Thaisa Galvão

22 de janeiro de 2017 às 19:32

Tubulação do túnel da Mor Gouveia rompe e provoca alagamento em Natal [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Imagens do túnel da avenida Capitão Mor Gouveia, em Natal.

Com a forte chuva de hoje a tubulação foi rompida provocando alagamento.

22 de janeiro de 2017 às 17:19

Forças Armadas timidamente nas ruas e 4 dias sem ônibus em Natal [0] Comentários | Deixe seu comentário.

SAo contrário da operação Potiguar 1, com o Exército nas ruas de Natal quando a bandidagem reagiu à instalação de bloqueadores de celulares em presídios do RN, a presença das Forças Armadas hoje é tímida.
A operação de agora, denominada Potiguar 2, apesar dos 1845 homens designados para Natal e cidades do interior, não tem tido a mesma visibilidade da anterior.
Talvez por isso as empresas de transporte público não tenham ainda se sentido seguras para colocar os ônibus nas ruas.

Na crise anterior os ônibus eram queimados nas ruas, e agora chegaram a ser incendiado nas garagens.

São 4 dias sem ônibus em Natal.

22 de janeiro de 2017 às 13:09

Conspirações e fatos sobre a morte do relator da lava jato no STF, ministro Teori Zavascki [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do G1
Acidente com Teori Zavascki: veja ‘teorias da conspiração’ levantadas em redes sociais e o que se sabe até agora
Saiba o que foi confirmado, o que está sendo investigado e o que já foi descartado com relação a perguntas e boatos que circulam na internet sobre o acidente.

Após a morte do ministro Teori Zavascki e de mais quatro pessoas na queda de um avião no litoral do Rio de Janeiro, na tarde de quinta-feira (19), várias questões sobre o acidente foram levantadas em redes sociais. Muitas destas perguntas e “teorias da conspiração” são baseadas em informações incorretas e já podem ser descartadas. Outras apontam circunstâncias que ainda são investigadas.

Para separar os boatos das informações confirmadas e entender tudo o que se sabe e o que falta saber sobre a investigação, veja a lista de perguntas e respostas abaixo.

A Infraero informou que a aeronave prefixo PR-SOM, modelo Hawker Beechcraft King Air C90, decolou às 13h01 do Campo de Marte, na capital paulista. O avião é de pequeno porte e tem capacidade para oito pessoas. 

A queda ocorreu por volta das 13h45, quando o bimotor estava a 4 km de distância da pista do aeroporto da cidade fluminense.

O Ministério Público, a Polícia Federal e um órgão de investigação da Aeronáutica apuram as causas do acidente.

A Polícia Federal iniciou, em Paraty (RJ), buscas por câmeras de segurança que tenham feito imagens da queda do avião em que estava o ministro Teori Zavascki. 

A PF também quer imagens dos minutos que antecederam o acidente. 

O objetivo é verificar, com os vídeos, se a aeronave apresentava algum problema quando caiu no mar.

Pergunta: O filho de Teori postou um “recado” sobre “movimentos para frear a Lava Jato” antes do acidente?

Resposta: SIM

Uma mensagem postada em maio de 2016 por Francisco Prehn Zavascki, filho de Teori, voltou a circular nas redes sociais após a morte do ministro. 

Ele citou “movimentos para frear a Lava Jato” e falou da possiblidade de “algo acontecer com alguém da minha família”.
Em maio, ele escreveu: “É óbvio que há movimentos dos mais variados tipos para frear a Lava Jato. Penso que é até infantil que não há, isto é, que criminosos do pior tipo (conforme MPF afirma) simplesmente resolveram se submeter à lei! Acredito que a Lei e as instituições vão vencer. Porém, alerto: se algo acontecer com alguém da minha família, vocês já sabem onde procurar…! Fica o recado!”
Em maio de 2016 houve um grande avanço na Operação Lava Jato: a Andrade Gutierrez tinha fechado o maior acordo de leniência no caso até aquele momento. A empresa aceitou pagar R$ 1 bilhão em multas, além de garantir a colaboração em todas as investigações de corrupção que possa estar envolvida.

Pergunta: O filho de Teori afirmou que a queda do avião foi um ato de sabotagem?

Resposta: NÃO

Após o acidente, na quinta-feira (19), Francisco Zavascki afirmou à Agência Brasil que descartava, no momento, sabotagem no acidente aéreo. 

