Thaisa Galvão

30 de abril de 2020 às 21:42

Sergio Moro dá entrevista exclusiva à revista Veja e diz que Bolsonaro nunca priorizou o combate à corrupção [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Veja:

Quando Sergio Moro decretou as primeiras prisões da Operação Lava-­Jato, em 2014, ninguém imaginava que começaria ali uma revolução de consequências históricas para a política, a economia e o combate à corrupção no Brasil. Em quatro anos, as investigações revelaram a existência de uma monumental estrutura que tinha como membros ativos as maiores empreiteiras do país, altos dirigentes de empresas estatais e políticos de todos os quilates — de deputados a presidentes da República. Todos se nutrindo da mesma fonte de um esquema que, durante anos, desviou mais de 40 bilhões de reais dos cofres públicos, dinheiro convertido em financiamento de campanhas eleitorais e propina. O caso fulminou biografias, quebrou empresas, arrasou partidos políticos e desmascarou muita gente que se dizia honesta. A histórica impunidade dos poderosos levou uma surpreendente rasteira — e abriu caminho para que um outsider chegasse à Presidência da República.

Com a eleição de Jair Bolsonaro e a nomeação de Sergio Moro para o Ministério da Justiça, muitos apostaram que a corrupção sistêmica sofreria o golpe de misericórdia no país — uma tremenda ilusão, segundo o próprio Moro.

“O combate à corrupção não é prioridade do governo”, revela o agora ex-­ministro da Justiça, que foi descobrindo aos poucos que embarcara numa fria. Ele estava em casa na madrugada da sexta 24 quando soube que o diretor-geral da Polícia Federal fora demitido pelo presidente. Mas o episódio foi a gota d’água de uma relação tumultuada. Havia tempo o presidente não escondia a intenção de colocar no cargo alguém de sua estrita confiança. Bolsonaro frequentemente reclamava da falta de informações, em especial sobre inquéritos que tinham como investigados amigos, correligionários e parentes dele. Moro classificou a decisão do presidente de pôr um parceiro no comando da PF de uma manobra para finalmente ter acesso a dados sigilosos, deu a isso o nome de interferência política e, na sequência, pediu demissão. Bolsonaro, por sua vez, disse que a nomeação do diretor da PF é de sua competência e que as acusações de Moro não eram verdadeiras. O Supremo Tribunal Federal mandou abrir um inquérito para apurar suspeitas de crime.

Em entrevista exclusiva a VEJA, Moro revelou que não vai admitir ser chamado de mentiroso e que apresentará à Justiça, assim que for instado a fazê-lo, as provas que mostram que o presidente tentou, sim, interferir indevidamente na Polícia Federal. Um pouco abatido, o ex-ministro também se disse desconfortável no papel que o destino lhe reservou: “Nunca foi minha intenção ser algoz do presidente”. Desde que deixou o ministério, ele passou a ser hostilizado brutalmente pelas redes bolsonaristas. “Traidor” foi o adjetivo mais brando que recebeu. Mas o fato é que Bolsonaro nunca confiou em Moro. Sempre viu nele um potencial adversário, alguém que no futuro poderia ameaçar seu projeto de poder.

Na entrevista, o ex-ministro, no entanto, garante que a política não está em seus planos — ao menos por enquanto. Na quarta-feira 29, durante a conversa com VEJA, Moro recebeu um alerta de mensagem no telefone. Ele colocou os óculos, leu e franziu a testa. “O que foi, ministro?” “O presidente da República anunciou que vai divulgar um ‘vídeo-bomba’ contra mim.” “E o que o senhor acha que é?”, perguntamos. Moro respirou fundo, ameaçou falar alguma coisa, mas se conteve. A guerra está só começando. Acompanhe nas próximas páginas os principais trechos desta conversa.

