Thaisa Galvão

13 de setembro de 2015 às 23:35

Missa de 1 ano de morte do ex-governador Iberê Ferreira será nesta 2ª feira [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Será nesta segunda-feira a missa de um ano de morte do ex-governador Iberê Ferreira de Souza.

A missa será celebrada às 19 horas na capela localizada na parte inferior da Catedral Metropolitana de Natal.

Iberê foi vice-governador, governador do Rio Grande do Norte e deputado federal por vários mandatos.

13 de setembro de 2015 às 21:11

Minha Casa Minha Vida pode sofrer corte de 4 bilhões de reais [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O governo federal pode passar mais uma tesoura no Minha Casa, Minha Vida.

A nova tesourada pode chegar a 4 bilhões de reais e o corte pode afetar os contratos em andamento.

O estudo que sugere esse corte já foi entregue ao relator do orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP).

13 de setembro de 2015 às 21:03

Irmão de Palocci é afastado do Conselho de Administração da Eletrobras [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Época/Expresso:
Eletrobras decide por afastamento de irmão de Palocci e de favorito de Dilma
Adhemar e Valter Cardeal foram devolvidos a órgãos de origem depois de resultado de auditoria externa

DIEGO ESCOSTEGUY

  
O Conselho de Administração da Eletrobras decidiu na semana passada pelo afastamento de Adhemar Palocci, irmão do ex-ministro Antonio Palocci, e de Valter Cardeal, um favorito da presidente Dilma Rousseff. Eles foram devolvidos a seus órgãos de origem, depois dos resultados de uma auditoria externa. Palocci foi acusado por um dos delatores da Lava Jato de receber propina por negócios na Eletronorte.

13 de setembro de 2015 às 20:51

Robinson Faria é convocado para jantar da presidente Dilma com governadores nesta segunda-feira [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Depois do compromisso com o arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira da Rocha, o governador Robinson Faria embarca para Brasília nesta segunda-feira.

O governador atenderá convite da presidente Dilma Rousseff para um jantar no Palácio da Alvorada, que deverá reunir todos os governadores dos estados brasileiros.

O recado foi dado a Robinson pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e depois o governador falou com o chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante.

Dilma se reuniu no fim de semana com ministros da área econômica e o assunto foi um: corte de gastos.

No jantar com os governadores, a criação de imposto deverá entrar em pauta.

Mas os governadores já tem alertado: para salvar o governo federal e deixar os governos estaduais chupando o dedo…nham nham nhim nham nham…

13 de setembro de 2015 às 20:44

Dom Jaime Vieira receberá Robinson Faria e José Dias para discutir processo de beatificação dos Mártires do RN [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O processo de beatificação dos Mártires do Rio Grande do Norte será tema de uma conversa amanhã cedo, e que reunirá o arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira da Rocha, o governador Robinson Faria e o deputado estadual José Dias.

A autorização do Papa Francisco para abertura do processo foi publicado em primeira mão aqui no Blog na sexta-feira.

A conversa inicial, que deverá incluir uma visita oficial do Rio Grande do Norte ao Vaticano, acontecerá durante café da manhã na residência oficial de Dom Jaime.

13 de setembro de 2015 às 20:32

Padrinho do filho de governador, deputado José Dias irá testemunhar bênção das alianças de Robinson e Julianne [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Vai ser na Paróquia da Cidade da Esperança, pelo Padre Augustin, a bênção das alianças do casal governador Robinson Faria e Julianne.

Casados no civil, Robinson e Julianne seguirão a nova decisão do Papa Francisco, de que pessoas que já se casaram e estão em outra união, não serão mais excomungados, como ditava a igreja católica.

Entre os escolhidos para apadrinhar a bênção, o deputado José Dias e Diúda Alves, que apesar de afastado politicamente do governador, mantém a aliança familiar, já que os dois são padrinho de Gabriel, um dos gêmeos de Robinson e Julianne.

No café com o arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, o assunto também entrará na pauta.

