Thaisa Galvão

18 de abril de 2014 às 23:50

Campanha de Mossoró e as novidades do dia na justiça eleitoral [0] Comentários | Deixe seu comentário.

E a campanha polêmica continua em Mossoró.
Nesta sexta-feira Santa, o prefeito interino Francisco Silveira Júnior (PSD) apresentou defesa da ação de investigação impetrada pela prefeita afastada Cláudia Regina (DEM) e entrou com ação, por propaganda irregular, contra a deputada Larissa Rosado (PSB).

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Já o juiz Herval Sampaio proibiu qualquer ato que tenha conotação de propaganda na internet de Cláudia, que teve o registro de candidatura indeferido.

18 de abril de 2014 às 23:21

Cinzas de Garcia Márquez serão levadas ao Palácio de Bellas Artes na 2ª feira [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do Correio Braziliense Online:

Gabriel García Márquez morreu de insuficiência renal e já foi cremado
As cinzas se encontram na funerária J. García López, do bairro de Pedregal, no sul da Cidade do México

Bogotá – O Nobel de Literatura Gabriel García Márquez morreu na quinta-feira de insuficiência renal e seu corpo já foi cremado, informa o site da colombiana Rádio Caracol nesta sexta, citando uma pessoa ligada à família.

“Gabriel García Márquez faleceu às 12H08 (15H08 Brasília) da Quinta-Feira Santa. Apresentou uma insuficiência renal e respiratória que o fez apagar”, disse à Rádio Caracol.

Segundo a mesma fonte, o corpo do escritor, 87 anos, foi cremado já na quinta-feira e as cinzas se encontram na funerária J. García López, do bairro de Pedregal, no sul da Cidade do México.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, viajará na próxima segunda-feira à Cidade do México para assistir à homenagem a García Márquez, prevista para o Palácio de Bellas Artes, informou o embaixador colombiano, José Gabriel Ortiz.

O diplomata explicou que na segunda-feira levará as cinzas ao Bellas Artes junto com o presidente do Conselho Nacional para a Cultura e as Artes do México (Conaculta), Rafael Tovar. Os dois funcionários formarão a primeira guarda de honra da cerimônia.

18 de abril de 2014 às 23:12

Internet pode ficar mais lenta durante reparo do bug Heartbleed [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Veja Online:

Navegadores podem exibir mensagens de erro ao acessar determinados sites até receberem novos certificados de segurança

A internet pode ficar mais lenta até que os reparos à falha de segurança batizada Heartbleed sejam concluídos, de acordo com especialistas em segurança. A maioria dos sites vulneráveis ao bug já atualizou os sistemas, mas a renovação dos certificados de segurança deve reduzir a velocidade de alguns sites da web nas próximas semanas. Pelo volume de dados que demandam atualização, navegadores como Chrome, Firefox e Internet Explorer podem exibir mensagens de erro ou carregar o conteúdo dos sites afetados mais lentamente.
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Descoberta na semana passada, a Heartbleed é uma falha no OpenSSL, tecnologia de código aberto usada por dois terços dos servidores de web em todo o mundo. Ela está por trás da maioria dos sites HTTPS. Estes endereços, usados por bancos, sites de comércio eletrônico, redes sociais, entre outros sites, podem ser reconhecidos graças ao ícone de cadeado, que informa que a transferência de dados entre o computador e o servidor é segura. Um certificado digital, emitido por uma entidade independente, endossa a proteção.

De acordo com Johannes Ullrich, especialista do SANS Internet Storm Center, instituto global que monitora ameaças na internet, a brecha na segurança exigiu a emissão de uma nova lista de sites não seguros, que será enviada aos navegadores ao longo das próximas semanas. Ela serve para alertar o usuário, quando ele tenta acessar sites suspeitos. Em geral, os navegadores recebem dezenas de certificados por dia, mas o Heartbleed pode aumentar a lista para milhares. Até que os certificados sejam atualizados, os navegadores podem apontar alguns endereços da web como inválidos.
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Segundo Veo Zhang, especialista em segurança da empresa de antivírus Trend Micro, os smartphones também estão vulneráveis à lentidão no acesso aos sites afetados pela Heartbleed, até que a atualização dos certificados de segurança seja concluída. Os reparos também podem também reduzir a velocidade de resposta de alguns aplicativos móveis. “Encontramos 273 aplicativos no Google Play que são vulneráveis à Heartbleed”, escreveu o especialista, em seu blog oficial.

