Thaisa Galvão

17 de abril de 2021 às 20:17

Paulo Guedes tenta secar cofre gordo do ministério de Rogério Marinho [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da eterna briga do ministro da Economia, Paulo Guedes, com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho…

Guedes quer reduzir o orçamento de Marinho para poder garantir emendas parlamentares.

É gordo o Ministério de Rogério, como mostra trecho dessa reportagem da Folha de S.Paulo deste sábado:

Confira a íntegra da reportagem assinada pelos repórteres Fábio Pupo e Bernardo Caram:

BRASÍLIA
A equipe econômica planeja que ministérios deem parcela de contribuição para resolver o impasse sobre o Orçamento de 2021. O objetivo é que as pastas cedam parte de suas verbas para acomodar emendas parlamentares.

A alternativa tem sido debatida nos últimos dias após a tentativa frustrada do governo de usar uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para destinar até R$ 18 bilhões para atender os congressistas.

Com a nova saída, a estratégia é abrir espaço abaixo do teto de gastos e, assim, permitir o encaixe de valores dos quais os parlamentares não abrem mão. O teto limita o crescimento das despesas à inflação.

O Ministério do Desenvolvimento Regional está entre os principais beneficiados com verbas adicionadas durante a tramitação.

A pasta comandada por Rogério Marinho obteve R$ 14,4 bilhões a mais em emendas do que a proposta original enviada pelo governo, que era de R$ 6,4 bilhões. É esse valor de R$ 6,4 bilhões o alvo do corte planejado, para manter os valores adicionados pelos parlamentares.

No total, o ministério de Marinho mais do que triplicou sua verba e ficou com R$ 20,8 bilhões. Somente os recursos para investimentos do órgão saltaram de R$ 2,3 bilhões para R$ 6,8 bilhões.

São da pasta os empreendimentos de infraestrutura regional como as de irrigação no Nordeste, a transposição do rio São Francisco e programas de habitação e regularização fundiária.

Iniciativas do ministério têm proporcionado a participação de Marinho e até do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em inaugurações e estimulam membros a ala política do governo a demandar mais recursos para iniciativas do gênero.

Isso, no entanto, gera atritos com o ministro Paulo Guedes (Economia). O chefe da equipe econômica é contrário a destinar recursos públicos de forma massiva para obras e também critica o uso das verbas para interesses eleitorais.

Recentemente, Guedes voltou a atacar iniciativas do tipo. Sem citar nomes, afirmou em uma live que há ministros que insistem em querer furar o teto de gastos e que não desistem de pular a cerca.

A fala foi entendida como uma crítica a Marinho e suas tratativas com o Congresso, já que ele usou expressões semelhantes em embates passados com o colega de Esplanada.

“Você está aterrissando a nave em Marte. Aí chega um macaco lá, aperta três botões, chuta o painel e começa a desviar a nave”, afirmou Guedes sem citar nomes, acrescentando que o macaco nesse caso representaria o desacerto entre os envolvidos no processo orçamentário.

Há um entendimento na equipe de Guedes de que a pasta de Marinho articulou com congressistas para receber mais recursos durante a tramitação do Orçamento, o que teria prejudicado ainda mais as contas para 2021 e forçado os limites do teto de gastos.

Nos bastidores, a pasta de Marinho tem negado e dito que os congressistas elevaram os números por vontade própria.

Procurado, o Ministério de Desenvolvimento Regional afirmou que acompanha as discussões sobre o Orçamento, mas não vai se manifestar.

A equipe econômica diz que só podem ficar fora do teto de gastos as despesas diretamente ligadas à Covid-19. Dessa forma, o restante teria de ser cortado nos próprios ministérios como forma de manter as emendas.

Outra pasta que teve aumento de verba durante a tramitação do Orçamento é o próprio Ministério da Economia. Os recursos foram elevados em R$ 5 bilhões durante o período em que o texto circulou no Congresso.

Apesar disso, a pasta vive uma restrição de recursos em diferentes áreas e um novo corte na verba agravaria a situação.

Um exemplo é o Plano Safra, que não tem recursos suficientes na peça orçamentária e, caso fique sem pagamentos tempestivamente, pode gerar uma acusação de crime de responsabilidade contra o governo nos mesmos moldes da que derrubou Dilma Rousseff (PT).

