Thaisa Galvão

7 de outubro de 2020 às 0:31

Ibope: o que pode ser lido além dos números e da gigante margem de erro que ainda serão mexidos nas próximas duas pesquisas do primeiro turno [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O que diz a pesquisa do Ibope em Natal, além dos números colocados em meio a uma margem de erro gigante, onde as peças do xadrez podem ser movidas para cima ou para baixo?

Levando em conta aquela velha máxima do Blog, de que o Ibope atende a pedidos no começo, para somente no final se ajustar e continuar liderando o mercado de pesquisas no Brasil… a quem interessaria a posição do prefeito Álvaro Dias em um segundo turno, contrariando outras pesquisas já publicadas em Natal?

Levando em conta que a contratação é da afiliada da Globo, quase 25% ainda sob o comando do grupo político Alves…pode-se dizer que interessaria para o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, mostrar que, para ganhar a eleição, o prefeito Álvaro, que foi vice de Carlos, ainda precisa muito dele.

A margem de erro serve para isso.

Para mexer nos números, ao bel prazer.

Esse o primeiro ponto de uma leitura repetitiva, de quem acompanha o Ibope há alguns anos.

O Blog tem 14.

Outro ponto.

O prefeito Álvaro Dias começa num cenário de segundo turno, mas conta com uma gestão aprovada, segundo o próprio Ibope, por 63% da população.

Se gestão aprovada se transformar em votos, o prefeito tem tudo para começar andando…para cima.

Além do guarda-chuva da aprovação da gestão, Álvaro tem em seu favor o índice de rejeição do principal adversário, o deputado Kelps Lima.

Kelps começa a campanha, considerando a margem de erro do Ibope, no mesmo patamar que deixou em 2016.

Nas eleições passadas, Kelps começou a campanha na quarta posição, segundo o Ibope, com 3% de intenções de votos, e terminou em segundo lugar, somando 13,37% dos votos.

Hoje ele começa com 12%.

Mas o guarda-chuva do candidato é a liderança no quesito rejeição, onde aparece com 24% dos entrevistados dizendo que não votariam nele de jeito nenhum.

Kelps tem tudo para repetir o desempenho de 2016 e só crescer…mas, levando em conta a rejeição, pode começar andando…para baixo.

Foi assim com a então candidata Márcia Maia em 2016.

Começou a campanha, segundo o Ibope, em segundo lugar, com 6% das intenções de votos, e terminou na quinta colocação, com 5,53% dos votos.

Andou para baixo.

Mais um ponto analisado na pesquisa do Ibope.

O PT tende a continuar encolhendo em Natal.

Aqueles “dez por cento” de eleitores que votam no PT, como se diz costumeiramente, ainda não apareceram na pesquisa do Ibope, nem mesmo se a gigante margem de erro andar para cima.

O candidato do PT, Senador Jean, apareceu com 2% das intenções de votos.

Não deu sinais de que chegará ao patamar que faz do PT, o partido de 10% de votos na capital potiguar.

Pior que nem sei de onde tiraram isso.

Em 2016, o candidato Fernando Mineiro, do PT, começou a campanha na terceira colocação com 4% de intenções de votos, segundo o Ibope, e terminou com 10,15% dos votos.

Em 2012 Mineiro também foi o candidato do PT, e terminou a campanha com 22,63% dos votos.

Em 2008 a candidata foi a hoje governadora Fátima Bezerra, que disputou com a eleita no primeiro turno Micarla de Sousa, e terminou o pleito com 36,83% dos votos.

Pelos números apresentados, o PT vem encolhendo em Natal, e a eleição do Senador Jean poderá apresentar um resultado ainda menor do que os que vem sendo registrado na capital.

E os candidatos do presidente Bolsonaro?

Juntando Delegado Sergio Leocádio, Coronel Azevedo, Jaidy Oliveira, Coronel Hélio Oliveira e Fernando Pinto, o Ibope somou exatos 8%.

Resta saber se sem o presidente dar as caras em Natal, para onde vão os 39% de “ótimo e bom”, de Bolsonaro, os 23% de “regular” e os 37% de “ruim e péssimo”, registrados pela pesquisa do Ibope.

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