Thaisa Galvão

2 de abril de 2016 às 20:02

Filha de Temer não atende apelo do pai e deixa PMDB para não perder cargo no governo do PT [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O negócio é cargo.

Que partido que nada.

Leia nota de Luiz Antônio Novaes n’O Globo de hoje:

  

2 de abril de 2016 às 19:04

Caicó: Francielle se filia ao Solidariedade para disputar mais uma vez a Prefeitura [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Ex-candidata à prefeita de Caicó, a fisioterapeuta Francielle Lopes assinou ficha de filiação ao partido Solidariedade para mais uma vez disputar o mandato em outubro próximo.

A ficha de filiação foi chancelada hoje pelo presidente da legenda, deputado Kelps Lima.

“Francielle tem um perfil parecido com os propósitos do Solidariedade. Não tem medo de disputar mandatos eleitorais contra situações adversas, tem experiência em campanha municipal e estadual e construiu um espaço próprio em Caicó, fazendo parte da nova geração de jovens interessada em dar à região do Seridó alternativas de um debate novo, de uma forma nova de fazer política. Além disso, é um quadro técnico, fértil às nossas propostas de gestão pública moderna, uma das grandes bandeiras do Solidariedade no RN”, justificou Kelps.
Francielle foi candidata à deputada em 2014 e apoiou o então candidato ao governo, Robinson Faria.

Servidora da Secretaria estadual de Saúde em Caicó, Francielle pediu exoneração para poder disputar o cargo eletivo.

  

2 de abril de 2016 às 14:22

Lula diz que médicos do Ceará “deveriam ter vergonha na cara” [18] Comentários | Deixe seu comentário.

Em Fortaleza, o ex-presidente Lula deu um baile nos médicos que protestaram, colocando outdoors nas ruas contra sua presença na capital cearense.

“Eles deveriam ter vergonha na cara e deveriam pegar esse dinheiro e fazer como o que eu fiz no meu governo”.

Maasss…não respondeu sobre triplex, sobre sítio nem sobre outras acusações investigadas na lavajato.

Preferiu atacar os médicos.

Médicos que nem são investigados.

Abaixo os outdoors e faixas espalhados nas ruas de Fortaleza.

   
   

2 de abril de 2016 às 14:14

Lula diz em Fortaleza que deve assumir ministério na quinta-feira [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da presença de Lula hoje em Fortaleza:

  
Daniel Rocha
Fotos Fco Fontenele

  

O ex-presidente Lula discursou na manhã deste sábado, 2, durante a manifestação contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Praça do Ferreira, em Fortaleza. Lula questionou o porquê de tanto ódio por parte da oposição contra Dilma. “Será que dói por causa do Pronatec? Por causa das Escolas Técnicas? Por conta do Minha Casa, Minha Vida? Será que é ódio? Eles precisam (oposição) explicar o porquê de tanto ódio conta a primeira mulher a governar esse País”, frisou. Os manifestantes, por sua vez, gritaram em apoio a Dilma, durante o pronunciamento.
Em relação ao Ministério da Casa Civil, o ex-presidente disse: “Se tudo der certo, eu estarei assumindo a casa Civil na quinta-feira”. “Nós temos que falar em crescimento e volto para ajudar a Dilma e andar de mãos dadas com ela e com vocês”, discursou. 
Lula explicou que nenhum dos presentes e manifestantes de todo o País contrários ao afastamento de Dilma é contra o impeachment. Mas quando há base constitucional para o processo.”A companheira Dilma não cometeu nenhum crime de governabilidade. Por isso defender o impeachment é ser golpista”, ressaltou. Além disso, o petista comparou o Golpe Militar, em 1964, com a atual crise política. “Companheiros o que está em jogo nesse instante é o que nós já vimos em 1964”, afirmou.
O ex-presidente criticou a forma, segundo ele, da oposição querer alcançar o poder. Para Lula, isso tem de ser feito por meio da democracia, “disputando as eleições presidenciais”. “Eu sou a experiência disso; disputei muitas eleições. Essa (impeachment da Dilma) é a forma mais vergonhosa de tentar ganhar o mandato”, frisou.
Durante o seu pronunciamento, Lula disse que a ascensão social das classes mais baixas, conquistadas pelo 12 anos de governo do PT, incomoda a oposição. “Eles (oposição) ficam incomodados com a presença do povo em seus restaurantes, no cinema. Eles se incomodam quando pobre anda de avião. Eles não aprenderam a dividir o espaço público com o povo”.
O petista também comentou sobre os outdoors promovidos pelo Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec) e pela Associação Médica Cearense (AMC). “Eles deveriam ter vergonha na cara e deveriam pegar esse dinheiro e fazer com o que eu fiz no meu governo”, criticou. Um dos outdoors, que traz diversas panelas penduradas no equipamento, está localizado na avenida Santos Dumont próximo ao Banco do Brasil com a frase “Lula, é assim que os médicos do Ceará recebem você – menos triplex e sítios, mais saúde”.
Lula terminou o discurso no começo da tarde e saiu da praça com o governador Camilo Santana para um almoço.

