Thaisa Galvão

15 de maio de 2014 às 20:20

Grupo Reviver de Caicó faz campanha para construir casa de apoio no Seridó [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A dermatologista Graça Fernandes lidera um grupo de caicoenses que mora em Natal e que vai realizar, no dia 31, partir das 10h, no Parque de Capim Macio (por trás do supermercado Extra), a ‘Feirinha
do Seridó’, com comidas típicas da região e artesanato.

O evento tem o objetivo de arrecadar recursos para ajudar na construção, em Caicó, da casa de apoio aos portadores de câncer no Seridó, como parte da campanha do Grupo Reviver do município.

Três salões de cabeleireiros caicoenses instalados na capital em Natal – Sinval de Souza, Abiss e Arlete e Wanúzia e Melo -, se somam ao grupo, sediando em seus espaços uma caixinha de doações para arrecadar recursos.

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O jornalista Heitor Gregório faz assessoria voluntária da campanha

15 de maio de 2014 às 19:57

Os vivas para o colunista Marcos Henrique [3] Comentários | Deixe seu comentário.

Todo querido, Marcos Henrique, colunista social de Assu é aniversariante desta segunda.
Na rádio Princesa do Vale ele apresenta o programa Tok de Classe.
No jornal mossoroense Gazeta do Oeste, assina coluna e brilha no site www.tokk.com.br

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15 de maio de 2014 às 19:42

MPF oferece denúncia contra ex-prefeito de Guamaré, Dedé Câmara [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Procuradoria da República:

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) denunciou o ex-prefeito de Guamaré, José da Silva Câmara (conhecido como Dedé Câmara), por não prestar contas de recursos recebidos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), nos anos de 2006 e 2007. Caso a denúncia seja aceita e o ex-gestor condenado, poderá receber como pena até três anos de detenção.

O ex-prefeito tomou posse em 2005, porém foi afastado da Prefeitura antes do fim do mandato. Em junho de 2007 Dedé Câmara teve de deixar o cargo como reflexo da imputação de atos de improbidade administrativa que recaíam sobre ele. Voltou a administrar a cidade em 1º de julho daquele ano, através de liminar, porém foi afastado novamente e de forma definitiva em 28 de agosto.

Os recursos recebidos do FNDE, e cujos prazos para prestação de contas se encerraram quando Dedé Câmara ainda se encontrava no cargo, deveriam ser aplicados em programas como o de Educação de Jovens e Adultos (Peja); no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae); e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate).

Em relação ao Peja, informações levantadas durante as investigações demonstram que foram repassados pelo menos R$ 180 mil em 2006; já referentes ao Pnae foram R$ 115.174,40 no mesmo ano e, no tocante ao Pnate, os repasses incluem R$ 19.390 em 2006 e outros R$ 7.670,92 em 2007.

O Tribunal de Contas da União instaurou processos de Tomada de Contas Especial em razão da não-prestação de contas dos três programas. Mesmo após diversas vezes advertido quanto à omissão, até maio de 2013, mais de seis anos após o prazo legal, o ex-prefeito ainda não havia apresentado os documentos necessários a regularizar a situação.

A denúncia do MPF ressalta que “a não-prestação de contas dos recursos pelo ex-prefeito José da Silva Câmara” deve “ser encarada como conduta de extrema gravidade, vez que culmina por ocultar práticas delituosas ainda mais graves, como a malversação dos recursos públicos, dificultando sobremaneira a fiscalização da aplicação destes”.

Pena – Dedé Câmara foi denunciado pelo delito previsto no art. 1º, VII, do Decreto-Lei nº 201/67, que prevê pena de detenção (três meses a três anos) e, em caso de condenação definitiva, acarreta a perda de cargo e a inabilitação, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação.

15 de maio de 2014 às 16:06

Parnamirim: Prefeitura, MP e Judiciário promovem blitz contra exploração sexual [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A Prefeitura de Parnamirim, o Poder Judiciário e a PolíciaRodoviária Federal se uniram na manhã desta quinta-feira, 15, para fazer um alerta à sociedade sobre a importância de se combater a exploração sexualcontra crianças e adolescentes.  A blitzeducativa aconteceu às margens da BR-101, em frente ao Parque AristófanesFernandes, com orientação aos motoristas e teve como tema: Faça Bonito: Protejanossas crianças e adolescentes.