“O COMBATE À CORRUPÇÃO NÃO É PRIORIDADE DO GOVERNO”
O ex-ministro Sergio Moro recebeu VEJA em seu apartamento em Brasília. Na entrevista, que durou duas horas, ele lembrou que aceitou o cargo de titular da Justiça diante do compromisso assumido por Bolsonaro com o combate à corrupção. Aos poucos, porém, foi percebendo que esse discurso não encontrava sustentação na prática do governo — e ficou bastante incomodado quando viu o presidente se aproximar de políticos suspeitos:

“Sinais de que o combate à corrupção não é prioridade do governo foram surgindo no decorrer da gestão. Começou com a transferência do Coaf para o Ministério da Economia. O governo não se movimentou para impedir a mudança. Depois, veio o projeto anticrime. O Ministério da Justiça trabalhou muito para que essa lei fosse aprovada, mas ela sofreu algumas modificações no Congresso que impactavam a capacidade das instituições de enfrentar a corrupção. Recordo que praticamente implorei ao presidente que vetasse a figura do juiz de garantias, mas não fui atendido. É bom ressaltar que o Executivo nunca negociou cargos em troca de apoio, porém mais recentemente observei uma aproximação do governo com alguns políticos com histórico não tão positivo. E, por último, teve esse episódio da demissão do diretor da Polícia Federal sem o meu conhecimento. Foi a gota d’água”.

O senhor acusou o presidente Bolsonaro de interferir politicamente na Polícia Federal. Tem provas disso?

O presidente tem muito poder, tem prerrogativas importantes que têm de ser respeitadas, mas elas não podem ser exercidas, na minha avaliação, arbitrariamente. Não teria nenhum problema em substituir o diretor da PF Maurício Valeixo, desde que houvesse uma causa, uma insuficiência de desempenho, um erro grave por ele cometido ou por algum de seus subordinados. Isso faz parte da administração pública, mas, como não me foi apresentada nenhuma causa justificada, entendi que não poderia aceitar essa substituição e saí do governo. É uma questão de respeito à regra, respeito à lei, respeito à autonomia da instituição.

E quais eram as motivações políticas?

Reitero tudo o que disse no meu pronunciamento. Esclarecimentos adicionais farei apenas quando for instado pela Justiça. As provas serão apresentadas no momento oportuno, quando a Justiça solicitar.


“NÃO POSSO ADMITIR QUE O PRESIDENTE ME CHAME DE MENTIROSO”

O presidente Bolsonaro rebateu as acusações do ex-ministro. Ele negou que houvesse tentativa de interferência política na Polícia Federal e acusou Sergio Moro de tentar negociar a demissão do diretor da PF em troca de sua nomeação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Moro conta por que divulgou uma mensagem trocada entre ele e a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) e outra entre ele e Bolsonaro:

“Eu apresentei aquelas mensagens. Não gostei de apresentá-las, é verdade, mas as apresentei única e exclusivamente porque no pronunciamento do presidente ele afirmou falsamente que eu estava mentindo. Embora eu tenha um grande respeito pelo presidente, não posso admitir que ele me chame de mentiroso publicamente. Ele sabe quem está falando a verdade. Não só ele. Existem ministros dentro do governo que conhecem toda essa situação e sabem quem está falando a verdade. Por esse motivo, apresentei aquela mensagem, que era um indicativo de que eu dizia a verdade, e também apresentei a outra mensagem, que lamento muito, da deputada Carla Zambelli. O presidente havia dito uma inverdade de que meu objetivo era trocar a substituição do diretor da PF por uma vaga no Supremo. Eu jamais faria isso. Infelizmente, tive de revelar aquela mensagem para provar que estava dizendo a verdade, que não era eu que estava mentindo”.

Na mensagem, Bolsonaro cita uma investigação sobre deputados aliados e afirma que aquilo era motivo para trocar o diretor da PF. O que exatamente queria o presidente?

Desculpe, mas essa é uma questão que também vai ter de ser examinada dentro do inquérito que foi aberto no Supremo Tribunal Federal para investigar esse caso. Reitero a minha posição. Uma vez dito, é aquilo que foi dito. Não volto atrás. Seria incoerente com o meu histórico ceder a qualquer intimidação, seja virtual, seja verbal, seja por atitudes de pessoas ou de outras autoridades.