2 de abril de 2016 às 13:52

Irmão de Cacau comemora vitória na prova de resistência e pede votos para a BBB potiguar na final de terça-feira [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Em Santa Cruz, a prova de resistência do Big Brother Brasil, vencida por Maria Cláudia, foi acompanhada pela família durante toda a madrugada.
“Nossa…nem me fale, a gente está em êxito. Viramos a noite acompanhando a prova”, disse ao Blog agora há pouco Miguel, de 25 anos, irmão da BBB.

Na casa pequena da família, estavam presentes Miguel, a mãe, Graça Macedo, e muito mais gente. “Minhas tias , amigos, todo mundo junto na minha casa”, disse Miguel, rogando a Deus pelo desempenho final da irmã, o que lhe renderá, caso seja a grande vencedora, o prêmio de um milhão e meio de reais, além de contratos que aparecerão.

Miguel tem certeza que tudo isso vai mudar a vida da família, já que Cacau é muito unida à mãe e aos irmãos.

Ultimamente a BBB mora em Natal com a irmã mais velha e o cunhado.
Segundo Miguel, Cacau foi a última a sair de casa para buscar oportunidades na capital. Ele saiu antes e em Natal é professor particular de Matemática onde a irmã Ana Paula, de 29 anos, é pedagoga.

Antes disso, todos moravam na casa pequena onde Cacau e Miguel dividiam o mesmo quarto.
O pai, Cleodon Gomes, morreu há 5 meses e não acompanhou a nova fase da filha, que sempre focou no sucesso, desde quando foi locutora da Rádio Santa Cruz e virou youtuber com muitos seguidores.

“Não tenho dúvida que isso vai mudar a vida de nossa família em todos os sentidos, financeiramente e profissionalmente”, aposta Miguel, que faz um apelo aos potiguares, para votarem em Cacau na final do BBB.
Para votar, basta entrar no site do GShow –http://gshow.globo.com/realities/bbb/BBB-16 e clicar na candidata do Rio Grande do Norte, que ainda não sabe se disputará a finalíssima com Munik ou Ronan.

“Preferia tirar Munik e sem dúvida prefiro que ela dispute com Ronan. Ele precisa mais e sempre ajudava a Cacau”, disse Miguel, justificando ainda que a torcida de Ronan é bem menor do que a de Munik.
Mas, em relação a torcida, Miguel acredita que a de Cacau tem crescido e vai aumentar ainda mais com o resultado dessa última prova.

“Acredito que daqui para terça-feira a gente consegue uma torcida maior, e
se a gente já não tiver o mesmo número de torcedores de Munik, já tem passado, e a gente vê isso nos comentários da página do BBB e do twitter, que os comentários de Cláudia são sempre os mais curtidos e ela é a mais comentada”, comemora Miguel.

Hoje, com a promessa de chegar ao primeiro lugar, a santacruzense Cláudia já tem garantidos 150 mil reais da segunda colocação, 20 mil reais equivalentes às duas lideranças que conquistou, 2 mil reais de um Anjo, e um carro Fiat Uno zero quilômetro, além de um ano morando de graça em um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, para facilitar a realização de trabalhos que certamente irão aparecer.
Também já para aprovação da BBB, a proposta de um contrato com a empresa de chocolates Cacau Show.