(Com agência France-Presse)

18 de abril de 2014 às 22:01

Presidente da Câmara festeja aniversário [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Aniversariante desta sexta-feira Santa, o presidente da Câmara de Natal, vereador Albert Dickson, comemorou com a família.
Em viagem para curtir o feriadão.
Foto: Arquivo

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18 de abril de 2014 às 19:45

Centro da Fifa montado no Shopping Cidade Jardim começa a distribuir ingressos da Copa [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Abertos ao meio-dia de hoje, em 10, das 12 cidades sedes da Copa do Mundo, os Centros de Distribuição de Ingressos da Fifa.
Em Natal, a Fifa montou seu Centro em um espaço no segundo piso do Shopping Cidade Jardim.
E foi lá que os torcedores que compraram a reserva para os jogos começaram a pegar os ingressos.

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Eis os horários para troca de ingressos em Natal:

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18 de abril de 2014 às 9:25

Ação de Cláudia contra Silveira será analisada pelo Ministério Público antes de ser julgada [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Ainda não está nas mãos do juiz Herval Sampaio a ação de investigação assinada pelos advogados da prefeita afastada Cláudia Regina cintra o prefeito interino Francisco Silveira Júnior.
Assim que receber, o juiz da 33ª Zona Eleitoral vai abrir vista ao Ministério Público.
E só vai julgar após a recomendação do MP.

18 de abril de 2014 às 8:33

Mossoró: a ordem agora é tirar Silveira [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Com dois registros de candidaturas impugnados – o de Cláudia Regina e o de Larissa Rosado – a ordem agora é tirar de cena o prefeito interino e pré-candidato, Silveira Júnior.
Nesta quinta-feira assessores da prefeita afastada Cláudia Regina entraram com ação de ‘abuso de poder’ contra Silveira.
A ação se baseia em uma reunião feira com os cargos comissionados pela secretária de Desenvolvimento Social Fernanda Kallyne, com presença da primeira-dama interina Amélia Ciarlini.
Um dos cargos comissionados da Prefeitura gravou a reunião e entregou aos advogados de Cláudia.
Na ação, os trechos das falas que os advogados teriam considerado suspeitas…
Eis:

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18 de abril de 2014 às 8:14

Gabriel Garcia Márquez por Carlos Granés [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Um belo texto publicado no Estadão para marcar a “ida” do maravilhoso Gabriel Garcia Márquez

García Márquez: um autor seduzido pela magia
Colombiano deixa uma obra de ficção alimentada pela realidade ao seu redor

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Por Carlos Granés
ensaísta

Em 1971, quando jornalistas de meio mundo procuravam descobrir as fontes inspiradoras de ‘Cem Anos de Solidão’, um deles perguntou a Gabriel García Márquez sobre seu avô, o coronel Nicolás Márquez. “Tinha anos quando morreu”, respondeu ele. “Desde então nada importante me ocorreu. Tudo ficou muito prosaico”. O coronel morreu em 1937, quando García Márquez tinha 10 anos, mas isso era o de menos. Aquela frase engenhosa encerrava uma grande verdade. Em termos literários, nada de importante ocorreria depois de 1937 porque o seu mundo fictício, pelo menos Macondo, nasceu das histórias, lembranças e frustrações do seu avô materno.

O coronel Nicolás Márquez lutou e perdeu a Guerra dos Mil Dias (1899-1902), a mais sangrenta entre as inúteis e muito sangrentas guerras civis na Colômbia entre os partidos liberal e conservador, durante o século 19 e princípios do 20.

As histórias de campanha do coronel, lutando ao lado do caudilho liberal Rafael Uribe Uribe, alimentaram a imaginação de Gabriel. E assim tinha de ser, inevitavelmente, porque os primeiros anos de sua vida passou com os avós.

Sua mãe, Luisa Santiago Márquez, chegou grávida em Aracataca, “uma aldeia empoeirada, cheia de silêncio e de mortos” como descreveu García Márquez certa ocasião e logo depois de dar à luz partiu com seu marido, Gabriel Eligio García, para Barranquilla.

Gabito não teve plena consciência da existência dos seus pais até 1936, quando Gabriel Eligio, com quem nunca teve uma boa relação, retornou para levá-lo para Sincé, outro povoado do Caribe colombiano.

Gabito cresceu alimentado pelas lendas contadas pela avó, Tranquilina Iguarán, e pelas lembranças do seu avô, o coronel. Relatos de fantasmas, endemoniados e defuntos, de um lado, e histórias de matanças, empresas exploradoras de banana, coronéis e caudilhos liberais que lutaram e perderam mil vezes a mesma batalha. O mundo mental de García Márquez ficou ancorado no século 19 vivido pelo seu avô e, mais além do que achava sua avó, o lugar físico em que ele reuniu essas experiência foi a grande casa de Aracataca.