A promotora Isabelita Garcia e a juíza da Vara da Infância,Juventude e do Idoso, Ilná Rosado vestiram a camisa dessa campanha  e foram para a rua convocar a sociedade paraessa luta justa e digna. "Estamos aqui para lutar contra a violação de direitosdas nossas crianças, que merecem todo o nosso respeito e proteção", disseIsabelita Garcia.

A secretária de Assistência Social, Ana Michele Cabral,  também fez questão de participar damobilização ao lado de sua equipe de técnicos e de integrantes do Comdica eConselho Tutelar explicou que escolheram as margens da BR-101, por ser um pontovulnerável de exploração sexual. "Temos o dever como cidadão de combater edenunciar esse tipo de crime. Ao fazermos isso estaremos protegendo nossascrianças e garantindo o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente",justificou.

A blitz realizada na manhã de hoje é alusiva ao 18 de Maio -Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças eAdolescentes. As denúncias desse tipo de crime podem ser feitas através doDisque 100, 190 ou até mesmo através do Conselho Tutelar, DelegaciasEspecializadas, Polícia Militar, Polícia Federal ou Polícia Rodoviária Federal.

15 de maio de 2014 às 14:14

Caminhão tanque desliza e interdita ladeira de acesso à Ribeira [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Um caminhão tanque carregado com combustível deslizou na ladeira que vai de Petrópolis ao bairro da Ribeira, em Natal.
O veículo subia e deslizou, descendo de ré e interditando a via, até encostar em um muro.

Bombeiros chegaram ao local mas não constataram vazamento.

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15 de maio de 2014 às 5:44

Para a governadora Rosalba Ciarlini, os que defendem a política ‘do quanto pior, melhor’, tentam ‘passar um trator’ por cima dela [2] Comentários | Deixe seu comentário.

A governadora Rosalba Ciarlini abre hoje uma série de entrevistas que o Blog vai fazer ao longo da campanha político que está despontando.
Rosalba é governadora e sonha com a reeleição.
Se você perguntar se será candidata ela vai dar um Não redondo e dizer que só fala de política na hora certa. Mas, basta um jeitinho para você entender, a cada pergunta, a cada entrelinha, que o sonho da governadora, que está inelegível, é vencer a batalha jurídica e provar por A mais B ao seu partido, o DEM, que muito mais do que uma aliança com o PMDB, o Democratas tem chance de reeleger a governadora.
Como sonhar não paga imposto e realizar sonhos não é impossível, Rosalba sonha com um Rio Grande do Norte que para ela está somente começando.
Essa entrevista foi feita em duas partes.
Foi atípica como dizem os políticos em relação à derrota na eleição suplementar de Mossoró. Começamos no restaurante Santa Maria. Bacalhau à Lagarero foi o prato comum escolhido para os 3 da mesa – o secretário de Comunicação Paulo Araújo acompanhou. E teríamos terminado a entrevista onde começamos se eu…sempre eu…não tivesse deletado, assim, como sem querer e não querendo, uma das 3 partes da gravação.
Mas, vamos lá, começar do começo…por Mossoró.