“Estamos muito confiantes”, prevê Miguel, lembrando que além da mudança na vida da família, Santa Cruz também sairá ganhando.
“Santa Cruz vai para o mundo”, espera Miguel.

E a cidade que já se destaca no Estado por ter hoje a maior estátua do mundo, a Santa Rita de Cássia, poderá ter agora a BBB 2016.
E fica a dica do Blog, mesmo para quem não gosta do programa: não custa nada acompanhar a final na terça-feira.
Só para votar em Cacau.
Só para votar no Rio Grande do Norte.

2 de abril de 2016 às 13:05

BBB: Cacau agradece a Deus e pula na piscina antes de ir descansar da prova que durou 12 horas [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Antes de ir descansar depois de vencer a prova de resistência, a finalista Cacau agradeceu a Deus e pulou na piscina.

Clique abaixo e veja o vídeo

http://gshow.globo.com/realities/bbb/BBB-16/agora-na-casa/noticia/2016/04/maria-claudia-pula-na-piscina-e-comemora-obrigada-uhuuul.html

2 de abril de 2016 às 12:59

BBB: Cacau está na final e equipe da TV Globo já está em Santa Cruz [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Santa Cruz comemora a performance da youtuber Maria Cláudia que está na final do BBB 2016.

Uma equipe da Rede Globo já está na cidade e hoje cedo estava no alto do complexo turístico da Santa Rita de Cássia gravando imagens da cidade que será destaque para todo o Brasil na final do programa na terça-feira.

O deputado Tomba Farias, ex-prefeito e marido da prefeita Fernanda Costa festejou no twitter a vitória da ex-funcionária da Rádio Santa Cruz.

  
  

2 de abril de 2016 às 12:54

BBB: Após ganhar prova de resistência Cacau vai dormir [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do GShow:
Maria Claudia pergunta sobre horário e avisa Ronan que vai dormir
Depois de tomar um longo banho de piscina e comemorar por ter sido a última a deixar a prova de resistência, Maria Claudia pergunta a Ronan: 

“Que horas mais ou menos são?”. 

O estudante de Filosofia calcula: “Deve ser meio-dia agora”. 

Eles entram no Quarto Roxo e ela avisa: 

“Vou deitar, tá?”. 

Munik já descansa no cômodo. 

As duas sisters resistiram na última prova do BBB16 por cerca de 12 horas!

  

2 de abril de 2016 às 12:50

Potiguar Cacau vence prova de resistência e está na final do BBB [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do GShow:
Munik desiste e Maria Claudia é a última a deixar a prova de resistência
  
Munik avisa para Maria Claudia que vai desistir da prova. “Estou saindo, Maria Claudia”. Após pouco mais de 12 horas do início da prova, Maria Claudia é a última a deixar a disputa.

Ao entrar na casa, Munik escuta de Maria Claudia: “Tá apertada?”. Munik responde que querer ir ao banheiro nem foi o problema: “Não, tô com muita sede”.

  

2 de abril de 2016 às 11:30

Okamotto quer anulação da operação que volta a investigar crimes em Santo André (SP) [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, foi ligeiro quando se deparou com a Operação Carbono 14, voltando a um assunto difícil de ser digerido pelo PT: a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel.
Mais do que rapidamente Okamotto acionou sua defesa que enviou, ainda ontem, ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), uma reclamação contra o juiz Sergio Moro, que conduz os processos da operação em Curitiba.
Segundo o documento assinado por três advogados de Okamotto, ao autorizar a deflagração da 27ª fase da Lava Jato, a Carbono 14, Moro desrespeitou a decisão proferida na quinta pelo STF segundo a qual o magistrado deve remeter à Corte as investigações contra o ex-presidente Lula, assim como outras apurações ligadas a ele.
A defesa do presidente do Instituto Lula argumenta que a Operação Carbono 14, que levou hoje à prisão o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira, além do empresário ligado ao partido Ronan Maria Pinto, foi baseada nos mesmos inquéritos que deram origem aos mandados de busca e apreensão e condução coercitiva de Okamotto e Lula na 24ª fase da Lava Jato, Aletheia. A 27ª fase da Lava Jato seria, portanto, segundo os advogados, “conexa” à investigação sobre Lula e deveria ter sido remetida ao Supremo.