‘Viver para Contar-la’, autobiografia que publicou em 2002, começava então com a viagem que ele fez aos 23 anos com a mãe para Aracataca, depois de uma longa ausência, para vender a velha casa do avô. Voltar a ver aquela casa grande foi determinante em sua vida. Reafirmou seu desejo de se tornar escritor e lhe forneceu o tema sobre o qual trabalharia reiteradamente nos 17 anos seguintes: suas recordações da infância em Aracataca ao lado dos avós.

O primeiro romance que tentou escrever se chamou ‘La Casa’. Uma tentativa fracassada que, no entanto, lhe serviu para escrever mais tarde ‘La Hojarasca’ (1955) romance em que Aracataca já se converte em Macondo, e vários dos seus primeiros relatos. A este trabalho se seguiram ‘Ninguém Escreve ao Coronel’, ‘A Má Hora’ e um grande número de artigos e reportagens jornalísticas. Mas seu grande triunfo, o grande romance em que se fundiram as obsessões infantis com as técnicas literárias aprendidas de escritores americanos, como Faulkner, Dos Passos, Hemingway, Steinbeck e de europeus como Woolf, Camus e Kafka (cujo estilo reconheceu de imediato (“é assim que falava minha avó”) foi ‘Cem Anos de Solidão’.

Neste grande romance, García Márquez retomou os recursos técnicos do romance moderno para narrar episódios pré-modernos: mitos e lendas, matanças tropicais, guerras caudilhistas, folclore popular, inventos fabulosos, colonizações imperialistas e prodígios místicos, e o resultado de tudo isso foi um universo no qual modernidade e tradição, realidade e fantasia, história e mito, experiência e sonho, conviviam sem nenhum atrito.

Em ‘Historia de Un Deicidio’, Vargas Llosa mostrou o segredo por trás deste prodígio. Essa verossimilhança que García Márquez conseguiu foi resultado de uma inversão que fez da carga emocional com que narrava os episódios sobrenaturais e os acontecimentos vulgares. Os tapetes voadores, a levitação do padre Nicanor ou a ascensão ao céu de Remedios la Bella eram contados como fenômenos comuns e correntes, ao passo que para descrever a chegada a Macondo o gelo, o ímã ou o telescópio, ele usou os adjetivos mais exaltados, como se fossem quimeras impensáveis e não objetos vulgares. Está aí a arte do realismo mágico de García Márquez.

A fascinação mundial despertada por ‘Cem Anos de Solidão’ foi a reação lógica à energia poética do escritor e à sua fulgurante imaginação. Mas também a um tema que ronda as fantasias dos ocidentais desde o descobrimento do Novo Mundo e que a partir da Revolução Cubana se transformou em verdadeira obsessão: a inocência do latino-americano e o poder corruptor do Ocidente.

A Macondo criada por García Márquez é um “paraíso de umidade e silêncio, anterior ao pecado original”. Ocorriam desgraças naturais, calamidades e epidemias, inclusive guerras e atos de violência, mas tudo fazia parte de um ciclo natural, perfeitamente lógico e previsível. Naquele povoado mítico havia uma cadeia do ser, as coisas estavam bem ordenadas e até o vício e a morte cumpriam um papel fundamental nos ciclos da vida. Mas de um momento para o outro houve “um transtorno colossal, muito mais perturbador do que o dos antigos ciganos, mas menos transitório e compreensível”. Mr. Herbert e Mr.Brown, dois emissários da United Fruit Company, chegaram para explorar o cultivo da banana. E com eles veio a discriminação, exploração, perda da inocência, protesto, e finalmente o ‘Massacre das Bananeiras’, um trauma real na história da Colômbia que García Márquez adicionou com brilho literário ao seu romance, com o qual tem início a decadência de Macondo.

Não foi por acaso que ele incluiu esta velha noção em suas fantasias originais. Enquanto escrevia seus primeiros contos, o aprendiz de escritor compartilhou sua vocação literária com o jornalismo. Começou escrevendo no jornal El Universal, de Cartagena, depois no El Heraldo, de Barranquilla, e finalmente em El Espectador, um dos periódicos mais importantes da Colômbia. Como jornalista fez suas primeiras viagens à Europa Roma e Paris, e como jornalista também cruzou a Cortina de Ferro para ver a vida nos países comunistas.