Thaisa Galvão – Governadora, vamos começar por Mossoró. A senhora sem palanque, um resultado inesperado, dança de partidos. Como a senhora avalia?
*
Rosalba Ciarlini – Foi a primeira vez que aconteceu uma eleição suplementar. Nunca na história da cidade a decisão do povo não foi referendada. O quadro da suplementar foi bem diferente do que o de dois anos atrás. O próprio prefeito Silveira que tinha apoiado Larissa tomou outra posição. O partido que apoiava Cláudia (PMDB) tomou outra posição. Por isso esse alto número de nulos e brancos e de abstenções. Sempre que houve cadastramento eleitoral a abstenção na eleição seguinte foi mínima. As pessoas não tiveram interesse de votar porque, tenho certeza, essas pessoas queriam novamente julgar Cláudia Regina nas urnas. Os que quiseram votar procuraram quem de certa forma tinha mais identidade e como Silveira era presidente da Câmara, já apoiando a gestão de Cláudia…
*
TG – O palanque de Larissa mudou. O PMDB migrou da chapa de Cláudia para a chapa de Larissa e ela terminou a eleição com quase metade dos votos que teve há dois anos…
RC – Isso chamou atenção e vale uma reflexão.
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TG – O povo de Rosalba votou em Silveira?
RC – Eu só tenho o meu voto e preguei a neutralidade.
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TG – Mas a senhora é uma liderança em Mossoró.
RC – Senti nas ruas que as pessoas que decidiram votar a tendência era votar em Silveira. E tem uma história interessante: em várias eleições estivemos juntos, eu e Silveira.
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TG – Existe uma identidade entre os dois?
RC – Não deixa de ter.
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TG – O exército de Rosalba que votou em Silveira, vota no pré-candidato ao Governo do PSD, partido de Silveira, Robinson Faria, ou retorna para o lugar de origem para votar em Rosalba?
RC – É outra eleição. As pessoas vão fazer a separação bem direitinho. Eleição municipal é uma coisa, ainda mais sendo suplementar, e eleição estadual vai ser outra, bem diferente.
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TG – O grupo que apoiou Silveira, apoiou o prefeito. Na eleição estadual muda tudo porque não é mais o prefeito, é o candidato do prefeito…
RC – Cada qual tem seu grupo, mas precisa estar com uma liderança muito consolidada para fazer a transferência de votos.
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TG – A senhora acha pouco tempo até outubro?
RC – Tá em cima.
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TG – Os eleitores então devem voltar para o rosalbismo?
RC – Não vou fazer essa avaliação porque será especulação. Vamos aguardar.
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TG – Por que Cláudia foi candidata, ela não sabia dos problemas jurídicos?
RC – Ela tinha esperança de pelo menos ter o direito de fazer campanha como Larissa teve.
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TG – A senhora chegou a pensar em outro nome?
RC – Não dava mais tempo.
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TG – Mas antes, antes da campanha?
RC – Não, minha candidata sempre foi Cláudia.
*
TG – O que representa Mossoró numa campanha política?
RC – É o segundo colégio eleitoral e tem um reflexo muito grande em toda a região.
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Thaisa Galvão – Governadora, juridicamente hoje a senhora está inelegível. O que tem feito para reverter esse quadro?
Rosalba Ciarlini – Estou fazendo minha defesa.
*
TG – A senhora conseguiu uma liminar para se manter no cargo (o TRE a afastou), e conta com um instrumento jurídico para levar candidatura adiante?
RC – Nós estamos mostrando que eu não fui candidata. E que nunca houve nenhum problema em relação às minhas candidaturas. Estou fazendo a defesa confiante na decisão da Justiça.
*
TG – A senhora não foi candidata, mas precisa de um instrumento jurídico para ser.
RC – Eu tô fazendo minha defesa porque, na realidade, é um direito né?
*
TG – O que lhe assusta mais hoje, o fantasma da inelegibilidade ou o fantasma de não ter a legenda para disputar a reeleição?