Okamotto pede a anulação da Operação Carbono 14 e que o STF tome “providências” contra suposto crime de desobediência praticado por Sergio Moro.
Pronto…vai acabar sobrando para Sérgio Moro o crime que nunca foi explicado em Santo André.
A atitude de Okamoto levanta duas opiniões:
O caso envolve Lula (?)…
O ministro Teori é agora o advogado de Lula (?)…

*Com informações da Veja

2 de abril de 2016 às 11:18

Dica para concurseiros: as possíveis grandes oportunidades de 2017 [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Dica para os concurseiros que amargam 2016 sem grandes oportunidades.
Segundo o especialista em concursos e professor de administração financeira e orçamentária do IMP Concursos, Anderson Ferreira, em entrevista ao Correio Braziliense, eis os possíveis editais a serem lançados ano que vem:

Controladoria Geral da União
Tribunal de Contas do DF
Câmara Legislativa do DF
Polícia Federal
Agência Nacional de Águas
Agência Nacional de Transportes Terrestres
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Ministério do Trabalho e Emprego
Secretaria da Fazenda do DF
Tribunal Superior Eleitoral
Superior Tribunal Militar

Para o professor, o que assegura a divulgação de novos concursos é a necessidade de reposição do quadro de servidores de cada órgão. “Mesmo em situações de crise econômica, o Estado precisa funcionar. A Administração Pública não se encontra em momento de expansão, mas necessita da recomposição do seu quadro de servidores, considerando a vacância por aposentadorias e falecimentos”.
Ferreira afirma que a melhor maneira de se preparar hoje, diante da imprecisão do lançamento das seleções, é ter como base o edital passado do concurso que se tem interesse. “O candidato deve focar em uma carreira como, por exemplo, nas áreas administrativa, fiscal, policial ou jurídica e estudar com base nos últimos editais. Cerca de 80% a 90% do conteúdo tende a se repetir. O último regulamento é sempre o ponto de partida para programar os estudos”.

2 de abril de 2016 às 11:06

Ex-prefeito Kerginaldo explica porque renunciou ao cargo e promete voltar aos palanques de Elói de Souza daqui a 4 anos [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O ex-prefeito de Elói de Souza, Kerginaldo Medeiros (PMDB), explicou ao Blog o porquê de sua renúncia na quarta-feira.
Ele disse que quando estava no palanque, na campanha pela reeleição, nos seus discursos ele falava para o vice Grimalde Ferreira (PT) que no dia 31 de março de 2016 renunciaria ao cargo e passaria a Prefeitura a ele, 9 meses antes de concluído o mandato.
E assim foi feito, segundo o prefeito, que disse primar pela palavra.
“Eu podia ter enganado, mentido, mas eu tenho palavra”, disse Kerginaldo, que deixou a Prefeitura, segundo ele, com as contas em dia, servidores e fornecedores com pagamentos feitos, e obras inauguradas com recursos próprios em plena crise.
Kerginaldo ainda saiu festejando com a população o que para ele era um compromisso com o vice. Fez um jantar para 400 pessoas e botou na rua os mesmos artistas que se apresentaram na sua primeira eleição: Dedin Gouveia e Ferro na Boneca.
Kerginaldo disse que além de praças na cidade e na zona rural, deixou as escolas de Elói de Souza todas reformadas e pronta uma sede nova da Prefeitura, que vai ser usada pelo atual prefeito. Tudo com recursos próprios.
O agora ex-prefeito saiu, mas já avisando que pretende voltar.
Na quarta-feira quando falava no palco da festa, disse a Grimalde que cuidasse de fazer a tradicional Festa de Reis, e que se lembrasse que ele só terá 4, pois as próximas será ele, Kerginaldo, quem vai comandar.
Traduzindo, o ex-prefeito quis dizer que Grimalde, candidato à reeleição com seu apoio, terá 4 anos de gestão, já que em outubro próximo estará disputando reeleição, e em 2020 quem estará de volta é ele, Kerginaldo.
O ex-prefeito disse que tem adiantado para a população as suas decisões políticas: na primeira eleição, afirmou no palanque que seria candidato à reeleição, e no palanque da reeleição, adiantou que entregaria a Prefeitura ao vice no dia 31 de março.
Conta inteligente de quem não quer passar 8 anos sem mandato.
Melhor renunciar dentro do prazo da justiça eleitoral para o vice assumir e já se comprometer com a reeleição 9 meses depois, ficando impedido, portanto, de disputar uma nova eleição 4 anos depois.
Perdendo 9 meses, Kerginaldo fica fora da Prefeitura por 4 anos. Se tivesse ido até o fim da gestão, correria o risco de ficar 8 anos, caso o eleito em outubro próximo se reelegesse em 2020.
O ex-prefeito parece se garantir e diz que a receita que deu certo é trabalho: deixou a família em Natal e alugou uma casa na frente da Prefeitura onde morou durante seus mandatos. O resultado fez com que prefeitos de outros municípios lhe procurassem para entender como ele estava driblando a crise.
“A crise não afetou o município de Elói de Souza”, disse Kerginaldo ao Blog, disposto a voltar aos palanques daqui a 4 anos.