O senhor sofreu algum tipo de ação intimidatória após as revelações que fez?

Atacaram minha esposa e estão confeccionando e divulgando dossiês contra ela com informações absolutamente falsas. Ela nunca fez nada de errado. Nem eu nem ela fizemos nada de errado. Esses mesmos métodos de intimidação foram usados lá trás, durante a Lava-­Jato, quando o investigado e processado era o ex-presidente Lula.

“NUNCA FOI MINHA INTENÇÃO SER ALGOZ DO PRESIDENTE”
Depois das denúncias de Moro, o Supremo Tribunal Federal determinou que fosse aberto um inquérito para apurar se o presidente tentou de fato aparelhar a PF para fins políticos. Em seu parecer, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu que também fossem investigados os crimes de denunciação caluniosa e contra a honra — ilícitos que, em tese, podem ter sido praticados por Moro:

“Entendi que a requisição de abertura desse inquérito que me aponta como possível responsável por calúnia e denunciação caluniosa foi intimidatória. Dito isso, quero afirmar que estou à disposição das autoridades. Os ataques mais virulentos vieram principalmente por redes virtuais. Não tenho medo de ofensa na internet, não. Me desagrada e tal, mas se alguém acha que vai me intimidar contando inverdades a meu respeito no WhatsApp ou na internet está muito enganado sobre minha natureza”.

O senhor recebeu mais críticas ou apoios por se demitir do cargo e acusar o presidente?

A opinião pública compreendeu o que eu disse e os motivos da minha fala. É importante deixar muito claro: nunca foi minha intenção ser algoz do presidente ou prejudicar o governo. Na verdade, lamentei extremamente o fato de ter de adotar essa posição. O que eu fiz e entendi que era minha obrigação foi sair do governo e explicar por que estava saindo. Essa é a verdade.

Qual é hoje a sua opinião sobre o presidente Bolsonaro? Pessoalmente, gosto dele. No governo, acho que há vários ministros competentes e técnicos. O fato de eu ter saído do governo não implica qualquer demérito em relação a eles. Fico até triste porque considero vários deles pessoas competentes e qualificadas, em especial o ministro da Economia. Espero que o governo seja bem-sucedido. É o que o país espera, no fundo. Quem sabe a minha saída possa fomentar um compromisso maior do governo com o combate à corrupção.

“NÃO QUERO PENSAR EM POLÍTICA NESTE MOMENTO”
Em todas as grandes manifestações dos apoiadores do presidente, a figura do ex-ministro da Justiça sempre ocupou lugar de destaque. Após sua demissão, ele passou a ser tratado nas redes sociais como traidor e oportunista que estaria tirando proveito político em um momento de fragilidade do governo:

“Lamento ter de externar as razões da minha saída do governo durante esta pandemia. O foco tem de ser realmente o combate à pandemia. Estou dando entrevista aqui porque tenho sido sucessivamente atacado pelas redes sociais e pelo próprio presidente. Hoje mesmo, quarta, ele acabou de dar declarações, ontem deu declarações. Venho sendo atacado também por parte das pessoas que o apoiam politicamente. Tudo o que estou fazendo é responder a essas agressões, às inverdades, às tentativas de atingir minha reputação”.

O que o senhor pretende fazer a partir de agora?

Estou num período de quarentena. Tive 22 anos de magistratura. Deixei minha carreira com base em uma promessa não cumprida de que eu teria apoio nessas políticas de combate à corrupção. Isso foi um compromisso descumprido. Não posso voltar para a magistratura. Eu me encontro, no momento, desempregado, sem aposentadoria. Tudo bem, tem gente em situação muito mais difícil que a minha. Não quero aqui ficar reclamando de nada. Pedi a quarentena para ter um sustento durante algum tempo e me reposicionar, provavelmente no setor privado.