13 de setembro de 2015 às 17:35

Jornal britânico diz que sofrimento do Brasil está só começando e que país é um doente em estado terminal [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Folha Online:

Brasil é como um doente em estado terminal, avalia ‘Financial Times’
Se o Brasil fosse um paciente internado, os médicos da UTI já o teriam diagnosticado como doente terminal”, avalia o jornal britânico “Financial Times”, especializado na cobertura de temas econômicos.
“Os rins têm falhado; o coração vai parar em breve. A economia está uma bagunça”, segue o texto da publicação, que avalia que a desordem nas contas públicas, com gastos elevados por parte do governo, é a razão por trás da decisão da agência de risco Standard & Poor’s, que rebaixou a nota de investimento do país, na última semana.
Com o rebaixamento, a nota do país caiu de BBB- para BB+ e o Brasil perdeu o selo de “bom pagador”. Esse selo, que é um reconhecimento de que o país é um lugar seguro para os investidores, costuma ser exigido por fundos de investimento e de pensão bilionários para aplicar em títulos de dívida.
Ainda segundo o “Financial Times”, dado o ambiente externo desfavorável, com a economia da China desacelerando, o colapso nos preços das commodities e altas taxas de juros nos Estados Unidos, o “sofrimento” do Brasil está apenas no começo.

13 de setembro de 2015 às 14:48

Vice-presidente Michel Temer e 8 ministros chegam à Rússia [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Já está em Moscou a comitiva brasileira comandada pelo vice-presidente Michel Temer, que vai participar da reunião de Alto Nível Brasil-Rússia.

Temer embarcou no avião da FAB levando 8 ministros e outros auxiliares.

Dos 8 ministros, 6 do PMDB, o seu partido, um do PT e um do PTB.

As esposas, dessa vez não foram.

Dessa vez.

  

13 de setembro de 2015 às 14:27

Guarda-vidas salvam criança de afogamento em Natal [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do twitter da Secretaria de Segurança Pública:

  

13 de setembro de 2015 às 13:40

Câncer mata atriz e modelo Betty Lago [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do G1

Atriz Betty Lago morre aos 60 anos no Rio de câncer

Betty, que começou a carreira como modelo internacional, estava em casa. Atriz estreou na TV em 1992, na minissérie ‘Anos Rebeldes’


A atriz e ex-modelo Betty Lago morreu aos 60 anos neste domingo (13), no Rio de Janeiro, de câncer. Betty lutava contra a doença desde março de 2012, quando foi diagnosticada com câncer na vesícula, após sentir fortes dores abdominais. Depois de uma cirurgia, começou o tratamento com quimioterapia mas, em abril deste ano, a doença voltou. Betty morreu em casa, à 1h30.

Ela começou a carreira trabalhando como modelo e fez carreira internacional por mais de 15 anos. Seu primeiro papel na TV foi na minissérie “Anos Rebeldes”, de Gilberto Braga, em 1992. Na emissora, Betty também foi protagonista da novela “Quatro por Quatro”.

  
Na TV fechada, Betty estreou como apresentadora no programa GNT Fashion em 2005, no canal de mesmo nome. No GNT, ela também participou como debatedora dos programas “Saia Justa” e “Pirei – Com Betty Lago”.

Atualmente, Betty estava participando da quarta temporada do programa “Desafio na Beleza”, no canal GNT, ao lado da modelo Mari Weickert e do maquiador Daniel Hernandez.

O trabalho mais recente da atriz em dramaturgia foi na novela “Pecado Mortal”, da TV Record.

“E o dia amanheceu assim, triste e lindo ao mesmo tempo”, postou Patty Lago, filha da atriz e ex-modelo no Instagram, na manhã deste domingo (13).

Já a apresentadora Lilian Pacce, do “GNT Fashion”, escreveu: “Betty Lago querida, encontros, desencontros e reencontros. Fica em paz!”.

Mariana Weickert lamentou a morte da companheira de programa e amiga: “Com o coração despedaçado pela despedida da minha amiga, minha parceira… A tua história, tua garra, teu astral e força de viver foram e sempre serão inspiradores. Descanse em paz, minha amiga!!!! Tudo muito triste, muito frágil, que loucura, né?! Lembrando aqui da tua risada fácil, das tuas brincadeiras e do teu coração doce. Feliz de mim que terei um pedacinho teu pra sempre aqui comigo.. Ao amigos e familiares, todo meu amor!”.