2 de abril de 2016 às 6:31

Reportagem de capa da IstoÉ mostra “descontrole” da presidente diante de possivel impeachment [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da IstoÉ:


Uma presidente fora de si


Bastidores do Planalto nos últimos dias mostram que a iminência do afastamento fez com que Dilma perdesse o equilíbrio e as condições emocionais para conduzir o país


Sérgio Pardellas e Débora Bergamasco

  

Os últimos dias no Planalto têm sido marcados por momentos de extrema tensão e absoluta desordem com uma presidente da República dominada por sucessivas explosões nervosas, quando, além de destempero, exibe total desconexão com a realidade do País. Não bastassem as crises moral, política e econômica, Dilma Rousseff perdeu também as condições emocionais para conduzir o governo. Assessores palacianos, mesmo os já acostumados com a descompostura presidencial, andam aturdidos com o seu comportamento às vésperas da votação do impeachment pelo Congresso. Segundo relatos, a mandatária está irascível, fora de si e mais agressiva do que nunca. Lembra o Lula dos grampos em seus impropérios. Na última semana, a presidente mandou eliminar jornais e revistas do seu gabinete. Agora, contenta-se com o clipping resumido por um de seus subordinados. Mesmo assim, dispara palavrões aos borbotões a cada nova e frequente má notícia recebida. Por isso, os mais próximos da presidente têm evitado tecer comentários sobre a evolução do processo de impeachment. Nem com Lula as conversas têm sido amenas. Num de seus acessos recentes, Dilma reclamou dos que classificou de “traidores” e prometeu “vingança”. Numa conversa com um assessor, na semana passada, a presidente investiu pesado contra o juiz Sérgio Moro, da Lava Jato. “Quem esse menino pensa que é? Um dia ele ainda vai pagar pelo quem vem fazendo”, disse. Há duas semanas, ao receber a informação da chamada “delação definitiva” em negociação por executivos da Odebrecht, Dilma teria, segundo o testemunho de um integrante do primeiro escalão do governo, avariado um móvel de seu gabinete, depois de emitir uma série de xingamentos. Para tentar aplacar as crises, cada vez mais recorrentes, a presidente tem sido medicada com dois remédios ministrados a ela desde a eclosão do seu processo de afastamento: rivotril e olanzapina, este último usado para esquizofrenia, mas com efeito calmante. A medicação nem sempre apresenta eficácia, como é possível notar.
  

Em recente viagem a bordo do avião presidencial, um Airbus A319, tripulantes e passageiros ficaram estupefatos com outro surto de Dilma. Depois de uma forte turbulência, a presidente invadiu a cabine do piloto aos berros: “Você está maluco? Vai se f…! É a presidente que está aqui. O que está acontecendo?”, vociferou. Não seria a primeira vez que Dilma perdia o equilíbrio durante um vôo oficial. No final de janeiro, o avião da presidente despencou 100 metros, enquanto passava pela região entre a floresta Amazônica e o Acre. O piloto preparava-se para pousar em Quito, no Equador. Devido ao tranco mais brusco, Marco Aurélio Garcia, assessor especial, acabou banhado de vinho e uma ajudante de ordens bateu levemente com a cabeça no teto da aeronave. Copos e pratos foram ao chão, mas ninguém se machucou. A presidente saiu de si. Na sequência do incidente, tratou de cobrar satisfações do piloto. Aos gritos. “Não te falei para não pegar esse trajeto? Quer que eu morra de susto, cace…?”. Os desvarios de Dilma durante os vôos já lhe renderam uma reclamação formal. Em carta, a Aeronáutica pediu para que a presidente não formulasse tantas perguntas sobre trajetos e condições climáticas nem adentrasse repentinamente às cabines para não tirar a concentração dos pilotos. A presidente não demonstra paciência nem mesmo para esperar o avião presidencial seguir o procedimento usual de taxiamento. 

