Thaisa Galvão

18 de fevereiro de 2020 às 14:24

Associação Brasileira de Imprensa pede à Procuradoria Geral da República que denuncie quebra de decoro de Bolsonaro [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Jair Bolsonaro continua atacando pessoas…

Hoje ele insultou, com insinuação sexual, a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha.

“Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim”, disse Bolsonaro, rindo, se referindo à apuração da repórter sobre o disparo ilegal de mensagens em massa no WhatsApp nas eleições de 2018.

Em nota, o jornal aponta que a atitude dele agride todo o jornalismo profissional e vilipendia também a dignidade, a honra e o decoro que a lei exige do exercício da Presidência. Também indico texto de Joel Pinheiro da Fonseca sobre a cultura do “cancelamento”, uma espécie de linchamento virtual.

Para a ANJ (Associação Nacional de Jornais), a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), e o Observatório da Liberdade de Imprensa da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a fala de Bolsonaro desrespeita a imprensa e o seu trabalho essencial na democracia.

A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) chamou a agressão de “covarde” e pediu à PGR (Procuradoria-Geral da República) que denuncie a quebra de decoro de Bolsonaro.

Claro que a PGR não vai denunciar.

O procurador Augusto Aras ganhou o cargo sem ser escolhido pela categoria.

Ganhou de presente de Jair.

A criatura não vai se rebelar contra o criador.

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