“Foi um baque. Meu coração ainda está aos pulos. Betty o tempo todo tinha uma personalidade tão forte, tão transparente que impregnava o ambiente. A presença dela era um sol. Um calor e um desconforto. Era forte no humor, nas opiniões, na presença física. Foi uma experiência riquíssima no ‘Saia Justa'”, disse em entrevista à Globonews, a jornalista Monica Waldvogel, que trabalhou ao lado de Betty.

  

13 de setembro de 2015 às 13:19

De abril de 2013 a janeiro de 2014, CNJ exigiu providências para crise carcerária do RN mas nada foi feito [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O caos no sistema carcerário no Rio Grande do Norte vem de outros carnavais.

Era abril de 2013 quando o então presidente do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, veio a Natal e fez uma visita ao presídio de Alcaçuz, quando detectou problemas e exigiu as providências que nunca foram tomadas.

Relembrando o episódio, segue abaixo texto publicado no portal do Tribuna de Justiça do RN, na sexta-feira, 19 de abril de 2013:
ALCAÇUZ: “É MUITO DESUMANO VER O QUE NÓS VIMOS AQUI HOJE, DIZ JOAQUIM BARBOSA

  
O presidente do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, declarou que o sistema carcerário do Rio Grande do Norte está entre os piores do Brasil. “É muito desumano ver o que nós vimos aqui hoje”, avaliou Joaquim Barbosa após visitar o Pavilhão II, da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na tarde de hoje (19). Para o presidente do CNJ, o mais urgente é fazer uma tentativa de humanizar minimamente as situações vistas nas inspeções do Mutirão Carcerário.

No local, Joaquim Barbosa constatou a situação degradante a qual estão submetidos os mais de 160 apenados daquele pavilhão. Ao todo, Alcaçuz abriga mais de mil condenados. No Pavilhão II, o presidente do CNJ se deparou com um cenário “caótico e desumano”. Celas sem ventilação ou iluminação, gambiarras nas fiações elétricas, urina escorrendo pelos corredores, estrutura física do pavilhão completamente degradada, forte cheiro de urina e fezes, além de problemas com o sistema de esgoto, que está empoçado ao lado do local. Estas foram algumas das cenas vistas pelo ministro Joaquim Barbosa em sua inspeção ao presídio.

Em conversa com o juiz de Execuções Penais e corregedor do presídio, Henrique Baltazar, o presidente do CNJ quis saber detalhes sobre a situação dos presos, se tinham banho de sol, acesso a a serviços de saúde e visitas íntimas. Mas o que mais chamou sua atenção foram as condições precárias da infraestrutura e a situação dos apenados.

“Muito pouco ou quase nada foi feito do último mutirão para cá. As coisas não evoluíram. As autoridades desse estado precisam refletir seriamente sobre esse problema. É um avanço civilizacional que precisa ser feito urgentemente porque as consequências desse descaso, desse abandono, se refletem no desassossego social”, declarou o ministro em coletiva à imprensa.

Questionado sobre que medidas devem ser tomadas para melhorar essa situação, Joaquim Barbosa respondeu que “o Governo do Estado sabe muito bem o que precisa ser feito, já há dois anos. Nada foi feito, há reclamações de que há entraves administrativos. Me prontifiquei a conversar com a governadora do Estado e o ministro da Justiça para remover esses entraves”.

O presidente do CNJ frisou que a resolutividade dos problemas do sistema carcerário são de incumbência do Poder Executivo local. “A medida a ser feita quem tem que fazer não somos nós, o Judiciário. O que falta aqui na verdade é a tomada de deliberações concretas no sentido, pelo menos minimizar uma situação que é caótica, que é desumana”, encerrou.

  
*

Quase um ano depois, mais precisamente 9 meses depois da visita de Joaquim Barbosa, e da exigência para se solucionar a crise carcerária no Rio Grande do Norte, o CNJ publicou um novo relatório sobre a situação carcerária no RN.

Relatório que foi destaque na revista Época, que resgatou a visita de Joaquim Barbosa a Alcaçuz e mostrou que nada havia sido feito.

Veja a reportagem na edição de 17 de janeiro de 2014:

  
“É muito desumano”, resumiu o ministro Joaquim Barbosa, ao inpecionar, em abril de 2013, a penitenciária estadual de Alcaçuz, localizada a cerca de 30 quilômetros de Natal, Rio Grande do Norte. Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Barbosa viu urina escorrendo pelas paredes, sentiu o forte cheiro de fezes e passou por celas e corredores escuros e sem ventilação. 

