Thaisa Galvão

23 de junho de 2014 às 10:18

A pouco mais de 3 meses para a eleição, quando o dinheiro para solução definitiva de Mãe Luíza vai sair? [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Vendo a entrevista do ministro da Integração Nacional, Francisco Coelho Teixeira, falando à imprensa diante da enorme cratera aberta em Mãe Luíza, me vem a curiosidade de repórter…

Quando ele diz que não houve mortes, ao contrário das mais de mil mortes registradas em Angra dos Reis há 3 anos, ele acena com a dificuldade de liberar recursos para a recuperação do bairro?

Porque há mais de 4 anos, quando houve aquela enchente em áreas do Rio Grande do Norte como o Vale do Açu, onde casas, açudes, plantios e gado foram levados pelas águas, o dinheiro prometido que foi bom… alguém viu?

O que se viu foi governo e prefeituras se lastimando que o dinheiro não estava sendo liberado.

Uma parte até saiu, mas… a solução não chegou a ser bancada pelo governo federal.

Quem perdeu, perdeu.

Aí eu fico aqui matutando…

Será que agora também vai ser assim?

Mas aí me dá um alívio ao pensar que, com a presidente Dilma Rousseff sendo candidata à reeleição, o fator assistencialismo de campanha pode falar mais alto e pelo menos, uma primeira parcela de recursos pode chegar a ser liberada.

Como há uma burocracia enorme, como mesmo disse o ministro da Integração Nacional em Natal (cadastramento, envio para Defesa Civil, para enviar ao Ministério da Integração, para entregar ao Ministério das Cidades, para ser colocado numa lista de prioridades, para dar entrada na Caixa Econômica para o programa Minha Casa Minha Vida…), essa primeira parcela deve demorar uns 3 meses para sair…

Mas aí faltam pouco mais de 3 meses para a eleição… e a segunda parcela, já que dinheiro grande não sai assim fácil nem à vista, pode ser engolida pela cratera de Mãe Luíza.

Você tem dúvida disso?

Na urgência urgentíssima, o que poderá ser desembolsado?

Dinheiro para aluguel de casas, para distribuição de cestas básicas, para compra de colchões… e só.

O básico do assistencialismo de sempre, mas sem solução definitiva.

E o próximo que entrar, vai reclamar do anterior, como é de praxe na nossa política onde o retrovisor fala mais alto do que as soluções.

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