Thaisa Galvão

12 de julho de 2020 às 19:13

Ministro do STF Gilmar Mendes critica falta de ministro da Saúde e diz que “Exército está se associando ao genocídio” [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O ministro do STF Gilmar Mendes, criticou o governo federal por permanecer sem ministro da Saúde em plena pandemia de coronavírus.

“O Exército está se associando a esse genocídio”, disse o ministro, referindo-se ao militar como interino da pasta.

São mais de 1,8 milhão de casos confirmados e mais de 70 mil mortes por covid e o Ministério da Saúde sem comando.

Gilmar Mendes explica que a experiência do General Pazuello, militar à frente do Ministério da Saúde, está ligada à área de logística e não à saúde.

“Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde. Pode se ter estratégia e tática em relação a isso. Não é aceitável que se tenha esse vazio no Ministério da Saúde. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção é preciso se fazer alguma coisa. Isso é ruim, é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. Não é razoável para o Brasil. É preciso pôr fim a isso’, disse o ministro do STF ao participar de uma live promovida pela IstoÉ com participações do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, do médico Dráuzio Varela e da infectologista Maria dos Remédios.

“Acho que, de fato, somos uma nas maiores nações do mundo. Vejo aqui em Portugal toda hora notas ruins em relação ao Brasil e em relação ao nosso processo civilizatório. É altamente constrangedor, as pessoas perguntam o que conteceu com o Brasil – disse, completando: – Agora, o Brasil é muito mal visto”, disse Mendes que está em Portugal.

Confira a live:

12 de julho de 2020 às 18:46

Secretária relata ações do Governo para zerar fila de leitos de UTI por pacientes de covid no RN [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A secretária de Comunicação do Estado, Guia Dantas, divulgou neste domingo os números do laboratório LAÍS, da UFRN, que revelam uma lista zerada de pacientes a procura de leitos críticos (UTIs e semi-UTIs).

Também revela o número desses leitos disponíveis.

E a secretária fez um relato:

12 de julho de 2020 às 17:52

Decreto da governadora Fátima permite entrada de deficientes com acompanhantes em estabelecimentos comerciais de todo o Estado [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O decreto baixado pelo prefeito Álvaro Dias, permitindo a entrada de portadores de deficiência em estabelecimentos comerciais da capital, acompanhados de familiares ou cuidadores, agora se estenderá por todo o estado.

Neste domingo a governadora Fátima Bezerra baixou o decreto estadual.

12 de julho de 2020 às 13:13

Rio Grande do Norte registra queda no número de mortes por covid no final de semana [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Dos números do consórcio de veículos de comunicação sobre o coronavírus nos estados brasileiros.

Na quinta-feira o Rio Grande do Norte estava na lista vermelha dos estados com números crescentes de mortes por Covid.

Na sexta-feira o RN apareceu na lista amarela entre os estados que estavam com os números “estáveis”.

Neste sábado o Rio Grande do Norte aparecia na lista dos estados com números de mortes em queda.

Na comparação do Rio Grande do Norte com outros estados, no quesito número de mortes por 100 mil habitantes, que Natal havia ultrapassado São Paulo, neste sábado a capital do Rio Grande do Norte aparecia um pontinho abaixo de São Paulo.

São Paulo registrando 66,7 mortes por 100 mil habitantes e Rio Grande do Norte registrando 66,6 mortes por 100 mil habitantes.

Na torcida para essa queda registrada no sábado continuar…

Para que não seja reflexo de laboratórios fechados no final de semana.

12 de julho de 2020 às 12:31

Prefeito de São Fernando faz as contas das emendas do deputado João Maia para o município [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O deputado federal João Maia, que mesmo durante a pandemia vem atuando junto ao governo federal para liberar recursos para municípios do Rio Grande do Norte, contabilizou em suas redes sociais como seu mandato chegou ao município de São Fernando.

Contas feitas pelo prefeito Polion Maia.

12 de julho de 2020 às 12:22

Em artigo na Tribuna deste domingo, governadora Fátima lembra que quem optou por liberar geral antes da hora teve que fechar tudo de novo [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Para a governadora Fátima Bezerra, proteger a vida é preservar a economia.