Quase um ano depois, um novo relatório do CNJ, obtido por ÉPOCA, referente a uma vistoria feita em dezembro, mostra que o drama observado pelo ministro continua. Pior ainda, o documento acrescenta novas tintas ao descaso.

  
As visitas íntimas ocorrem de “forma promíscua” no meio do pavilhão. Apenas oito agentes penitenciários cuidam diariamente de 800 internos. Confinados sem atendimento médico, os presos sofrem com doenças infecciosas, como a tuberculose. O quadro não deixa dúvidas de que, se nada for feito rapidamente, o Rio Grande do Norte é forte candidato a se tornar o próximo Maranhão. O Estado potiguar, porém, não é o único postulante na fila. Em Pernambuco, há unidade prisional com apenas dois agentes penitenciários para cuidar de 2 mil presos. Na falta de pessoal, o próprio bandido assume a chave da cadeia e impõe a lei do mais forte, mandando aplicar até surra.

Esse cenário é o ambiente perfeito para nutrir atitudes monstruosas como a de Antonio Fernandes de Oliveira, de 29 anos de idade. Conhecido com Pai Bola, ele age em Alcaçuz sob o efeito do crack. Em novembro de 2009, Pai Bola foi capaz de desferir 120 golpes de faca artesanal numa vítima que lhe negou o celular. Seis meses antes, matara outro interno por asfixia, usando um lençol. Dois anos depois, cometeu um crime ainda mais bárbaro. Decapitou um colega de cela, comeu literalmente seu fígado e depois espalhou suas vísceras pelas paredes. Mesmo diante de repetida atrocidade, a direção do presídio permitiu que em 2012 um rapaz se oferecesse para ler a Bíblia para Pai Bola. Durante a noite, o religioso foi morto com uma facada no pescoço enquanto dormia. “Me deu vontade”, respondeu Pai Bola quando questionado sobre o motivo que o levara a matar o religioso.

Nem a visita de Barbosa trouxe uma solução rápida para o preso sanguinário. Somente na semana passada, a Justiça mandou uma correspondência ao presídio em busca de algum atestado sobre a saúde mental do assassino. O Ministério Público Estadual pediu que seja declarada a insanidade dele. As funcionárias do Fórum de Nísia Floresta, município onde se localiza Alcaçuz, desviam os olhos e viram o rosto ao folhear os processos de homicídios cometidos por Pai Bola. O juiz Henrique Baltazar Vilar dos Santos, responsável pelo presídio, é mais frio e explica a violência na penitenciária. Ele conta que as facas usadas para matar são feitas com pedaços de ferro extraídos das próprias celas. Não são compridas o suficiente para atingir um órgão vital nem muito afiadas. Por isso, são necessários vários golpes para matar. O assassino geralmente começa o ataque pelo pescoço para deixar a vítima sem reação. Logo após a inspeção feita por Joaquim Barbosa, o CNJ elaborou um relatório que enumera 20 assassinatos de presos dentro de Alcaçuz desde 2007.

