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20 de julho de 2020 às 3:44

Em entrevista, médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa critica a forma como o Brasil tenta voltar ao (velho) normal

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Da Agência Pública:

Quase quatro meses após o primeiro decreto de quarentena ser publicado no Brasil, em São Paulo, os números da pandemia de Covid-19 no país não dão indícios de queda sustentada.
Nos últimos sete dias, foram registrados em média 1.056 novos óbitos por Covid-19 no Brasil.

A maior parte das mortes notificadas ocorreu no estado de São Paulo, que contabiliza 264 mortes pela doença em média, sendo 85 delas na capital. Tanto o país quanto seu estado e cidade mais atingidos em números absolutos estão em platô, com a média diária de óbitos e de casos resistindo em cair .


“O que tem no horizonte são mais mortes . Quanto mais contatos nós tivermos, ou seja, quanto menos isolamento social nós tivermos, mais casos e mais mortos e ponto”, aponta o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ex-secretário municipal de Saúde de São Paulo.

Em entrevista à Agência Pública, ele afirma ver com ressalvas as teses de que a capital paulista e outras cidades bastante atingidas, como Manaus, possam estar próximas de alcançar a imunidade de rebanho e critica a reabertura promovida no Brasil.

“A flexibilização que estamos promovendo mais parece um liberou geral, pelo menos do ponto de vista da população que está saindo nas ruas. Já temos congestionamentos, já temos tudo, estamos voltando à velha normalidade, não ao novo normal”, diz.

Na entrevista, o médico sanitarista diz não concordar com a flexibilização da forma como vem acontecendo, fala de 3 regras de ouro para serem seguidas e do que pode vir a acontecer caso as regras não sejam obedecidas.

Para ler a íntegra da entrevista publicada no ‘Último Segindo’ CLIQUE AQUI

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