Seu interesse pela política, e em especial pelo socialismo, tornou-se uma prioridade vital. Em 1955, viajou pela Polônia e Checoslováquia e em 1957 foi até Moscou, depois de passar por Berlim. Sobre esta última viagem ele escreveu várias reportagens, ‘Viajando pelos países socialistas’, nas quais relatou suas impressões ambivalentes sobre o mundo soviético.

A experiência o convenceu de que a América Latina necessitava de uma nova fórmula. Socialismo sim, mas não no estilo soviético. A solução não era adaptar as ideias de Marx, Lenin, Trotski ou Sartre ao contexto latino-americano, mas buscar formas de governo nascidas no nosso contexto cultural que mantivessem afastada a influência das potências ocidentais.

“Por favor, c…, deixe-nos fazer em paz a nossa Idade Média!”, disse o Simón Bolívar que ele criou em ‘O General em Seu Labirinto’, romance de 1989. E esse foi, justamente, um dos pilares do seu pensamento político. As potências ocidentais não deviam interferir no desenvolvimento histórico da América Latina, impondo o modelo capitalista, democrático, liberal que haviam assumido. Pelo contrário, deviam deixar que cada país pouco a pouco encontrasse a melhor forma de administrar e exercer o poder. Mas houve algo que García Márquez não levou em consideração.

O Bolívar real tinha visto que a forma local de autogoverno, que frustrou seu projeto de integração latino-americana, era o caudilhismo. A “Idade Média” que a América Latina viveu depois da independência foi a idade do caudilho e do cacique, dos homens fortes que impuseram seu poder nas regiões por meio da força e a submissão dos seus congêneres. García Márquez sabia disso. Mas sua reação diante destes personagens foi ambígua. ‘Os Funerais da Mamãe Grande’, conto escrito em 1962, retratou com sarcasmo e simpatia o vivo exemplo de um deles, neste caso uma mulher, tão poderosa que era até dona “dos direitos do homem”. E também ‘O Outono do Patriarca’, romance que veio depois de ‘Cem Anos de Solidão’ e que girou em torno de um ditador velho e solitário evocando seus dramas pessoais.

O caudilho onipotente e anti-imperialista rondou as fantasias de García Márquez desde que era muito jovem, pelo menos desde 9 de abril de 1948, data em que mataram o caudilho liberal Jorge Eliécer Gaitán a poucas quadras da sua casa, em Bogotá, onde vivia. Esta fascinação não demorou a saltar da literatura para a realidade.

García Márquez teve simpatias pelo general Juan Velasco Alvarado, ditador de esquerda do Peru entre 1968 e 1975 e depois foi amigo íntimo de Omar Torrijos, ditador panamenho. Mas a figura autoritária e anti-imperialista que o acompanhou nestas últimas quatro décadas foi Fidel Castro, uma versão vitoriosa do seu avô Nicolás Márquez.

Como sucede com tantos intelectuais latino-americanos, a Revolução Cubana deslumbrou Gabriel García Márquez. Mas diferentemente de muitos outros, que não toleraram a deriva autoritária do comandante, o escritor colombiano continuou fiel ao caudilho, ao patriarca que oferecia essa equação de anti-imperialismo, retórica de esquerda e o poder absoluto que tanto o seduziu.

O prestígio que obteve com seus romances e depois com o merecido Prêmio Nobel de 1982, foi colocado a serviço de Castro e da sua revolução, e todos os contatos políticos que cultivou ao longo dos anos foram usados em benefício de Cuba. A ilha caribenha foi a sua Macondo. Uma Macondo sem multinacionais estrangeiras, onde as maldições recaíam somente sobre os contrarrevolucionários e os inimigos do sistema.

García Márquez deixa para a América Latina uma das obras literárias mais imaginativas de todos os tempos e,ao mesmo tempo, a ideia prejudicial de que nossos problemas foram causados apenas pela presença de agentes externos. Em Macondo, esse mundo mágico, era assim.

Na realidade, boa parte das nossas confusões históricas foram causadas pela fascinação dos latino-americanos pelo poder e pelos caudilhos e o desprezo pelas instituições democráticas. Passaram-se os anos e embora as coisas tenham melhorado, ainda temos um pé fincado “na nossa Idade Média”. Por isso ainda não vivemos em paz.
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Do Blog – O corpo do escritor colombiano Gabriel García Márquez, morto aos 87 anos na Cidade do México, será cremado em cerimônia privada.
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, decretou três dias de luto oficial no país pela morte do Prêmio Nobel de Literatura.