Até porque, vamos combinar, economia forte com gente morrendo, fica difícil de entender como já defenderam grandes empresários brasileiros.

No artigo que assina neste domingo na Tribuna do Norte, ela lembra que “quem agiu de forma açodada, desrespeitando as recomendações das autoridades sanitárias e relaxando antes da hora as medidas de prevenção e combate, teve de voltar atrás, com perdas humanas e econômicas”, referindo-se a estados brasileiros e até outros países que optaram por um ‘liberou geral’ antes do momento certo e tiveram que parar tudo de novo.

Confira o artigo:

O texto para melhor leitura:

PROTEGER A VIDA É PRESERVAR A ECONOMIA

Fátima Bezerra
Professora e Governadora do Rio Grande do Norte

Existem três pilares que comprovadamente funcionam contra a Covid-19: responsabilidade, união e transparência. Enquanto não se tem uma vacina, essa tem sido a fórmula adotada pelos países que, de fato, já controlaram ou estão controlando a pandemia. Em nenhum deles jamais houve qualquer dúvida dos gestores públicos e da sociedade para aceitar essa realidade, por mais dura que seja. Quem agiu de forma açodada, desrespeitando as recomendações das autoridades sanitárias e relaxando antes da hora as medidas de prevenção e combate, teve de voltar atrás, com perdas humanas e econômicas. Porque a irresponsabilidade, a desunião e a desinformação podem ser tão mortais quanto o coronavírus.

O nosso governo segue responsavelmente as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), adotadas por todos os países bem sucedidos no enfrentamento da pandemia, e as orientações do comitê científico local. Nosso plano de ação estava pronto já no início de fevereiro, um mês antes do primeiro registro de Covid-19 no RN. Ele estabeleceu as ações de fortalecimento da rede de saúde para proteger a vida, com a ampliação do número de leitos, do quadro de pessoal e dos equipamentos.

Entre recursos próprios, transferências federais e doações, destinamos R$ 318,5 milhões do Fundo Estadual de Saúde para proteger a vida. Convocamos 2.895 profissionais, entre temporários e servidores aprovados em concurso público. Instalamos 485 leitos emergenciais e clínicos para pacientes de Covid-19 em hospitais de Natal e no interior, mais do que dobrando a capacidade existente de leitos críticos. Em toda a história do SUS, o Rio Grande do Norte contava com 384 leitos UTIs. Em três meses de pandemia, instalamos 250. Os novos leitos continuarão a servir à população após a pandemia, porque, ao contrário do que ocorre com um hospital de campanha, não serão desativados.

Para proteger os trabalhadores e as empresas, minimizando os impactos da pandemia no emprego e na renda das famílias, injetamos R$ 32,4 milhões na economia com recursos próprios ou intermediando recursos de instituições parceiras. Reduzimos o ICMS para 18 mil micro e pequenas empresas. Dispensamos a cobrança da tarifa social nas contas de água da Caern e zeramos o ICMS na tarifa social de luz. Estamos distribuindo kits da merenda escolar para os 216 mil alunos da rede estadual.

Também faz parte do plano uma importante medida de proteção individual que fizemos em parceria com a iniciativa privada por meio do programa RN+Protegido: a confecção de 7 milhões de máscaras de tecido, para distribuição gratuita em todos os municípios. É a maior iniciativa do gênero no Brasil. Uma forma de estimular a adoção desse e dos demais cuidados preventivos sem os quais a Covid-19 não será contida logo. Essa conscientização é fundamental para a convergência de pensamento e ação buscada no Pacto Pela Vida, que une governo, prefeituras, profissionais de saúde, órgãos de controle e a sociedade civil em geral.

Sem essa unidade de propósitos, a plenitude das atividades onde a aglomeração é natural – comércio, indústria, escolas, igrejas etc. – será mais prolongada. O desejo do governo é igual ao de todos e todas as potiguares: reabrir a economia o mais rapidamente possível. As nossas ações têm esse objetivo. Mas, o ritmo do avanço precisa ser responsável e seguro, porque as pessoas são a nossa maior riqueza. A proteção da vida e a preservação da economia só são excludentes para quem está mal informado ou é movido por intenções inconfessáveis.