Não pensa em entrar definitivamente na política?

Minha posição sempre foi de sentido técnico. Vou continuar buscando realizar um trabalho técnico, agora no setor privado. Não tenho nenhuma pretensão eleitoral. Não me filiei a partido algum. Nunca foi meu plano. Estou num nível de trabalho intenso desde 2014. Quero folga. E não quero pensar em política neste momento.

“PODE EXISTIR UM MANDANTE DO CRIME”
Um dos motivos do desgaste de Sergio Moro e da direção da PF foi a investigação do atentado que Bolsonaro sofreu durante a campanha. O presidente não acredita que o garçom Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho. Crê numa conspiração política patrocinada por adversários. A polícia nunca encontrou nenhuma prova concreta disso. Questionado sobre o assunto, o ex-ministro diz que a hipótese não é absurda:

“Existe uma forte suspeita de que o Adélio tenha agido a mando de outra pessoa. A Polícia Federal fez a investigação. Como o presidente é vítima neste caso, nós fizemos uma apresentação no primeiro semestre de 2019 no Planalto. Os delegados apresentaram todo o resultado da investigação até aquele momento. Pende para o final da investigação um pedido de exame do aparelho celular de um advogado do Adélio. A polícia buscou esse acesso, e isso foi obstado pelas Cortes de Justiça, e ainda não há uma decisão definitiva. Depois do exame desse celular, o inquérito poderá ser concluído. Esse é o conteúdo de inquérito que foi mostrado ao presidente, não é ilegal, já que ele é a vítima e tem, como vítima, a meu ver, o direito de ter essas informações. Não é nenhuma questão só do crime em si, mas um caso de segurança nacional. A suspeita de que pode existir um mandante intelectual do crime não pode ser descartada. Enquanto não se tem a conclusão da investigação, não se pode ter um juízo definitivo”.

O senhor tem medo de sofrer algum atentado?

Certamente. Sigo tendo a proteção da Polícia Federal. Não gosto de falar muito nesse assunto. Isso é algo que assusta pessoas próximas a mim.

Foi por isso que, antes de aceitar o cargo, o senhor pediu ao presidente uma pensão caso lhe acontecesse algo?

Achei engraçado algumas pessoas dizerem que seria um crime da minha parte. O que aconteceu foi o seguinte: como eu larguei a magistratura, perdi a aposentadoria e a pensão. E, como eu sabia que nós seríamos firmes contra a criminalidade violenta, contra o crime organizado e contra a corrupção, o que externei ao presidente foi um desejo de que, se algo me acontecesse durante a gestão, como eu havia perdido a pensão, minha família não ficasse desamparada. Certamente teria de ser analisada juridicamente a viabilidade disso, e a aprovação através de uma lei. A condição para que a pensão fosse paga seria a minha morte. Só externei que, caso eu fosse morto em combate, fosse garantida uma pensão integral à minha família, correspondente aos vencimentos de ministro.

O senhor se arrepende de ter largado a magistratura para entrar no governo Bolsonaro?

Não. A gente tem esse espelho da Operação Mãos Limpas, na Itália. Foi feito um trabalho fantástico lá pelos juízes, mas houve um retrocesso político na Itália naquela época. Eles lamentavam muito. Embora soubesse que minha ida para o governo seria controversa, o objetivo sempre foi continuar defendendo a bandeira anticorrupção, evitando retrocessos. Não, não me arrependo. Acho que foi a decisão acertada naquele momento. Agradeço ao presidente por ter me acolhido. Assumi um compromisso com ele que era muito claro: combate à corrupção, ao crime organizado e à criminalidade violenta. Eu me mantive fiel a esse compromisso.

Publicado em VEJA de 6 de maio de 2020, edição nº 2685

30 de abril de 2020 às 18:04

Natal é a capital nordestina com menor contágio e mortalidade em Covid-19 [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Natal está entre as capitais do país com o menor número de infectados com o Covid-19 e também de mortes. O prefeito Álvaro Dias atribui o quadro positivo à antecipação, por parte da Prefeitura de Natal, de medidas de controle à pandemia, assim como a eficácia delas.