A afirmação de que o Rio Grande do Norte pode ser o novo Maranhão encontra base na comparação entre a situação carcerária nos dois Estados. Ambos também têm em comum governos poucos eficientes na aplicação de verbas no sistema penitenciário. Conforme dados da Justiça do Rio Grande do Norte, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) prometeu investir R$ 6 milhões em 2013 na reforma de estabelecimentos penais para abrir mais 500 vagas, mas aplicou apenas R$ 2 milhões. Roseana Sarney precisou devolver R$ 22 milhões ao Ministério da Justiça porque deixou de apresentar projetos que atendiam às exigências técnicas para a construção de presídios. Na tarde da quinta-feira passada, a diretora do presídio de Alcaçuz, Dinora Sima Lima Deodato, apontou o dedo para um saco de cimento e alguns tijolos comprados para reformas no presídio e que estavam no pátio de entrada da penitenciária – onde 800 internos vivem num lugar onde caberiam, no máximo, 600. Essa é a providência mais visível da administração da governadora Rosalba Ciarlini contra o caos nos estabelecimentos penais e em resposta ao alerta do CNJ.
A diretora Dinorá se dispôs a mostrar a ÉPOCA que nada ou pouquíssima coisa mudou desde a visita de Joaquim Barbosa à penitenciária. Mal a diretora tinha acabado de se levantar da cadeira de seu escritório para ir ao pavilhão, ela recebeu por telefone uma contraordem da Secretaria Estadual de Justiça. “Não autorizaram sua entrada”, disse Dinora. A decisão vinda de cima é política, e nada tem a ver com medidas de segurança, pois a própria diretora se prontificara a abrir os portões para a visita da reportagem de ÉPOCA.
As artimanhas dos governantes para maquiar números também influenciam o caos penitenciário. O atual governo potiguar diz que a governadora Wilma de Faria (PSB), que comandou o Estado entre 2003 e 2010, criou uma espécie de “presídio no papel”. Sem nenhuma reforma, Wilma simplesmente transformou, numa canetada, delegacias da Polícia Civil em centros de detenção. Atualmente, cerca de 1.430 presos, o que corresponde a 20% da população carcerária, cumprem penas nesses locais, muitas vezes sem banho de sol nem segurança contra fugas.
Vários outros Estados do Nordeste enfrentam situações extremas. Entre eles, Pernambuco, onde houve 98 assassinatos nos presídios entre 2011 e julho de 2013. Lá, o número de presos quase dobrou, chegando a 29 mil. O Rio Grande do Norte vem logo em seguida, com 89% de aumento. É provável que as prisões em massa tenham sido reflexo da explosão de violência na década passada, quando a alta criminalidade migrou do Sudeste para o Nordeste. São Paulo e Rio de Janeiro reduziram consideravelmente os homicídios, ao mesmo tempo que no Nordeste as mortes violentas quase duplicaram – Maranhão e Bahia multiplicaram por quatro seus índices. Assim, Alagoas, Piauí, Maranhão, Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte entraram na lista dos dez Estados mais críticos do país. Para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a elevação de renda atraiu o tráfico de drogas, trazendo a violência em seu rastro.
Os 88.445 presos do Nordeste registrados pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) representam 15% do total de encarcerados do país, 548 mil. Embora a gestão dos sistemas penitenciários caiba aos Estados da federação, é atribuição da União formular políticas criminais e penitenciárias e fomentar a melhoria das condições gerais. O Depen é o responsável ainda por distribuir aos Estados o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). A questão é a importância política que o governo federal está disposto a dar à área, que só tem destaque quando ocorrem tragédias como a de Pedrinhas, no Maranhão, onde presos foram decapitados. Em 2013, o Executivo federal só gastou 19% dos R$ 384 milhões do Funpen, ou R$ 73,6 milhões. Os recursos foram contingenciados para fazer o superavit primário. O Nordeste é a região onde Dilma Rousseff, proporcionalmente, teve mais votos nas últimas eleições. Mesmo que a segurança pública seja da alçada estadual, o governo federal também é responsável pelo atual descalabro. 

  

 

  

   

13 de setembro de 2015 às 9:24

Para ministro da Justiça, não há fatos que justifiquem afastamento de Dilma [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Na contramão do que dizem o vice-presidente Michel Temer (PMDB) e o ex-ministro da Aviação, Moreira Franco (PMDB), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, diz que o Governo Dilma não tem motivo para não seguir até o fim.

Leia entrevista do ministro n’O Globo:
Para ministro da Justiça, não há razão para Dilma não se manter até 2018

