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8 de julho de 2020 às 16:34

Dados sobre queda de mortalidade infantil em Natal fazem parte de estudo americano e foram divulgados por revista científica

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O estudo feito por pesquisadores americanos, com dados do IBGE do Brasil, foi concluído após 15 anos de iniciado e seu resultado publicado na revista científica ‘Health Affairs’.
Eis a conclusão da pesquisa, segundo tradução da publicação.
Os resultados deste estudo sugerem que a falta de representação política feminina equitativa poderia impedir o progresso no sentido de alcançar, não apenas o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da equidade de gênero, mas também outros objetivos de redução da mortalidade infantil e da pobreza.
O progresso em direção à representação igualitária das mulheres na tomada de decisões políticas no Brasil, pode ser acompanhado por melhorias consideráveis na mortalidade infantil e na expectativa de vida, em parte como resultado do aumento do financiamento público e do acesso a serviços de atenção primária à saúde, bem como a programas de transferência condicionada de renda.
Melhorar a participação feminina nos níveis federal e local também pode levar a um maior apoio a outras políticas urgentes que foram associadas a melhores resultados de saúde infantil, como acesso a cuidados com a criança, apoio à licença familiar que pode ser dividida entre os pais e criação de mais ambientes de apoio à amamentação.

Embora seja importante entender melhor os mecanismos intermediários que vinculam a representação política da mulher à saúde, pesquisas futuras também devem ter como objetivo aumentar a compreensão dos processos políticos que produzem tais resultados.

Os campos da saúde pública e da epidemiologia social reconhecem cada vez mais os papéis desempenhados pelos contextos político e econômico nos determinantes sociais da saúde.
Os resultados deste estudo destacam a importância do uso de uma definição mais ampla de determinantes da saúde que delineia os caminhos políticos e econômicos para melhorar a saúde da população em todo o mundo.

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