De acordo com técnicos do Congresso, a solução de cortar as verbas nos ministérios para preservar os valores adicionados pelos congressistas a princípio tem sentido e poderia compor a uma saída para o imbróglio no Orçamento.

O governo poderia fazer os cortes nas pastas até mesmo por meio de portarias da SOF (Secretaria de Orçamento Federal), do Ministério da Economia, caso as mudanças não fossem grandes. Mas alterações mais volumosas, como seria o caso, demandariam projeto de lei.

Essa adequação seria feita após a sanção do Orçamento, com ou sem os vetos.

O problema, na visão dos técnicos do Congresso, é que cortes nesse tamanho podem inviabilizar a execução de despesas dos ministérios e poderiam prejudicar até mesmo despesas obrigatórias. Por isso, a estratégia teria limitações.

O impasse sobre o Orçamento ocorre porque o texto aprovado pelo Legislativo subestimou despesas obrigatórias, como benefícios previdenciários, e ampliou as liberações para emendas.

Para resolver o problema, o Ministério da Economia defende que Bolsonaro vete parcialmente a proposta.

Congressistas e membros da ala política do governo pressionam para que Bolsonaro sancione integralmente as contas de 2021, ajustando a execução dos recursos ao longo do ano.

De acordo com uma pessoa que participa das reuniões sobre o tema, a negociação está caminhando para uma solução de meio-termo, que atende parcialmente os interesses dos dois lados dessa disputa.

A saída, segundo relatos, seria distribuir a redução de gastos, cortando parcialmente as emendas parlamentares do projeto e fazendo o restante da tesourada em verbas de ministérios. A medida seria viabilizada com um veto parcial, seguido da edição de um novo projeto para reorganizar as contas.

A Constituição dá 15 dias úteis, a partir do recebimento do texto aprovado pelo Congresso (o que ocorreu em 31 de março), para o presidente da República vetar total ou parcialmente o texto caso o considere inconstitucional ou contrário ao interesse público.

O prazo final para resolver o impasse é 22 de abril. Decorrido o período, o silêncio do presidente significará sanção.

O prazo final para resolver o impasse é 22 de abril. Decorrido o período, o silêncio do presidente significará sanção.

17 de abril de 2021 às 18:21

30Minutos: Senador Jean vai falar de CPI e impeachment no programa deste domingo [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Líder das Minorias no Senado, o senador do Rio Grande do Norte, Jean Paul Prates (PT), assinou, junto a lideranças de oposição na Câmara e Senado, um aditamento ao pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, por uso das Forças Armadas.

Eles acrescentaram ao documento protocolado, o ‘combinado’ do presidente com o senador Jorge Kajuru contra ministros do STF.

Para falar desse tema e da CPI da Covid, Jean Paul será o entrevistado deste domingo do ‘30 Minutos com Thaisa Galvão’.

A live terá início às 11 horas e poderá ser acompanhada pelo instagram do Blog, o @blogthaisagalvao

17 de abril de 2021 às 16:46

Ministro Fábio Faria admite força de Lula contra Bolsonaro, diz que petista ‘mata’ candidaturas de centro, que presidente não lidera mais pesquisas e que terá tempo de se explicar na CPI [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Em entrevista à jornalista Lilian Tahan, do portal Metrópoles, o ministro das Comunicações Fábio Faria, apontado como articulador político do presidente Jair Bolsonaro ressaltou o que será o calo no sapato de Bolsonaro na disputa pela reeleição no próximo ano: Lula.

Apesar de Fábio acreditar que o ex-presidente traz para a campanha a rejeição da sociedade ao próprio Lula e ao PT, Fábio mostrou que o petista não será um adversário fácil.

Fábio disse que conhece grande empresário que nem ia mais votar, mas que já se posiciona em favor de Lula com a decisão do Supremo, de ter anulado as condenações dele nos processos da lava jato.

Na entrevista Fábio declarou que Lula “matou o Centrão”, referindo-se a possíveis candidaturas como as do governador João Dória, dos ex-ministros Sergio Moro e Luiz Henrique Mandetta, do apresentador Luciano Huck…

“São dois candidatos altamente populares, com muito tempero”, disse Fábio sobre Bolsonaro e Lula, afirmando que a campanha será um Fla-Flu, coberta de amor e ódio.

Sobre pesquisas, admitou a dianteira de Lula e que a pandemia é o principal motivo para a queda de popularidade do presidente.