José Eduardo Cardozo acusa a oposição de ‘potencializar’ a crise

por JAILTON DE CARVALHO JÚNIA GAMA
  

BRASÍLIA – O Brasil perdeu o grau de investimento, a inflação está elevada, o desemprego aumenta, o dólar está batendo na casa dos R$ 4. Como se chegou a esse cenário?
Não podemos dar ao cenário dimensão maior do que ele tem. Claro que esse indicador da Standard & Poor’s deve ser considerado, mas ele não é inédito na nossa História. Voltamos ao patamar de 2007. O Brasil tem totais condições de superar. É claro que isso exige esforço do governo, diálogo e formação de alternativa. Claro que tem gente que tem interesse em explorar a crise. Mas assumir a bandeira do “quanto pior, melhor” é nocivo ao interesse público.
Quem tem interesse nisso?
Setores da oposição, lideranças que têm buscado potencializar a crise política com objetivo de tirar dividendos. Desde o dia seguinte às eleições, tivemos pedidos de recontagem de votos, acusações de que as eleições tinham sido fraudadas. Todo dia uma situação nessa linha, até que, sem nenhuma fundamentação jurídica, quer se construir um processo de impeachment. Esse tipo de postura não está voltada ao interesse público.
O senhor e a presidente creem que o governo vai chegar até 2018?
Não há nenhuma razão para que ele não chegue até 2018. Um governo que foi eleito democraticamente, só pela via democrática poderia deixar de ser governo. Num sistema presidencialista, é preciso algum fato que justifique o processo de impeachment. Um fato que não existe e não existirá, porque não há nada que possa ser imputado à presidente. Algumas lideranças querem investir na crise para tirar dividendos políticos, partidários e pessoais. Acho triste que pessoas, num momento de crise, apequenem-se.
Foi pedida abertura de inquérito para apurar a conduta do ministro Edinho na campanha presidencial. Como isso pode afetar a presidente?
Não afeta. Aquilo que foi divulgado e que teria ensejado a abertura do inquérito do ministro Edinho não pode ser minimamente imputado à presidente, e me parece de uma inconsistência cabal. Se uma pessoa faz uma notícia de possível irregularidade, abre-se um inquérito. Isso é normal. Não significa denúncia, condenação nem imputação à presidente. Estamos a anos-luz da imputação de algum delito à presidente. Algumas pessoas tentam maximizar isso quando lhes interessa. Mas vejo também líderes da oposição submetidos à idêntica situação e dizem que sobre eles é mero inquérito.
O julgamento das contas de Dilma pelo TCU pode fragilizar a situação?
Não vejo assim. A Advocacia Geral da União já demonstrou que não existe causa para rejeição das contas. Essa mesma operação foi feita por governos anteriores, por Lula e Fernando Henrique, sem nenhuma reprimenda. Se o tribunal concordou, é porque estava certo. Se acha que tem que mudar de posição, que mude. Mas daqui para frente. E essas questões não são imputáveis diretamente à presidente, porque eram outras autoridades que faziam e tomavam essas decisões.
Há uma base indócil, setores do PMDB fazendo oposição e baixa popularidade da presidente. Isso não torna a crise mais preocupante?
Crises governistas são realidade de todo sistema democrático. Tivemos países, como EUA, que tiveram fortíssima crise com o Congresso, o que implicou também rebaixamento de nota pelas mesmas agências. Isso não significou que os EUA não tivessem condições de superar a crise. Digo o mesmo do Brasil. Tivemos processo de crise, é verdade. Agora, isso exige esforço do governo e de todos os setores que têm responsabilidade, para que possamos superá-la. As questões mais importantes do ajuste foram aprovadas. É evidente que há turbulências. São naturais num processo de crise, especialmente num momento em que temos investigação que atinge várias lideranças políticas, da base e da oposição.
Como avalia a atuação do ministro Joaquim Levy (Fazenda), criticado até por petistas?
Não conheço ministro da Justiça, ministro da Fazenda que não seja criticado por todos os lados. O ministro Levy tem tido papel muito importante para o governo. Não se pode deixar de reconhecer seu papel na condução desse processo. É claro que não conseguirá unanimidade. É impossível isso. Mas ele tem desempenhado muito bem suas funções e é um dos grandes nomes do nosso governo.
Muitos dizem que a presidente tem tomado decisões erráticas.
Não vejo decisões erráticas da presidente. Vejo condução firme para tentar encontrar as melhores alternativas para casar as metas, os programas, os compromissos sociais que o governo tem com as necessidades econômicas ditadas pela conjuntura. A presidente tem buscado essas alternativas com sua equipe e o faz com muita determinação. A presidente é muito forte pessoalmente. Ela conduz o governo com muita presença e liderança sobre sua equipe. Ela cresce interiormente nos momentos de crise. Essa é uma característica muito positiva para um líder.

*

Do Blog – Ministro da intimidade de Dilma, tão íntimo ao ponto de ser escolhido para acompanhar a presidente em festas de casamento, o ministro da Justiça pode até pensar diferente. Mas faz o papel dele.

13 de setembro de 2015 às 9:12

Fala PMDB: Depois de Michel Temer, agora é Moreira Franco que diz achar difícil Dilma terminar o mandato [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Ex-ministro da Aviação do Governo Dilma, Moreira Franco é um dos muitos nomes do PMDB que defendem a saída antecipada da presidente Dilma Rousseff do cargo.

