Thaisa Galvão

3 de junho de 2021 às 19:01

Vigília e celebração de Corpus Christi no Vaticano ao som de canção do maestro canaubense Felinto Lúcio Dantas foram um grande presente para o Rio Grande do Norte [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Celebrações que marcaram a vigília – da quarta para quinta – e o dia de Corpus Christi, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, renderam uma bela homenagem ao Rio Grande do Norte.

Conduzidas pelo Padre Flávio Medeiros, o potiguar de origem acariense, que é Cerimoniário do Vaticano, as celebrações tiveram como pano de fundo a música do grande homenageado, o Maestro Felinto Lúcio Dantas, de Carnaúba dos Dantas.

Confira:

A letra da canção “Tantum Ergo” é de São Tomás de Aquino, que compôs os versos em 1264 para a primeira Festa do Corpus Christi instituída pelo Papa Urbano IV, na Idade Média, e ganhou espaço na múdica sacra do mundo com melodia de Felinto Lúcio.

Com a homenagem, o Vaticano passa a conhecer cada vez mais a obra do grande compositor e músico carnaubense, que nasceu em 1898 e viveu até 1986.

A canção foi apresentada pelo Padre Flávio ao Maestro Gianluca Libertucci, organista titular do Papa, que transcreveu as notas de Felinto numa partitura feita à mão e presenteada duas vezes ao Padre potiguar: com a execução da melodia durante a vigília e a celebração da tarde desta quinta-feira, e com a entrega em mãos, da partitura.

“Sua obra musical, no tocante à música sacra, é reconhecida por especialistas pela erudita perfeição e envolvente harmonia que caracterizam o melhor da música sacra clássica e tradicional”, definiu Padre Flávio ao Blog, enaltecendo a riqueza musical do Maestro seridoense.


A música de Felinto Lúcio foi executada num órgão de tubos do século XVI, durante a Bênção do Santíssimo Sacramento, no ‘Tabernáculo de Bernini’, altar assinado pelo artista renascentista Gian Lorenzo Bernini, considerado obra de arte feita de bronze das mais célebres de todo o Barroco romano original.

“Um organista como Libertucci, reconhece o valor de um sertanejo iluminado, o Maestro Felinto Lúcio Dantas, e eu confesso que a cada vez que esses vultos do Seridó são reconhecidos e valorizados eu fico feliz demais”, comemorou Padre Flávio.

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