“Eu realmente temia, mas agora isso não está passando pela cabeça de ninguém. Acho que fatalidades acontecem. Paraty, chuva. O avião arremeteu, e é isso aí. Deu zebra”.
Indagado a respeito das especulações sobre a morte do pai pelo G1 na sexta-feira (20), Francisco afirma que “seria leviano” fazer qualquer conclusão, e deixa para a investigação concluir as circunstâncias da queda do avião. 

Entretanto, afirmou: “não gostaria de ser órfão de um pai assassinado”.

“Seria muito ruim para o país, extremamente pernicioso, que se imagine que um ministro foi assassinado. Que um juiz, seja ele de primeira instância, seja ele do Supremo Tribunal Federal, seja assassinado por causa de um processo que julgue”, afirmou para, então, finalizar com a afirmação que “eu torço para que tenha sido uma fatalidade, que tenha chegado a hora dele”.

Pergunta: Havia documentos da Lava Jato no avião?

Resposta: NÃO HÁ INFORMAÇÃO QUE INDIQUE ISTO

Mensagens em redes sociais dizem que Teori Zavascki estaria levando na aeronave vários documentos da Lava Jato e o acidente teria feito que estes papeis também tenham se perdido, prejudicando o processo. 

Esta informação não tem nenhuma confirmação em fontes oficiais. Nem as buscas indicaram que foram encontrados ou podem haver documentos no mar e nem o STF disse que documentos foram perdidos.

Pergunta: Uma foto do modelo da aeronave foi acessada várias vezes antes do acidente?

Resposta: SIM

O site Jet Photos, que tem um banco de imagem de aeronaves, indica que uma foto do Hawker Beechcraft King Air C90 foi acessada quase duas mil vezes no dia 3 de janeiro. O número de acessos foge da média dos dias anteriores, de 0 a 3 cliques. Porém, trata-se apenas de um site de fotos, que não indica deslocamentos passados nem futuros das aeronaves. 

Por isso, não faz sentido dizer que o alto número de acessos indica que alguém estivesse “seguindo” a aeronave. 

Também não faz sentido dizer que os acessos visavam a conhecer detalhes técnicos do avião, porque o modelo é altamente conhecido no mercado. 

Para a PF, a possibilidade é que no dia tenha havido algum anúncio ou alguma promoção de voo. Esta tabela está sendo muito compartilhada em redes sociais sugerindo que o avião estava sendo monitorado para uma suposta sabotagem (clique para ver o site).

Pergunta: O que este número de acessos no site indica?

Resposta: ESTÁ SENDO INVESTIGADO. COMO É APENAS UM SITE DE FOTOS, PF INVESTIGA SE HOUVE ALGUMA PROMOÇÃO NAQUELE DIA

O pico de acessos está sendo investigado pela polícia, mas não necessariamente como um fato ligado a um suposto monitoramento do bimotor. 

A Polícia Federal disse ao G1: “De fato, a foto na base de dados do avião foi acessada várias vezes, mas não dá para dizer que o avião estava sendo seguido. A PF vai investigar o motivo, mas uma das possibilidades pode ter sido a publicação de algum anúncio ou alguma promoção de voo.”

Pergunta: A Polícia Federal recolheu as imagens da câmera de vigilância do hangar?

Resposta: SIM

A informação de que a PF recolheu as gravações do hangar no Campo de Marte, em SP, que abrigava o bimotor, foi compartilhada por alguns internautas em redes sociais em tom de “suspeita”, como se fosse uma retirada irregular. 

Os policiais realmente desmontaram o sistema de segurança e levaram o gravador, conforme relatado ao Jornal Nacional. Mas as imagens foram recolhidas de maneira legal, pois fazem parte do inquérito policial instaurado em Angra dos Reis, e o material será analisado na investigação.

Pergunta: Teori é citado como “um cara fechado” em áudio da Lava Jato?

Resposta: SIM

O ministro foi citado em uma gravação que faz parte da Lava Jato e mostra um diálogo entre o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. 

Veja o que eles disseram:

MACHADO – Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.

JUCÁ – Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara… Burocrata da… Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].

PERGUNTA: O que Romero Jucá disse após a divulgação do áudio?

RESPOSTA: Que a conversa foi mostrada “fora de contexto”.

Em entrevista após a divulgação do áudio, Jucá dise que não tem “nada a temer” e que não deve “nada a ninguém”. 