RC – O que me assusta…é não poder levar adiante a vontade de poder fazer mais pelo Rio Grande do Norte, encontrar os meios para fazer ainda mais e ter condições porque a vontade existe, mas as condições no nosso Estado muitas vezes não nos deixa fazer.
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TG – Essa vontade de fazer mais ultrapassa 2014, 2015, 2016…Vai mais adiante?
RC – A vontade é mesmo de ver esse Estado organizado, tanto que o RN Sustentável é um programa para 5 anos e que começou agora.
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TG – É um projeto para duas gestões..
RC – Seja quem estiver, espero que continue.
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TG – A senhora espera que seja a senhora?
RC – Nós fizemos um plano estadual de educação pois o Rio Grande do Norte não pode mais ficar na lanterna. Mas ainda não está como queremos. Fizemos um plano para ser Lei, para valer daqui a 15, 20 anos, passando pela valorização do professor, avaliação do PISA, Prova Brasil, evasão, repetência. Esses todos tem números interessantes.. Também fizemos um plano de Cultura. Hoje a população cobra, e nós ainda temos os planos de Saúde e de Desenvolvimento. Isso tem que ficar claro para que as pessoas cobrem porque os mandatos passam, mas o Rio Grande do Norte fica. Temos que fazer os alicerces.
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TG – Rosalba está alicerçando o Rio Grande do Norte para entregar a Rosalba?
RC – Sempre gostei e gosto muito de trabalhar. Não temo desafios e sou persistente como toda mulher.
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TG – Voltando à questão jurídica, quando o TRE decidiu pelo seu afastamento do cargo, teve medo que acontecesse com a senhora o que aconteceu com a ex-prefeita Micarla de Sousa?
RC – O trabalho tem me consumido tanto, o RN Sustentável e o plano de saneamento são projetos do meu governo, mas de repente eu disse: ‘Meu Deus do céu, ninguém está vendo o estado do Rio Grande do Norte?’ Essa é uma possibilidade desse Estado ser maior e nós vamos continuar nessa política do ‘terra arrasada’, do ‘quanto pior melhor’, do ‘pagar mil para o outro não ganhar dez’, e do ‘poder pelo poder’, então por isso é preciso passar um trator por cima de todo mundo? A mudança está aí, passa pela cultura das pessoas, pela mentalidade política das pessoas.
*
TG – Passa pela sua cabeça permanecer inelegível e ficar 8 anos fora da política? A senhora ficaria neutra na eleição de outubro como fez em Mossoró?
RC – Eu não tenho bola de cristal e não gosto de falar em ‘se’. Eu falo do hoje, do agora. Eu nunca fiz planos para ser política e de repente eu me tornei política. Meu sonho de infância e de juventude era ser médica, essa que é minha profissão que eu amo, e em qualquer momento da minha vida eu estarei sempre sendo médica. De repente fui convocada para ser candidata. O candidato daquela época era Laíre Rosado, ele já estava eleito…
*
TG – Prefeito de férias?
RC – De férias, tinha 70% nas pesquisas e eu comecei uma campanha, fui eleita, não tinha reeleição. Fui ser médica e fui convidada para ser candidata à vice-governadora de Lavoisier. Depois fui eleita de novo, foi um mandato difícil, desgastante, mas no final as pessoas reconheceram que Mossoró estava se transformando, e eu fui reeleita para o terceiro mandato. Depois fui ser candidata ao Senado com Fernando Bezerra também eleito, de férias, tinha na época 160 prefeitos apoiando ele, eu tinha 6 ou 7… Fui eleita, sei que deixei marcas no Senado. Agora há pouco o embaixador da Argentina disse, ‘a senhora foi a senadora da Licença-Maternidade”…foi um projeto importante. Mas eu fiz uma escolha: renunciei a mais 4 anos no Senado, que tinha um trabalho menos estressante. Vim para o Governo sabendo que ia enfrentar situações muito difíceis. Obras paradas, muitas obras paradas. Muitos problemas e que eu subestimei porque os problemas eram muito maiores, que engessaram o Estado. Fiquei sem poder dar um passo adiante, por falta de credibilidade, o Estado estava inadimplente…