Um de seus assessores lembra que, certa feita, Dilma chegou a determinar à Aeronáutica que reservasse uma pista exclusiva para a decolagem de sua aeronave. Com isso, outros aviões na dianteira tiveram de esperar na fila por horas.

O modelo consagrado pela renomada psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross descreve cinco estágios pelo qual as pessoas atravessam ao lidar com a perda ou a proximidade dela. São eles a negação, a raiva, a negociação, a depressão e a aceitação. Por ora, Dilma oscila entre os dois primeiros estágios. Além dos surtos de raiva, a presidente, segundo relatos de seus auxiliares, apresenta uma espécie de negação da realidade. Na semana passada, um presidente de uma instituição estatal foi chamado por Dilma para despachar assuntos de sua pasta. Chegou ao Palácio do Planalto, subiu ao terceiro andar e falaram longamente acerca da saúde da empresa e especialmente sobre a economia do Brasil e o contexto internacional. Ao final da conversa, observando o visível abatimento do executivo, Dilma quis saber: “Por que você está cabisbaixo?”. Franco, ele revelou sua preocupação com o cenário de impeachment que se desenhava, especialmente com o então iminente rompimento do PMDB. Ao ouvir a angústia do seu subordinado, que não está há muito tempo à frente da empresa, Dilma teve uma reação que tem se repetido sistematicamente: descartou totalmente a hipótese do seu impedimento. Ela exclamou: “Imagine, nada disso vai acontecer. Já temos garantidos 250 votos na Câmara”. O executivo tentou argumentar, mas foi novamente interrompido. A petista avaliou ser “até melhor” o rompimento com o PMDB, assim teriam a chance de “refundar” o governo. O presidente da instituição deixou a conversa completamente atônito. Considerou inacreditável a avaliação da chefe do Executivo.
   
   
Outro interlocutor freqüente diz que a desaprovação recorde junto aos eleitores é vista como mero detalhe pela presidente. “Que falta faz um João Santana”, disse referindo-se ao marqueteiro preso e, principalmente, conselheiro para todas as horas. Aos integrantes do núcleo político, Dilma deixa transparecer que não lhe importa mais a opinião pública. Seu objetivo é seguir no posto a todo e qualquer custo e, se lograr êxito, punir aqueles que considera hoje seus mais ferozes inimigos. Especialmente os do Congresso. Na tática do desespero oferece cargos e verbas para angariar apoios à sua causa, não se importando com o estouro do orçamento e muito menos com o processo sobre suas contas abertos nos órgãos de fiscalização e controle, como o TCU. Na quarta-feira 30, chegou ao cúmulo de sugerir uma audiência com Valdemar Costa Neto, do PR, para oferecer-lhe a indicação do ministério de Minas e Energia. Ocorre que, hoje, Costa Neto apresenta dificuldades e limites de locomoção devido ao uso de uma tornozeleira. Depois da gafe, o jeito foi recorrer a emissários.
É bem verdade que Dilma nunca se caracterizou por ser uma pessoa lhana no trato com os subordinados. Mas não precisa ser psicanalista para perceber que, nas últimas semanas, a presidente desmantelou-se emocionalmente. Um governante, ou mesmo um líder, é colocado à prova exatamente nas crises. E, hoje, ela não é nem uma coisa nem outra. A autoridade se esvai quando seu exercício exige exacerbar no tom, com gritos, berros e ofensas. Helmuth von Moltke, chefe do Estado-Maior do Exército prussiano, depois de aposentado, concedeu uma entrevista que deveria servir de exemplo para governantes que se pretendam grandes líderes. Perguntado como se sentia como um general invicto e o mais bem-sucedido militar da segunda metade do século XIX, Moltke respondeu de pronto: “Não se pode dizer que sou o mais bem-sucedido. Só se pode dizer isso de um grande general, quando ele foi testado na derrota e na retirada. Aí se mostram os grandes generais, os grandes líderes e os grandes estadistas”. Na retirada, Dilma sucumbiu ao teste a que Moltke se refere. Os surtos, os seguidos destemperos e a negação da realidade revelam uma presidente completamente fora do eixo e incapaz de gerir o País.
  

