Thaisa Galvão

21 de fevereiro de 2021 às 11:04

Até quando a existência de novos vírus e o aumento de mortes por covid vão continuar sendo negados? [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Como já era esperado, novas variantes do vírus da covid estão circulando no Rio Grande do Norte.

O que não deveria ser esperado era a negação do problema.

Os comitês de ciências opostas continuam pensando diferente e enquanto o do governo recomenda uma coisa, o da prefeitura recomenda outra, quando deveriam estar atuando na mesma direção.

Uma disputa política – e eu não vou dizer quem está certo porque minha ciência me permite só mostrar a disputa que é real – que não ajuda em nada a reduzir os efeitos da pandemia.

Tá aí, provado e comprovado que novas variantes do coronavírus chegaram ao RN: a linhagem P1 que foi inicialmente encontrada em Manaus (AM), e a P2 , descrita no Rio de Janeiro e que está se disseminando pelo Brasil.

Sem muitos detalhes sobre o que elas podem causar – em Manaus se viu o que aconteceu – a gente vai lendo notas oficiais lamentando as medidas tomadas pelo governo e que são necessárias para que não aconteça o que aconteceu em Manaus.

Em Natal parece que se paga pra ver o fechamento geral mais uma vez, pelo simples fato de se negar uma limitação de horários, onde o comércio não fecha e os bares e restaurantes continuam funcionando, garantindo o trabalho e o faturamento de todos.

O que não dá para entender é porque, diante dos novos tipos de vírus, do aumento de casos, da maior transmissibilidade, das muitas mortes anunciadas, não se pode, PELO MENOS, dar um tempinho de aglomerações entre 10 da noite e 5 da manhã.

E o problema quando é negado, só aumenta.

As novas variantes do vírus foram observadas pelo Instituto de Medicina Tropical (IMT) da UFRN, que participou do sequenciamento genético do coronavírus.

Mas aí vão dizer que a UFRN é de esquerda e apoia o decreto da governadora Fátima que não age na mesma linha do comitê do prefeito Álvaro.

É preciso dizer que isso está acontecendo e o Blog segue mostrando, como tem feito desde o início da pandemia.

Porque a ciência não deve ser tão inexata assim quando se trata de preservar vidas.

O alerta das novas variantes foi feito pela diretora do Instituto, Selma Bezerra Jerônimo, que alertou sobre o “aumento importante” na quantidade de testes positivos para covid-19 desde dezembro de 2020, chegando a 64% de exames positivos realizados pela unidade em fevereiro de 2021.

A pesquisa que confirmou a circulação de novas variantes do coronavírus foi realizada por meio do sequenciamento genético e está analisando 91 amostras do SARS-CoV-2, provenientes do Rio Grande do Norte e da Paraíba.

Segundo o Instituto de Medicina Tropical, com os materiais genéticos coletados em dezembro de 2020 e janeiro e fevereiro de 2021, foi possível identificar a linhagem P1 (de Manaus), e a P2 (do Rio).

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