15 de maio de 2014 às 5:39

Rosalba não acredita em decisão política sobre impeachment e sonha dar um xeque-mate em Robinson e Henrique [1] Comentários | Deixe seu comentário.

O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral vai voltar a discutir um tema que a governadora Rosalba Ciarlini custa a digerir: sua inelegibilidade.
No último processo contra a prefeita afastada Cláudia Regina, que terá o recurso julgado na terça, como está na pauta do TRE, a governadora Rosalba Ciarlini está incluída. E, se o TRE entender assim, ela pode ser considerada inelegível mais uma vez. Aí serão dois processos dependentes da Corte Eleitoral superior a julgar os méritos.
A inelegibilidade é apenas um dos fantasmas que rondam a governadora Rosalba, que diz confiar na justiça.
Outro fantasma é o do impeachment que ronda os corredores da Assembleia Legislativa. Com a vida pautada por “dedicação e honestidade”, Rosalba diz não temer o que vem contra ela.
Na entrevista que continua ela fala do impeachment, da inelegibilidade e dos seus mais ferrenhos adversários na campanha que começa: Robinson Faria e Henrique Alves, personagens que fizeram parte de sua história nos últimos 3 anos, e que de repente viraram páginas e tentam hoje ocupar o lugar que é dela…e que, com o apoio deles, poderia continuar sendo dela. Como combinado lááá atrás…

