Thaisa Galvão

8 de março de 2020 às 19:09

Fátima propõe aos governadores do Nordeste ampliação de organismos de defesa das mulheres [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A governadora Fátima Bezerra encaminhou ao Consórcio Nordeste, grupo formado pos governadores dos estados da região, proposta para ampliar organismos de defesa das mulheres.

Leia postagem da governadora neste domingo Dia Internacional da Mulher:

A cada 4 minutos uma mulher é vítima de violência no Brasil e a cada oito horas uma delas morre. A Lei Maria da Penha existe desde 2006, mas foi só em 2015 que surgiu o crime de feminicídio, que é quando uma mulher é morta só porque é mulher.

Esse tipo de crime é mais antigo até do que a própria Bíblia, mas a defesa das mulheres, por mais incrível que pareça, ainda é muito recente!

Infelizmente, de janeiro para cá, o governo federal, além de retirar todos os recursos de enfrentamento à violência, ainda tem trabalhado para transformar a Lei Maria da Penha, deixando-a mais punitivista, de uma forma que deixa ela mais cara.

Uma pesquisa recente da Universidade Federal Ceará e do Instituto Maria da Penha disse que a violência doméstica custa aproximadamente R$ 64,4 milhões ao Nordeste, considerando tanto a defesa e tratamento da vítima, como o dinheiro que ela para de gerar exatamente porque morreu ou foi agredida.

Apresentei aos companheiros do #ConsórcioNordeste uma proposta para ampliar organismos de defesa das mulheres, incluindo integração das Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres, Polícia Técnica e Patrulhas Ronda Maria da Penha.

O Governo da Bahia já contribuiu na capacitação das Polícias Militares de Alagoas, Maranhão, Sergipe e Paraíba, e nós queremos ampliar essas ações para os demais estados do Nordeste.

Queremos criar um sistema integrado de enfrentamento à violência contra mulher capaz de melhorar o monitoramento dos processos e fiscalização das medidas protetivas.

A proposta também inclui o fortalecimento de programas de emprego e renda na cidade e no campo.

Eu sou uma mulher nordestina e não poderia, neste 8 de março, fugir à nossa natureza: é preciso antes de tudo ser forte! É preciso ter coragem de enfrentar as desigualdades gritantes que impedem as mulheres de ascenderem aos espaços de poder, de estruturarem suas carreiras e garantir sua autonomia. É preciso garantir um ambiente democrático e o direito e a integridade de nossos corpos para conquistar a equidade entre homens e mulheres.

Honrando a memória e o legado de Nísia Floresta, Celina Guimarães, Alzira Soriano, Dandara, Maria da Penha e tantas outras, que como eu, enfrentaram os mais diversos tipos de machismo, seguiremos lutando e trabalhando para implementar mais políticas sociais e garantir que o povo do Nordeste possa prosperar, homens e mulheres, lado a lado, construindo uma sociedade menos violenta, mais inclusiva e acessível para todos e todas.

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