Thaisa Galvão

13 de maio de 2020 às 3:39

Palavrões e ameaças são vazados mas trechos ‘constrangedores’ da reunião ministerial ainda deverão ser divulgados [0] Comentários | Deixe seu comentário.

“Não vou esperar foder alguém da minha família. Troco todo mundo da segurança. Troco o chefe, troco o ministro”, disse o presidente da república.

“Os onze filhos da puta”, “todos tem que ir para a cadeia”, disse o ministro da Educação, Abraham Weintraub, referindo-se aos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Prefeitos e governadores devem ser presos”, disse a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos.

O governador de São Paulo, “João Dória é um bosta”, disse Bolsonaro.

Integrantes do governo do Rio, que tem Wilson Witzel como governador, são “estrumes”, afirmou Bolsonaro.

Estes foram apenas alguns pontos polêmicos vazados da reunião ministerial de 22 de abril, e que aponta para a decisão do presidente Bolsonaro de trocar o comando da Polícia Federal.

 

Segundo publicação do UOL, pessoas presentes na exibição do vídeo, nesta terça-feira, relataram que os trechos sobre os outros temas são “constrangedores” por termos utilizados pelo presidente e deverão gerar “muita repercussão política”, se vierem a público. Este seria o motivo de o governo tentar no STF (Supremo Tribunal Federal) que o material não venha a público.

Em nota, a defesa de Sérgio Moro afirmou que “o material confirma integralmente as declarações do ex-ministro Sérgio Moro na entrevista coletiva de 24 de abril e no depoimento prestado à PF em 2 de maio”

“É de extrema relevância e interesse público que a íntegra desse vídeo venha à tona. Ela não possui menção a nenhum tema sensível à segurança nacional”, afirmou.

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