Thaisa Galváo – Governadora, o Marcco (Movimento anti-corrupção), entregou à Assembleia Legislativa um pedido de impeachment para ser analisado. A senhora considera que praticou algum crime ao ponto de sofrer um impeachment?
Rosalba Ciarlini – Olhe Thaisa, em toda minha vida pública – fui presidente da Unimed 3 vezes, durante 12 anos gestora do único pronto-socorro de Mossoró, prefeita 3 vezes, senadora e agora governadora. Sempre minha vida foi de trabalho, dedicação e muita honestidade. Então eu tenho a consciência tranquila do meu trabalho sério em busca de um Rio Grande do Norte que estamos corrigindo. Há uma série de questões necessárias que estamos ajustando. Muitas vezes fazendo muito mais do que poderíamos. Mas vamos aguardar a avaliação que fará a Assembleia Legislativa.
*
TG – A senhora acha que, por ser um ano eleitoral, a questão política vai interferir na decisão da Assembleia?
RC – Não, de maneira nenhuma. Confio na responsabilidade dos nossos representantes na Assembleia. Entendo que a decisão não será política.
*
TG – A senhora acha que o apelo do Marcco pode ser consequência do problema hoje existente entre o Governo do Estado e os Poderes?
RC – O Governo fez um esforço grande quando teve uma queda na receita. Não foi só o Rio Grande do Norte, foram todos os estados que tomaram medidas de economia para superar o momento. Assim como o governo federal, nós também fizemos readequações. O Orçamento votado é uma previsão. Se essa previsão não se confirma tem que haver uma readequação. Começamos o ano e quando chegou junho houve queda de receita. Estávamos no segundo ano da seca, FPE caindo em função de medidas do governo federal. Para fazer a readequação chamamos o presidente do Tribunal de Justiça, o representante do Ministério Público…
*
TG – Mas eles dizem que não foi combinado, que o Governo fez tudo sozinho…
RC – Pessoalmente chamei cada um e comuniquei que nós iríamos precisar fazer a readequação em função da queda da receita. Quanto a percentuais isso passou para a Tributação. Se houve pensamentos diferentes, isso faz parte do debate.
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TG – A senhora não se arrependeu?
RC – Era necessário. Se não tivesse tomado talvez não estivesse pagando o funcionalismo.
*
Thaisa Galvão – Governadora, o seu vice, rompido politicamente com a senhora, é pré-candidato ao Governo. Ele representa uma ameaça ao seu projeto de reeleição?
Rosalba Ciarlini – risos… Não queria falar de política.
*
TG – Como está sua relação hoje com o deputado e pré-candidato ao Governo, Henrique Alves?
RC – Na realidade…Henrique não foi nosso aliado na campanha. Mesmo assim após eleição pedi pra ele me acompanhar numa audiência com a presidente Dilma. Foi quando fomos tratar da questão do aeroporto de São Gonçalo. Foi naquela audiência, em janeiro, que ficou confirmado o leilão que resultou no aeroporto quase pronto que está aí. Nunca tive dificuldade por ele ser de uma coligação que não era a minha. No decorrer dos últimos 3 anos que ele nos apoiou, apoiou o seu Estado. Eu digo que quando deixam de apoiar, dão as costas ao RN. É, porque eu represento o RN. Eu não sou governadora do DEM, eu sou governadora do Rio Grande do Norte. Sempre defendi a política acima das questões menores. O Governo precisa da força de aliados.
*
TG – Governadora, há menos de um ano, com o ministro Garibaldi Filho (PMDB) já afastado do Governo, o deputado Henrique Alves (PMDB) deu uma entrevista à Tribuna do Norte. Disse que o PMDB não deveria ter candidato a governador e que, como apoiava a sua gestão, a governadora Rosalba Ciarlini poderia ser a “preferência” natural. Seria a candidata com apoio do PMDB. Mas…tudo não aconteceu como na entrevista daquele domingo. E aí? O que mudou?
RC – Tem que perguntar a ele porque ele que mudou. Mudou de opinião, mudou…O senador Agenor Maria que dizia que político é como nuvens do céu, a gente olha e elas vão mudando…
*
TG – Henrique quis alguma coisa no governo que a senhora não atendeu, daí ele ter deixado o apoio?
RC – Não. Mas o governo tem dificuldades e não pode de pronto atender demandas. As pessoas às vezes tem ansiedade e quer que tudo aconteça sem burocracia, sem os meios necessários para atender.
*
TG – A senhora concorda que o aeroporto de São Gonçalo, a Arena das Dunas, a barragem Oiticica e o aeroporto de Mossoró são ‘obras de Henrique’?
RC – A Arena dei minha palavra quando assumi e tive que tomar uma decisão solitária. Os projetos não haviam sido pagos. Enfrentei a questão porque a gente não podia perder a oportunidade de trazer a Copa para cá. Mas tudo começou com a prefeita Micarla, a governadora Wilma, e a bancada federal. Eu era senadora e o tanto o deputado Henrique o deputado Fábio (Faria), o senador José Agripino, os deputados Felipe Maia, Betinho Rosado, o senador Garibaldi Filho…Mas quem criou as condições para viabilizar a Arena foi o Governo Rosalba Ciarlini. E no primeiro momento pós-Copa o turismo terá um crescimento de no mínimo 20%. Trazendo recursos para investirmos em saúde, educação, segurança…
A barragem Oiticica encontrei sub júdice, com superfaturamento. Fizemos o realinhamento e a obra já está em quase 30%. Oiticica foi uma decisão pessoal da presidente Dilma e uma audiência comigo.
O Aeroporto se arrastava há 16 anos e na minha campanha prometi que ele funcionaria no meu governo.
O aeroporto de Mossoró fez parte de um primeiro projeto, foi retirado, e agora voltou à tona mas para fazer um novo. Na audiência em Brasília para tratar do aeroporto, lá estávamos nós. Eu e a bancada potiguar. Já o aeroporto de Caicó, fizemos tudo que estava no projeto, aguarda somente uma visita da ANAC. Já pedi ao presidente da Câmara, Henrique Alves, ao deputado João Maia, que é da região…mas ninguém fez nada até agora…
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TG – Governadora, vamos combinar que a senhora vai jogar xadrez. Diante da senhora tem duas torres: uma chamada Robinson Faria e outra chamada Henrique Alves. Qual torre a senhora eliminaria para passar?
RC – Eu não sei jogar xadrex, só conheço uma coisa chamada Xeque-Mate. Eu gostaria de saber jogar xadrez para dar um xeque-mate.
*
TG – Quem a senhora considera seu maior adversário: Robinson ou Henrique?
RC – Não estou disputando nada.
*
TG – Mas a senhora é política, e todo político tem aliados e adversários…
RC – Não estou considerando um maior nem menor. Quero que todos façam mais pelo Rio Grande do Norte.

15 de maio de 2014 às 5:34

Governadora ainda não conversou com DEM mas diz que seu líder Getúlio Rêgo prefere reeleição do que aliança com PMDB [1] Comentários | Deixe seu comentário.