A maneira temperamental de lidar com as situações não é nova, embora tenha se agravado nas últimas semanas. Desde o primeiro mandato de Dilma, um importante assessor palaciano dedicou-se a registrar num livro de capa preta as reprimendas aplicadas por Dilma em seus subordinados. Ele deixou o governo recentemente por não aturar mais os insultos da presidente. A maioria injustificável, em sua visão. No caderno, anotou mais de 80 casos ocorridos entre 2010 e 2016. Entre eles, há o de um motorista que largou o automóvel presidencial no meio da Esplanada dos Ministérios depois de ser ofendido compulsivamente pela presidente e ameaçado de demissão por causa de um atraso. “Você não percebeu que não posso atrasar, seu m…Ande logo com isso senão está no olho da rua”, atacou Dilma. Consta também das anotações os três pedidos de demissão de Anderson Dornelles, que deixou o Planalto no último mês sob fortes suspeitas de ser sócio oculto de um bar localizado no estádio Beira-Rio de propriedade da Andrade Gutierrez. Nas vezes em que ameaçou deixar o governo, alegou cansaço dos destratos da presidente. “Menino, você não faz nada direito!”, afirmou ela numa das brigas. O ministro da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, também já experimentou a fúria da presidente. A irritação, neste caso, derivou das revelações feitas pelo empresário Ricardo Pessoa, da UTC, sobre as doações a sua campanha à reeleição em 2014. Participaram dessa reunião convocada pela presidente, além de Cardozo, os ministros Aloizio Mercadante, Edinho Silva e o assessor especial Giles Azevedo. Na frente de todos, Dilma cobrou Cardozo por não ter evitado que as revelações de Ricardo Pessoa se tornassem públicas dias antes de sua visita oficial aos Estados Unidos, quando buscava notícias positivas para reagir à crise. “Você não poderia ter pedido ao Teori (Zavascki) para aguardar quatro ou cinco dias para homologar a delação?”, perguntou Dilma referindo-se ao ministro que conduz os processos da Lava Jato no STF. “Cardozo, você fodeu a minha viagem”, bradou a presidente.
 

O episódio envolvendo Cardozo, no entanto, pode ser considerado até brando se comparado às situações enfrentadas por duas ex-ministras do governo, Maria do Rosário e Ideli Salvatti. Em 2011, ao debater com Rosário o andamento dos trabalhos da Comissão da Verdade, àquela altura prestes a ser criada pelo Congresso para esclarecer casos de violação de direitos humanos durante a ditadura militar, Dilma perdeu as estribeiras: “Cale sua boca. Você não entende disso. Só fala besteira”. Já Ideli conheceu o despautério da presidente logo no dia seguinte à sua nomeação para as Relações Institucionais. Quando ainda devorava jornais, Dilma leu uma reportagem em que a titular da pasta fazia considerações sobre os desafios do novo trabalho. Não gostou e deixou clara sua insatisfação: “Ideli, se na primeira coletiva você já disse bobagens, imagine nas próximas”.
  
Publicamente, a presidente tenta disfarçar seu estado de ânimo atual. Mas nem sempre é possível deixar transparecer serenidade quando, por dentro, os nervos estão à flor da pele. Seus últimos discursos refletem a tensão reinante nos corredores do Palácio do Planalto. Na quarta-feira 30, Dilma converteu o evento de entrega de moradias da terceira fase do Minha Casa Minha Vida em um palanque contra o impeachment. Na cerimônia, estiveram presentes integrantes de movimentos sociais, como o MST. Os representantes, —muitos deles chamados de última hora já que nenhum governador se dignou a ir e, dos 300 prefeitos convocados, só oito compareceram —, foram acomodados em lugares destinados a convidados, onde entoaram gritos de guerra pró-governo mesmo antes de o evento começar. Os presentes chamaram o juiz Sérgio Moro, o vice Michel Temer e a OAB de “golpistas” e bradaram o já tradicional “não vai ter golpe”. Detalhe: o coro foi puxado pela militante travestida de presidente da República.
  