Segundo dados disponíveis nesta quarta-feira, 28/04, no Portal do Ministério da Saúde (com números computados até o dia 23 de abril), Natal é a cidade melhor posicionada na Região Nordeste em relação à letalidade do vírus, com 2,3% de mortes em relação aos casos confirmados e sétima posicionada entre todas as capitais do Brasil. E está entre as 15 melhores em relação aos índices de transmissão, levando em conta os casos confirmados por cada 100 mil habitantes.

“Natal está entre as capitais com menores índices em razão das ações eficientes que a Prefeitura vem adotando em várias áreas para combater a doença. Estamos nessa linha de frente desde o primeiro momento”, destaca o prefeito da cidade, Álvaro Dias.

Entre as principais ações da gestão municipal, estão as interrupções nas aulas desde o início da proliferação da doença no Brasil, com a posterior distribuição de cestas básicas para as famílias dos alunos que ficaram sem o reforço nutricional diário realizado através da merenda escolar.

As ações sociais voltadas para a identificação, atendimento, acolhimento e nutrição de cidadãos em situação de rua também evitou que o vírus se alastrasse entre essa parte da população, assim como várias associações, conselhos comunitários e entidades da sociedade civil organizada que atuam junto às pessoas em vulnerabilidade social estão recebendo cestas básicas para fazer a distribuição aos que necessitam.

Em relação ao atendimento de pacientes contaminados com a Covid-19, a Prefeitura não mediu esforços para ampliar o número de leitos, comprar EPIs e, inclusive, pagou, de forma antecipada, o salário dos profissionais da saúde. O Hospital de Campanha, que está sendo viabilizado em tempo recorde, deve abrir suas portas na próxima semana, no antigo hotel Parque da Costeira. “Esperamos fazer muito mais para que a nossa população possa ter toda a ajuda possível para vencer essa pandemia”, encerrou o prefeito Álvaro Dias.

Atento às necessidades de saúde, mas também compreendendo o temor da população com a questão financeira das famílias, o prefeito Álvaro Dias, em acordo com Ministério Público e sociedade civil organizada, editou decretos com novas normas de funcionamento de setores econômicos na cidade, como as feiras livres.

Em apoio ao cidadão comum e à classe empresarial, afetada diretamente pela pandemia, a Prefeitura de Natal agiu também na área fiscal. Medidas de benefícios fiscais estão beneficiando 82% do universo de contribuintes da capital potiguar. Dentre as medidas tomadas, destaca-se a prorrogação de prazos para o recolhimento do Imposto Sobre Serviços – ISS – incidente sobre a atividade exercida por Profissional Autônomo, da Taxa de Licença de Localização e da Taxa de Vigilância Sanitária. Além disso, por força de Decreto municipal, algumas atividades essenciais tiveram seu direito garantido para abrir as portas

30 de abril de 2020 às 16:48

Tribunal Federal nega recursos do governo federal que queria impedir Estado de adquirir respiradores e manda empresa entregar equipamentos ao governo do RN [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O Governo do Estado comprou respiradores via licitação a uma empresa de São Paulo, aí veio o Ministério da Saúde e obrigou a empresa a repassar para a União todos os respiradores fabricados, retirando do Rio Grande do Norte o que o Estado já havia garantido.

Pois o Ministério da Saúde entrou com recurso para impedir que o Estado do RN recebesse os respiradores já adquiridos e equipasse leitos de UTI para atender pacientes infectados com coronavírus.

Hoje o Governo do RN conquistou mais uma vitória: o Tribunal Regional Federal da 5ª Rregião (TRF5) foi favorável ao RN e decidiu que a empresa Intermed Equipamento Médico Hospitalar LTDA terá que entregar os respiradores ao governo do RN.