Moreira faz parte do círculo de intimidade do vice-presidente Michel Temer, que já falou, ele próprio, que acha difícil Dilma ir até o fim.

O PMDB mostra cada vez mais sua intenção de lutar pelo impeachment da presidente.

A palavra de hoje é a de Moreira Franco.

Que nega articular impeachment, mas não esconde o desejo.

Leia entrevista dele a’O Globo:
Para ex-ministro Moreira Franco, está cada vez mais difícil Dilma terminar o mandato

Político é considerado braço direito das articulações políticas do vice-presidente Michel Temer

Jorge Bastos Moreno
  

BRASÍLIA – Ex-ministro e atual presidente da Fundação Ulysses Guimarães, centro de estudos do PMDB, Moreira Franco, seguiu o vice-presidente Michel Temer e se transformou no segundo membro da cúpula do PMDB a falar que Dilma Rousseff pode não chegar ao fim de seu mandato. 

Apesar disso, negou estar conspirando pelo impeachment dela e atribuiu essa acusação à paranoia do PT. “É uma gente que desconfia de todos, a começar pelo Lula”. Moreira Franco é considerado braço direito das articulações políticas do vice-presidente Michel Temer
É verdade que partem do Planalto, precisamente do gabinete presidencial, as notícias de que o senhor estaria conspirando pelo impeachment da Dilma ?
Se for verdade, é uma profunda injustiça. Fui dos primeiros a apoiá-la na eleição e na reeleição. Enquanto o partido no Rio sustentava o Aécio (Neves) eu vim com o (secretário de governo da cidade do Rio de Janeiro) Pedro Paulo e (o ex-vice-prefeito Carlos Alberto) Muniz trabalhar pela vitória dela. E hoje, na Fundação, produzimos estudos e propostas para superar as consequências dos erros que nos levaram à atual crise econômica.
O que teria levado as pessoas a acharem que o senhor trabalha pelo impeachment?
Quem introduziu o debate sobre o impeachment na agenda foi o próprio governo e, o que é mais grave, em declarações da presidente. O isolamento do comando do governo é de tal dimensão que qualquer ajuda que não seja a aceitação de suas avaliações é vista como conspiração. A dubiedade marca a cobertura que é dada as atuações de Michel (Temer) e do (ministro da Fazenda, Joaquim) Levy. É uma gente que desconfia de todos, a começar pelo Lula.
O senhor tem receios de que a presidente não conclua o mandato?
Tenho! E tenho, também, dentro do possível, procurado colaborar para que isto não ocorra. Mas está cada vez mais difícil. O Palácio não consegue criar uma relação de confiança com seus aliados. Veja: depois de uma reeleição apertada, o ministério foi composto para diminuir a força do PMDB, principal aliado do governo. Ao (ministro das Cidades, Gilberto) Kassab e ao (ex-ministro da Educação) Cid Gomes foram dados o papel de diluir o partido na Câmara. Um erro, temos 50 anos de existência. Não somos amadores.
O ministro Eliseu Padilha diz que o vaso da relação da presidente com o vice não está trincado, mas quebrado. É exagero?
O Eliseu conhece melhor do que ninguém as condições políticas que ele e Michel (Temer) tiveram que conviver no dia a dia da articulação política. Fizeram milagres. Ele sabe o que diz.
O PMDB está dividido ao meio na questão do impeachment?
O PMDB não está dividido e, sim, observando, avaliando. O PMDB tem compromissos com o Brasil e só com o país. Impeachment só é viável quando é a solução indiscutível. Foi assim no (ex-presidente Fernando) Collor e, só quando se chegou a este ponto, o Dr. Ulysses liderou o partido para a solução, unido.

*

Do Blog – Quando Moreira Franco diz que o ministério da nova gestão de Dilma foi composto para diminuir a força do PMDB, ele diz isso preocupado com o Brasil ou com o próprio umbigo?

Porque para o Brasil, importa que o Governo governe; e não que o PMDB governe.

As ações de Governo que interessam à população, não precisam ser assinadas por partido.

No toma-lá dá-cá da política brasileira, o país vai se desmilinguindo e os políticos vão ficando cada vez mais desacreditados.