O que assusta mais hoje a governadora Rosalba Ciarlini?
A partir de agora a entrevista tem outro cenário: a Governadoria.
Manhã de segunda-feira pós domingo das Mães, onde ela passou na praia de Sagi, na pousada ITI, com o marido Carlos Augusto e os filhos Kadu, Marlos, com a mulher e filhos, e Lorena, com o marido e filhas. Faltou só Carla que mora na Alemanha.
Com espírito renovado pelos banhos de mar no fim de semana calmo, Rosalba voltou a responder cada pergunta do Blog como se fosse a primeira vez.
Falou de aplausos e vaias, mas foi mais comedida em algumas questões que para ela não eram mais surpresa pois já havia sido abordada.
No gabinete oficial, entre imagens religiosas, bolsa espalhada sobre a mesa e a luz do sol que entrava na vidraça com cortinas abertas, e mais uma vez a presença do secretário Paulo Araújo, ela falou do seu partido, o Democratas, de quem espera ainda uma conversa em torno…de sua reeleição.
Como deixa claro em cada entrelinha.

Segundo Rosalba, a herdeira de sua missão política ainda é ela própria. Os filhos fazem parte de outro contexto na educação. O de que para ser político, antes tem que se profissionalizar, trabalhar, ganhar dinheiro…pois política não é profissão.

Para Rosalba, o futuro político na família ainda é o dela. E ela deixa claro quando fala dos projetos viabilizados a longo prazo.
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Thaisa Galvão – Governadora, muito tem se falado que o DEM, presidido nacionalmente pelo senador José Agripino Maia, não vai dar a legenda para que a senhora dispute a reeleição. O que a senhora sabe sobre isso?

Rosalba Ciarlini – Ninguém pode dizer que vai dar ou deixar de dar se eu nunca tratei dessa questão com o partido. Continuo a dizer que política, eleição, disputa, vamos tratar só no momento certo. Claro que o tempo começa a diminuir mas ainda faltam 30 dias para a Copa, 60 para as convenções. Tudo agora não passa de especulações.
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TG – A senhora tem conversado com o senador José Agripino?
RC – Nós tivemos agora em Riacho da Cruz. Fomos inaugurar uma praça. Eu era senadora e uma emenda foi dele e a outra foi minha.

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TG – Nessa praça não deu para vocês sentarem num banquinho para tratar de política?
RC – Sentamos no almoço na casa da prefeita.
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TG – Falaram de política?
RC – Conversamos sobre Rio Grande do Norte. Política não conversamos. (Essa parte da entrevista foi feita na segunda-feira e ontem, quarta, Rosalba foi ao gabinete do senador José Agripino. Mas, segundo o senador, conversa amena e convite para integrar bancada e acompanhar governadora numa audiência no Ministério da Integração).
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TG – A senhora não tem conversado com os deputados?

RC – Nenhuma conversa nesse sentido. Acho que está tudo indefinido e essa definição passa por essa conversa que teremos no futuro sobre a posição do partido.

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TG – A senhora não tem conversado com o deputado Getúlio Rêgo, líder do seu governo na Assembleia?

RC – Conversas esporádicas sobre questões em alguns municípios. Getúlio tem falado sobre a vontade do partido ter candidato a governador.
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TG – Caso a executiva do DEM faça opção pela coligação com o PMDB, para formação de uma chapa proporcional, Rosalba colocará o nome para avaliação na convenção?

RC – Como não conversei sobre esse assunto, não fiz nenhuma análise. Meu tempo está tomado pelas questões administrativas.

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TG – Como está sua relação com o Palácio do Planalto?

RC – Com a presidente Dilma não tenho tido problemas. Tenho recebido tratamento republicano. Os pleitos são aprovados, na maioria. O que existe é uma burocracia muito grande.

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TG – A senhora já tem candidato a presidente?

RC – Como só vou falar sobre isso mais adiante, essa decisão só falo mais adiante.

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TG – A senhora votaria na deputada Fátima Bezerra, do PT, para o Senado?

RC – Ela tem seu partido, suas posições…vamos aguardar.

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TG – Num evento no Sebrae a senhora se referiu a Fátima como “nossa Senadora”…

RC – Um ato falho. Forma simpática de me dirigir à deputada que tem serviços prestados ao Rio Grande do Norte e é candidata.

