Thaisa Galvão

8 de maio de 2020 às 1:57

Em 40 minutos na CNN, Regina Duarte naturalizou a ditadura, minimizou as mortes por tortura, deu xilique e destratou ex-colega de trabalho [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Beirou a loucura irresponsável a entrevista da secretária nacional de cultura, Regina Duarte, na noite desta quinta-feira, na CNN Brasil.

Falta autor para entregar prontos os textos para a atriz que sempre soube decorar e interpretar.

Ela falou com naturalidade sobre ditadura e minimizou as mortes por tortura.

“Sempre houve tortura, não quero arrastar um cemitério. Mas a humanidade não para de morrer, se você falar de vida, de um lado tem morte. Por que olhar para trás? Não vive quem fica arrastando cordéis de caixões, acho que tem uma morbidez neste momento. A Covid está trazendo uma morbidez insuportável, não tá legal!”, afirmou.

Oi?

Questionada sobre a falta de um pronunciamento do governo sobre as mortes de grandes personalidades da Cultura como Moraes Moreira e Aldir Blanc, foi pra lá de ridícula e destespeitosa com a imagem dos artistas e deselegante com suas famílias.

“Se isso é importante para as pessoas, eu posso ter no site da Secult o obituário. Pode ser que eu esteja errando, vou me corrigir, não fiz por mal, peço desculpas, lamentei com as famílias.”

Sobre especulações em torno de possível saída do governo…

“Demissão, não. As pessoas têm uma certa ansiedade em me ver fora. Demissão, exoneração é algo que está rolando sempre. Em nenhum momento falou-se sobre demissão…”.

Pirou.

Quem falou em demissão foi ela, como confirma o áudio divulgado pela revista Crusoé na quarta-feira e que você pode comprovar.

É Regina desmentindo Regina.

Mas foi a exibição de um vídeo da atriz Maitê Proença que fez Regina Duarte se desequilibrar de vez.

Enquanto Maitê pedia que a secretária prestasse atenção à classe artística, a ex-colega de trabalho dava um xilique gigante dentro do estúdio…

E ao voltar a ser ouvida, reclamando da participação de Proença na entrevista, voltou a falar de mortes com muita naturalidade…

Assista.

São 40 minutos de loucura total.

Loucura, loucura, loucura:

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