pelas filas no INSS, órgão vinculado à sua secretaria, alimentaram o desconforto.

Por trás do desgaste está a disputa de lideranças partidárias pela vaga de Rodrigo Maia no comando da Câmara dos Deputados, a partir de 2021, e as eleições municipais deste ano.

Um quadro que pode atrapalhar o andamento das reformas, principalmente, a administrativa e a tributária. “A janela para aprovação é pequena. No máximo até junho”, reconhece um auxiliar de Guedes.

Batizada de RH do serviço publico, a reforma administrativa tem o apoio de Maia, mas enfrenta a pressão das grandes corporações dos servidores públicos, que podem ganhar força às vésperas da campanha eleitoral nos municípios. Já PECs de reformas fiscais estão mais encaminhadas e com chances de serem aprovadas, porém com alcance mais enxuto, avaliam assessores econômicos.

Deputado federal por 16 anos, período em que relatou a mudança mais profunda na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Marinho migrou de poder e, como secretário especial de Previdência e Trabalho, tentou levar adiante sua pauta trabalhista sob a bandeira de geração de empregos.

Acabou atropelando colegas dentro da própria equipe econômica e se indispondo com congressistas, perdendo parte do bom trânsito que lhe era garantido graças a experiência com o Parlamento. Procurado, Marinho não se pronunciou.

Até a promulgação da Previdência, o secretário atuou como um habilidoso negociador durante a tramitação da primeira – e também espinhosa reforma da administração Bolsonaro.

Seu papel de articulador foi tão bem sucedido que transbordou para outras áreas, à medida que a equipe econômica encontrava dificuldades no diálogo com os deputados e traçava planos para outras reformas e também era formada por muitos neófitos no trato político.

Não à toa, virou alvo de brincadeiras de auxiliares, que o chamavam de “assessor de tudo”.

Programa Verde Amarelo

A virada para o secretário se deu quando, em novembro de 2019, apresentou o Programa Verde Amarelo, como foi batizado o conjunto de medidas de estímulo ao emprego.

Passou por cima de outras áreas do Ministério da Economia que alertavam contra a medida, pelo custo elevado e o risco de baixa efetividade.

Nos dias seguintes, depois do envio da MP do programa ao Congresso, em reação, lideranças da Câmara ficaram dias sem atender os contatos do secretário. “Não sabíamos que a MP viria desse tamanho, agora, que se vire” contou um deles.

O mal-estar causado foi tão grande que outros secretários mudaram o tratamento em relação a Marinho, garantem fontes.

Colegas de dentro do Ministério da Economia também passaram a tratar o secretário especial de Previdência e Trabalho de forma protocolar.

O desgaste aumentou depois que a Instituição Fiscal Independente (IFI) publicou estudo com críticas a MP Verde Amarelo. O golpe maior veio dias depois quando foi revelado que estudo da Secretaria de Política Econômica (SPE) apontava um custo bem maior.

Técnicos contam que Guedes deixou o seu auxiliar sozinho na defesa da taxação do seguro desemprego para bancar a desoneração da folha das empresas, uma promessa de campanha. Um quadro semelhante que ocorreu com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na defesa da fixação do limite de 8% ao ano de juros para o cheque especial.

Programa em risco

Isolado, Marinho virou alvo de corporações e também de parlamentares que, por circunstâncias políticas, passaram a atacar seu programa de estímulo ao emprego. A disputa acirrada pela sucessão na presidência do Senado e, sobretudo, da Câmara tem levado ao que é classificado nos bastidores do governo como “necessidade de aceno político”.

Mesmo congressistas ligados a setores empresariais acabam se posicionando contra a medida, menos por convicção e mais para angariar votos rumo às vagas hoje ocupadas por Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia.

Marinho já chegou a se descrever para interlocutores como o que não fala, mas realiza. Porém, costuma dizer também que o sucesso transforma uma pessoa em alvo.

Se antes era o “assessor de tudo”, agora se coloca distante de qualquer articulação pelas reformas tributária ou administrativa.

Quer concluir o que começou na agenda trabalhista e avalia ter uma tarefa a cumprir. Uma futura retomada da vida política não está completamente descartada, mas qualquer calculo nessa direção só será feito após as eleições municipais de 2020.

19 de janeiro de 2020 às 5:58

Atriz Regina Duarte quer responder direto a Bolsonaro se aceita ou não ser secretária de Cultura [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A atriz Regina Duarte deverá ter uma conversa com o presidente Jair Bolsonaro na segunda-feira.

Essa foi a condição dela para responder ao convite para ser secretária nacional de Cultura, em substituição ao destemperado e descuidado Roberto Alvim, demitido da pasta após apresenta perfil nazista ao tentar vender a imagem de uma “nova arte” no Brasil.

Regina Duarte defende o governo Bolsonaro e é amiga da primeira dama Michelle Bolsonaro.

Também é conselheira do Pátria Voluntária, programa de Michelle que incentiva a prática do voluntariado.

19 de janeiro de 2020 às 5:20

Falha no Enem pode ter atingido quase 40 mil estudantes mas Educação garantiu solução até segunda-feira [0] Comentários | Deixe seu comentário.

E o ministro da Educação deu entrevista falando que o Enem 2019 foi o melhor de todos os tempos…

Deve ser porque, para ele, melhor é quando tem mais erros.

E os erros detectados no Enem após divulgação das notas, pode ter prejudicado quase 40 mil pessoas.

O gabarito de parte dos candidatos que fizeram a prova cinza foi trocado pelo de quem fez a prova amarela.

Weintraub havia minimizado o caos, afirmando que 4 mil pessoas teriam sido prejudicados, o Inep estimou em 9 mil, mas o ministro disse que até segunda-feira o erro estará corrigido e por isso a abertura da inscrição do Sistema de Seleção Unificado (Sisu), que permite aos estudantes concorrerem a vagas em universidades federais pelo país com a nota do Enem, está com o cronograma mantido: de terça (21) a sexta (24).

Quem se sentiu prejudicado pode enviar email para enem2019@inep.gov.br