A decisão do TRF5 reforça a liminar que já tinha sido expedida pelo juiz federal Magnus Augusto Delgado, da 1ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN), e foi contestada pela AGU.

Com a liminar expedida, a empresa fica obrigada a entregar os respiradores em um prazo de até 5 dias.
Os respiradores mecânicos são equipamentos vitais para a instalação de novas UTIs no RN dentro do plano para o combate ao novo coronavírus, o que suscitou a urgência do pedido judicial feito pelo Governo através da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

30 de abril de 2020 às 12:26

Lançado pelo pai como ‘zero 4’ em ano eleitoral, filho de bolsonaro debocha da pandemia [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Vem aí o zero 4.

No pronunciamento que fez no dia da saída de Sergio Moro do Governo, jair bolsonaro citou o quarto filho, mas sem chamá-lo pelo nome.

“O zero 4 pegou metade do condomínio”.

Estava ali lançado o zero 4.

Há quem diga que vai disputar uma vaga na Câmara do Rio de Janeiro, já que o irmão zero 3, vereador, não deverá disputar reeleição para permanecer comandando a ‘comunicação’ no Palácio do Planalto.

E o zero 4 começou a botar a cabeça de fora, e bem no estilo da família.

Veja notícia de Guilherme Amado, colunista da Época:

O estudante de direito Jair Renan Bolsonaro, quarto filho do presidente, fez uma série de piadas sobre a pandemia de coronavírus, repetindo frases do pai e criando novas.

As declarações foram feitas no dia 20 de abril no Twitch, um site de streaming focado na transmissão de video games, na qual Jair Renan tem uma conta para fazer comentários enquanto joga videogame.

No começo da live, Jair Renan diz que seu nariz está escorrendo, o que gera perguntas dos internautas sobre seu estado de saúde. Um deles perguntam diretamente se ele está com Covid, o que o zero quatro nega.

“Não, essa gripe não chega até mim, não. Meu histórico de atleta…”, diz, mais tarde ridicularizando o isolamento social: “Vamos pra rua na pandemia, tá ok? Pô, que pandemia, malandro? Isso é história da  mídia aí pra trancar você dentro de casa, achar que o mundo tá acabando. Pô, é só uma gripezinha, irmão, vai tomá no cu (sic). Peguei, passou. Prefiro morrer tossindo que morrer transando… Quer dizer, prefiro morrer transando que tossindo”. 

Assista a trecho do vídeo.

30 de abril de 2020 às 12:01

Agências da Caixa continuam registrando filas e Guarda Municipal começa a fiscalizar cumprimento do decreto que obriga uso de máscaras em Natal [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Aglomerado na agência da Caixa Econômica da Ribeira, em Natal, no primeiro dia do decreto da Prefeitura que obriga o uso de máscaras em locais públicos.

O movimento se repetia em outras agências da capital.

Muita gente de máscara, mas algumas não respeitavam ainda o decreto.

Mas quem usava a máscara não respeitava o distanciamento, o que não impede a propagação do vírus covid-19.

Aí uma viatura com a Guarda Municipal chegou para fiscalizar o cumprimento do decreto.

Na vizinhança, a mulher trabalhadora e a família que acabara de descer do trem, ainda não usava máscara.

A Prefeitura determinou que essas pessoas recebam orientação.

30 de abril de 2020 às 4:04

Ministério da Saúde ainda é um desconhecido para Nelson Teich [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O ministro da Saúde, Nelson Teich, participou nesta quarta-feira, de sessão remota do Senado.

Convidado para falar sobre coronavírus, mostrou que sinda falta muito para entender o real sentido de estar sentado na cadeira de ministro da Saúde durante uma pandemia.

A pegadinha do dia foi do senador Oriovisto Guimarães (Podemos) que começou falando que Nelson Teich é “um homem de muita coragem”.

E seguiu pedindo para que o ministro da Saúde citasse três verdades, três certezas, três coisas que ele já sabia, três ações concretas que o ministério está fazendo e quais resultados ele estaria esperando…

O ministro respondeu assim:

“Bom, a gente encontra um sistema robusto, com profissionais de altíssima qualidade. E a gente vai ter que basicamente definir a forma desse grupo trabalhar.”