Durante a campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff pagou para seus marqueteiros desenvolverem e disseminarem o nocivo “discurso do medo”. Espalhou o pavor entre os brasileiros mais carentes dizendo que, se seus concorrentes Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (na época no PSB) ganhassem a eleição, os programas sociais estariam em risco. Funcionou. Hoje, cara a cara com o impeachment, ela coloca sua tropa de choque novamente para atemorizar a população. Disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), na última segunda-feira: “Programas sociais como Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Fies e tantos outros que beneficiam os mais pobres correm sério risco de sofrer corte caso a presidente Dilma seja impedida de continuar seu governo”.
Não bastasse a repetição da retórica cretina da campanha eleitoral, a presidente disse nos últimos dias que o que está se vendo o País é um verdadeiro “nazismo”, sem lembrar que o discurso do “nós contra eles” foi gestado e cultivado por sua equipe. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, foi na mesma toada ao tentar reverter a posição do governo de incitador de ódio para pacificador: “Nós vamos baixar o tom ou esperar o primeiro cadáver?”. Sem mencionar, é claro, provocações até do presidente do PT, Rui Falcão, que no twitter escreveu recentemente: “Queremos a paz, mas não tememos a guerra”. Ou as palavras de Guilherme Boulos, coordenador do MTST, que disse que se o impeachment for efetivado ou Lula for preso, o Brasil seria “incendiado por greves, ocupações e mobilizações” e que “Não haverá um dia de paz do Brasil”.
  

As diabruras de “Maria, a Louca”




Não é exclusividade de nosso tempo e nem de nossas cercanias que, na iminência de perder o poder, governantes ajam de maneira ensandecida e passem a negar a realidade. No século 18, o renomado psiquiatra britânico Francis Willis se especializou no acompanhamento de imperadores e mandatários que perderam o controle mental em momentos de crise política e chegou a desenvolver um método terapêutico composto por “remédios evacuantes” para tratar desses casos. Sua fórmula, no entanto, pouco resultado obteve com a paciente Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana de Bragança, que a história registra como “Maria I, a Louca”. Foi a primeira mulher a sentar-se no trono de Portugal e, por decorrência geopolítica, a primeira rainha do Brasil. O psiquiatra observou que os sintomas de sandice e de negação da realidade manifestados por Maria I se agravaram na medida em que ela era colocada sob forte pressão. “Maria I, a Louca”, por exemplo, dizia ver o “corpo” de seu “pai ardendo feito carvão”, quando adversários políticos da Casa de Bragança tentavam alijá-la do poder. Nesses momentos, seus atos de governo denotavam desatino, como relatou doutor Willis: “proibir a produção de vinho do Porto na cidade do Porto”. Diante desse quadro, era preciso que ocorresse o seu “impedimento na Coroa”. Quanto mais pressão, mais a sua consciência se obnubilava, até que finalmente foi “impedida de qualquer ato na Corte”. Já com o filho Dom João VI no comando de Portugal, “Maria I, a Louca” veio às pressas para o Rio de Janeiro com a Família Real diante da invasão de Portugal. Aqui, ela tinha por hábito usar longos vestidos pretos e passava horas correndo pelos corredores palacianos gritando palavrões desconexos. Costumava acordar na madrugada e “berrava para seres imaginários descerem do Pão de Açúcar” porque nele “morava o diabo”. A sua derradeira frase em território lusitano pode ser interpretada como faísca de lucidez na loucura: “Não corram tanto, vão pensar que estamos sendo tocados ou que estamos fugindo”.

Antonio Carlos Prado
Fotos: Adriano Machado, Claudio Belli/Valor; Adriano Machado/Ag. Istoé; CELSO JUNIOR/AE; EPITACIO PESSOA/AE, Marcelo Camargo/Agência Brasil, Givaldo Barbosa/Agência O Globo