“As pessoas estão em casa e muita gente morrendo de covid”, justificou Fábio Faria, deixando claro, mesmo sem querer, que as pessoas atribuem a Bolsonaro o alto índice de mortes registrado no Brasil.

Não fosse isso, Bolsonaro seguia liderando pesquisas.

Sobre a CPI da Covid, Fábio acredita (claro que ele não acredita nisso), que será positiva para Bolsonaro, já que ele terá oportunidade de explicar a sua gestão antes da campanha começar.

Fábio ressaltou a participação de estados e municípios na CPI, mas não explicou que só serão investigados estados ou municípios que tiverem sido denunciados por mau uso de recursos da União, e que denúncias sobre mau uso de recursos originários dos governos estaduais ou municipais terão que ser investigados pelas suas assembleias legislativas ou câmaras municipais.

Confira a entrevista do ministro.

17 de abril de 2021 às 16:22

Sem agenda de governo, Bolsonaro usou helicópteros do governo e ao lado de aliados políticos foi aglomerar no interior de Goiás [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O que você fez no verão passado?

A pergunta do ministro político do presidente Jair Bolsonaro, em entrevista a Lilian Tahan, do Metrópoles, foi feita, segundo o próprio, na intenção de que, cada um veja o que fez de errado na pandemia, o que fará com que tenha que responder judicialmente depois das investigações da CPI da Covid.

A entrevista da sexta-feira já foi respondida na manhã deste sábado pelo presidente.

No verão passado e de hoje, o presidente fez aglomerações e estimulou a não se fazer o distanciamento.

No verão passado e de hoje, Bolsonaro não usou máscara e abraçou pessoas, nem aí se o Brasil está sendo bem visto ou mal visto em outros países.

No ‘verão’ deste sábado, o presidente utilizou 2 dois helicópteros do governo e, acompanhado de Eduardo Pazuello, que não integra o governo, e do deputado federal major Vitor Hugo, líder do PSL, que não integra o governo, Bolsonaro e uma comitiva viajaram até Goianápolis, no interior de Goiás e a 190 quilomêtros de Brasília, onde não tinha nenhuma agenda adminiatrativa oficial.

Bolsonaro, com a estrutura oficial, foi fazer campanha política, como deixou claro o deputado, em entrevista ao G1 de Goiás.

“A intenção foi de ouvir os problemas, sentir de que forma as ações do governo têm repercutido e tivemos uma impressão muito positiva, o presidente foi calorosamente recebido em Goianápolis”, afirmou o deputado ao G1 (GO)

Os helicópteros do governo pousaram em um campo de futebol cercado por uma grade e as pessoas se aglomeraram para pegar no presidente

17 de abril de 2021 às 11:37

CPI da Covid poderá fortalecer nome do presidente do Senado na disputa pelo mandato de presidente da República [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco anunciou o início da CPI da Covid.

Ou terça ou quinta-feira, já que quarta-feira é feriado de Tiradentes.

Pacheco até tentou fazer de conta que o pedido de CPI não existia no Senado, até o STF determinar que na casa legislativa cumprisse a lei.

Porém, poderá sair do episódio como grande beneficiado.

O nome de Rodrigo Pacheco, senador pelo DEM de Minas Gerais, já começa a surgir como mais um do Centro que poderá ser analisado como possível candidato contra Jair Bolsonaro na disputa pela presidência da República.

Se Rodrigo tomar gosto…pre-pa-ra Bolsonaro.

17 de abril de 2021 às 11:29

O ‘obediente’ Pazuello será o caminho mais curto para a CPI da pandemia chegar a Bolsonaro [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O ex-ministro Eduardo Pazuello, com certeza, será o alvo predileto da CPI da Pandemia.

A frase ‘inteligente’ do ex-ministro da Saúde, “um manda (Bolsonaro) e o outro obedece”, faz de Pazuello o caminho mais curto da CPI para chegar ao presidente Bolsonaro.

Como alvo predileto da CPI, Pazuello foi escanteado, apesar de ter sido exoneraro com a promessa de recolocação em algum órgão do governo.

Mas o abandono pode começar a custar caro para o Palácio do Planalto, já que Pazuello é uma bomba em silêncio.

Como também deve ficar caro prestar socorro ao ex-ministro, que, por causa da CPI, passaria a ser um auxiliar altamente investigado.

Só para relembrar:

Segundo reportagem da revista Crusoé, Bolsonaro tá arrumando um canto pra Pazuello.