E mais:

“A falta de informação é uma coisa que não lhe permite enxergar o que está acontecendo. Agora, buscar informação não tem a ver com estar esperando as coisas acontecerem. A gente trabalha e tem ação o tempo todo e, ao mesmo tempo, a gente continua buscando informações cada vez melhores.”

Teich não conseguiu dizer três coisas concretas.

Fonte: O Antagonista

30 de abril de 2020 às 3:50

Decretos de governadores que preservam vidas nos estados voltam a ser criticados por bolsonaro [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Questionado no Senado, em sessão remota nesta quarta-feira, sobre as medidas adotadas para evitar a propagação do coronavírus, o ministro da Saúde Nelson Teich defendeu o distanciamento social.

E disse que desde o início defende o isolamento que vem sendo adotado nos estados por meio de decretos dos governadores.

Nesta quarta-feira, bolsonaro terceirizou o ataque aos governadores.

E quem falou o que ele queria ouvir foi a deputada federal pelo PSL de Santa Catarina, Caroline de Toni.

Falando ao lado dele, na frente do Palácio da Alvorada:

30 de abril de 2020 às 0:22

Governadora Fátima diz que reunião com ministro da Saúde deixou governadores do Nordeste mais preocupados [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A reunião dos governadores do Nordeste com o ministro da Saúde, Nelson Teich, não parece ter sido tão produtiva quanto o esperado.

A reunião aconteceu por videoconferência como mostroo à tarde a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

Já à noite a governadora postou que a reunião deixou os gestoras ainda mais preocupados.

30 de abril de 2020 às 0:06

Decreto da Prefeitura obrigando uso de máscara em locais públicos de Natal entra em vigor nesta quinta-feira [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Começa a valer nesta quinta-feira, o novo decreto assinado pelo prefeito de Natal, Álvaro Dias, obrigando o uso de máscara em locais públicos da capital.

O decreto obriga uso de máscaras em estabelecimentos comerciais, repartições públicas e no transporte coletivo.

Para o restante da população o uso de máscara será obrigado  quando houver contato com outras pessoas, deslocamento em vias públicas ou outras medidas que interrompam o isolamento social.

Para o segmento do comércio, o decreto prevê uma série de determinações específicas.

As lojas e prestadores de serviços em atividade precisarão higienizar seus ambientes e fazer o controle de entrada de funcionários e clientes. O distanciamento de pessoas em circulação em suas unidades, com o limite mínimo de 2 metros entre cada uma delas, além do controle de acesso às suas dependências também constam do decreto, que determina que os estabelecimentos comerciais tem que fixar placas informativas com orientações para a prevenção de contágio.

“Após discussão com as assessorias técnicas e jurídicas da Prefeitura e diante da necessidade de continuar normatizando a atividade econômica na cidade, já que o atual decreto do Município vence nesta quinta, tivemos que elaborar essa nova regulamentação. O objetivo é garantir, com muito critério e responsabilidade, a segurança das pessoas que trabalham e que precisam dos produtos e serviços nas unidades comerciais que estarão funcionando durante o estado de calamidade que se prolonga”, detalhou o prefeito Álvaro Dias.

30 de abril de 2020 às 0:05

Mentira o que se espalhou em Natal sobre aplicação de multa para quem dirigir carro próprio sem usar máscara [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O decreto do prefeito Álvaro Dias chega acompanhado de uma fake News, já que a turma da mentira não deixa passar nada.

E tratou de espalhar em listas de whats app que quem estiver dirigindo seu carro particular sem usar máscara, será multado.

Mentira.

Confira a mentira espalhada, que pessoas sérias de Natal disseram estar recebendo de pessoas confiáveis.

Só para comprovar que as pessoas ditas confiáveis não andam tão confiáveis assim.

O FAKE