Thaisa Galvão

5 de novembro de 2020 às 1:50

Quem é o advogado que agrediu a influenciadora digital Mariana Ferrer? [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do Estadão:

Advogado de acusado de estuprar Mariana Ferrer já defendeu Sara Giromini e Olavo de Carvalho

Cláudio Gastão da Rosa Filho é conhecido por suas atuações performáticas nos tribunais e possui clientes influentes

Fábio Bispo

FLORIANÓPOLIS – Cláudio Gastão da Rosa Filho, mais conhecido como Gastãozinho, ou Gastão Filho, é considerado um dos mais bem pagos e bem-sucedidos advogados de Santa Catarina. Como criminalista, e lembrado pelas atuações no Tribunal do Júri, sempre performáticas, e também pelo peso dos clientes. No currículo, já defendeu a extremista Sara Giromini no inquérito das fake news; o ex-governador catarinense Leonel Pavan, que se livrou das acusações de corrupção; o assaltante de bancos Papagaio, conhecido por ações cinematográficas; entre outros empresários e traficantes populares. Ele também atuou na defesa de Olavo de Carvalho, no processo contra o cantor e compositor Caetano Veloso.

Dono de imóveis na capital catarinense, de um helicóptero e com uma garagem ocupada por veículos de modelos importados, Gastão sempre se orgulhou em dizer que podia escolher seus clientes, o que também fez com que seus honorários valessem mais que a média da tabela da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em um dos casos recentes, o de Sara Girommi (também conhecida como Sara Winter), Gastão deixou o caso devido à atuação simultânea de vários advogados, o que, segundo ele, dificultaria a estratégia de defesa. Já no caso do ex-governador Leonel Pavan, que durante algum tempo considerou seu maior feito, o advogado livrou o político da acusação de receber R$ 100 mil em troca de facilidades para uma empresa de combustíveis, em decisão de primeiro grau.

Em entrevista ao jornalista Emerson Gasperin, do Diário Catarinense, em 2016, Gastão afirmou: “Pelos meus clientes, eu vou até as portas do inferno. Mas não entro”.

Em 2009, Gastão, no entanto, não aceitou defender o blogueiro Amilton Alexandre, o Mosquito, conhecido por denunciar políticos em seu blog.

Escolhido como advogado dativo pela OAB catarinense, alegou dificuldades para atender o cliente. Mosquito cometeu suicídio em 2011, e possuía mais de 30 processos contra si, a maioria por políticos de considerável influência. Mas esta semana Gastão ganhou os holofotes não pelo peso de seus clientes, tampouco pelas habilidades jurídicas de reverter processos, mas sim pela forma como abordou a influenciadora digital Mariana Ferrer na audiência que deu origem à decisão que acabou inocentando o empresário André de Camargo Aranha da denúncia por estupro de vulnerável.

Na audiência, Gastão insinua que a jovem estaria mentindo sobre o suposto estupro e argumenta que a relação dos dois foi consensual. Ele exibiu fotos feitas pela jovem antes do episódio e chegou a dizer que a menina tem como “ganha-pão” a “desgraça dos outros”.

Em nota enviada à reportagem, o advogado argumentou que “as dinâmicas entre a acusação e a defesa, especialmente em casos mais complexos abrangem aspectos relacionados a hábitos, perfis, relacionamentos e posturas das pessoas envolvidas”.

Ele não repara as palavras que usou, nem as insinuações, como de que Mariana ganharia a vida por meio da “desgraça dos outros”, mas disse lamentar o que classificou de “mal entendido”. “Acredito ter atuado dentro dos limites legais e profissionais, considerando-se a exaltação de ânimos que costuma ocorrer em audiências como aquela”, afirmou o advogado.

5 de novembro de 2020 às 0:31

Juíza manda Rosalba deixar de divulgar pesquisa ‘de forma irregular’ na propaganda eleitoral sob pena de pagar multa de 20 mil por cada descumprimento [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Depois de uma punição por causa de pesquisa, aplicada ao candidato Allyson Bezerra, agora uma punição para a candidata Rosalba Ciarlini.

A juíza eleitoral Giulliana Silveira de Souza, da 33ª Zona Eleitoral de Mossoró, mandou Rosalba deixar de divulgar pesquisa de forma irregular nos seus programas eleitorais, sob pena de pagamento de multa de 20 mil reais por cada descumprimento da ordem judicial.

A juíza deferiu pedido de liminar da defesa de Allyson.

A decisão se refere à divulgação no programa de rádio da candidata no dia 30 de outubro às 12h.

“Na divulgação de resultado de uma suposta pesquisa de intenções de voto, levada a cabo por programa eleitoral de candidatura adversária, restaram omissas informações relevantes, de comunicação obrigatória”, informa a decisão.