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TG – A senhora externaria essa mesma simpatia para a pré-candidata ao Senado, Wilma de Faria?

RC – A ex-governadora ainda não definiu o que ela vai ser.

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TG – O que faria Rosalba seguir em frente e optar por um segundo mandato?

RC – Que as ações tenham continuidade. São projetos pautados pela seriedade. Fico feliz em ter dado essa contribuição.

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TG – Isso valeria a pena continuar?

RC – Continuar torcendo pelo Estado.

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TG – E o que faria Rosalba pensar duas vezes antes de encarar uma reeleição?

RC – Eu nunca fui mulher de fugir das lutas. Graças a Deus não tenho na minha história receio de enfrentar obstáculos. Mas o momento não é esse.

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Thaisa Galvão – Governadora, os políticos tradicionais do Rio Grande do Norte, todos tem um filho herdeiro político. Por que Rosalba não tem, mesmo tendo 4 filhos adultos?

Rosalba Ciarlini – Nossa maneira, minha e de Carlos Augusto, de entender que política não é profissão. A política me apareceu como missão. Eu sou médica e nunca pensei em entrar na política. Nosso foco foi educar os filhos para que cada um tenha sua profissão, vença na vida pelos conhecimentos. Se num determinado momento. eles já com a vida estabilizada, resolverem entrar para a política, nós não vamos dizer ‘não’.

*

TG – Que nota a senhora daria para o seu governo?

RC – Dificíl né? Uma auto avaliação…Deixa terminar. Quando terminar…

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TG – As urnas avaliariam?

RC – Os resultados.

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TG – Os natalenses tem dito que o Rio Grande do Norte está sendo governado pelo marido da governadora, Carlos Augusto Rosado. A senhora acha que governou esse estado ou foi ele?

RC – Convivemos há 42 anos. Ele era médico para fazer por mim? Fui bem avaliada como médica, presidente da Unimed, agora querer que eu me separe do meu marido….Trocamos ideias, porque não? Ele é tão potiguar quanto eu.

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Thaisa Galvão – Govrnadora, o programa RN Sustentável é um programa para o futuro.

Rosalba Ciarlini – São 540 milhões de dólares, nunca o Rio GRande do Norte teve a capacidade para receber tudo isso. Eu quero que tudo dê certo.

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TG – A senhora deseja continuar implementando e colher os frutos?

RC – Sonho sim, com um Rio Grande do Norte melhor para meus filhos e meus netos.

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TG – O Governo do Estado está querendo contrair um novo empréstimo, mas para isso precisa da aprovação da Assembleia Legislativa. Mais uma vez a pergunta: a senhora não teme que os deputados ajam politicamente já que o ano é de eleição?

RC – O governo federal colocou esse dinheiro à disposição de todos os Estados, até para suprir a queda na receita e os deputados sabem a importância desse empréstimo. Acho que o Rio Grande do Norte é o único Estado que ainda não contraiu.

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TG – Governadora, hoje as redes sociais são uma realidade que os políticos enfrentam. Como a senhora encara as redes sociais?

RC – As redes sociais tem um lado muito positivo pois dá oportunidade ao cidadão a não precisar de intermediários. Mas acho que o uso das redes sociais precisa ser analisado porque muitas vezes a informação é errada e de propósito. É doloroso você ver o Samu sair para um atendimento que não existe, enquanto do outro lado alguém pode perder a vida por falta de atendimento. Outro exemplo foi a fuga em massa de crianças no Ceduc, uma mentira que assustou muita gente. Ms voltando ao lado bom, com a internet hoje um governo nem precisa de uma Ouvidoria.

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TG – Como a senhora encara uma vaia? A senhora já levou vaias…

RC – E os aplausos? Mas, qual o político que nunca levou uma vaia? As vaias muitas vezes são organizadas por um grupo político adversário e muitas vezes nem são direcionadas ao político, mas a um sistema.

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TG – A senhora teme um novo ‘Fora Rosalba”?

RC – É como eu disse, esses grupos organizados tem sempre uma pessoa da oposição por trás e esse tipo de movimento não cabe no Brasil de hoje.