Ele disse também que o diálogo faz parte de uma conversa extensa e que o que foi divulgado são “frases soltas”. “Não estou dizendo que houve descontextualização de tudo. As frases que estão ali, são frases que, dentro do contexto da economia e da política, eu tenho repetido isso abertamente”, afirmou.

PERGUNTA: O que ele disse após o acidente?

RESPOSTA: Romero Jucá publicou uma nota de pesar. Leia a nota: “O falecimento do ministro Teori Zavascki é uma grande perda para o País, em especial para a justiça brasileira. O ministro sempre desempenhou um trabalho com precisão técnica e discrição necessária. Todos nós lamentamos a perda e estamos solidários à família, amigos e admiradores”.

Pergunta: Um “sargento” deu orientações erradas ao piloto e foi “solto em tempo recorde”?

Resposta: COMPLETAMENTE FALSO

Uma mensagem compartilhada principalmente no Whatsapp cita um suposto sargento que teria orientado o piloto do avião, em conversa por rádio, a descer a uma altura não recomendável. Esta orientação teria levado a aeronave a cair. 

Além disso, a mensagem indica que o suposto sargento chegou até a ser preso, mas foi “solto em tempo recorde com base em habeas corpus emitido pelo ministro Lewandowski”. 

Não há registro da suposta prisão nem do habeas corpus citado.

Além das respostas sobre teorias compartilhadas em redes sociais acima, leia abaixo as principais perguntas e respostas sobre o acidente:

Quem são as vítimas?

– Teori Zavascki, ministro do Supremo Tribunal Federal

– Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, empresário

– Osmar Rodrigues, piloto do avião

– Maira Lidiane Panas Helatczuk, massoterapeuta de Filgueiras

– Maria Ilda Panas, mãe de Maira

As identidades das duas mulheres foram confirmadas pelo Hotel Emiliano, o proprietário do avião, nesta sexta-feira (20).

Quais as circunstâncias da queda?

Ainda não está totalmente claro o que ocorreu. Chovia bastante no momento do acidente, segundo imagens de radar. O mau tempo é um fator que pode comprometer a aproximação do aeroporto de Paraty, em que as aterrissagens só podem acontecer em condição visual.

A engenheira Rachel Schneider, que estava num barco de turismo, disse que viu o avião bater com uma das asas na água. “Nesse momento que a gente viu o avião passando, ele estava fazendo uma curva e uma curva muito acentuada”, afirmou Rachel ao Bom Dia Rio. “Até falamos: nossa, está esquisito, esse avião está muito baixo. […] Não explodiu, só fez uma curva muito acentuada e a asa, foi a asa que bateu [no mar].”
Outra testemunha disse que não ouviu nenhum barulho na hora da queda. 

“Só senti um cheiro forte de gasolina. Logo que o avião caiu, já estavam fazendo o resgate, e uma pessoa que estava dentro do avião estava viva pedindo socorro. As pessoas tentaram socorrer, mas não deu tempo”, lamentou Rosália Ramos Lima, dona de uma pousada na Ilha Rasa, que fica perto do local do acidente.

Quais as características do aeroporto?

O aeroporto de Paraty é rudimentar quando comparado com aeroportos convencionais. Há no lugar, basicamente, uma pista de pouso. O aeroporto não tem torre de controle nem equipamentos que permitam pousos por instrumentos, condição em que os aparelhos orientam o piloto sobre qual altitude, inclinação e velocidade ter nos momentos anteriores à aterrisagem. Tampouco há carta de navegação, algo obrigatório em aeroportos com auxílio de instrumentos.

Qual era a situação da aeronave?

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a documentação da aeronave estava regular. O certificado era válido até abril de 2022, e inspeção da manutenção (anual) estava válida até abril de 2017.

A aeronave tinha caixa-preta?

Sim. A FAB informou que o avião tinha um equipamento chamado “voice recorder”, ou seja, um gravador de voz. O equipamento foi recuperado. Ele pode ser fundamental para esclarecer o que provocou a queda do avião. O equipamento passará por perícia para que os investigadores descubram se ele estava ligado e registrou conversas durante o voo.

Aviões particulares de pequeno porte, como King Air, não são obrigados a ter esse tipo de equipamento. 

Tanto que a aeronave não tinha o outro gravador encontrado obrigatório em aviões de grande porte, o Flight Data Recorder (FDR), ou gravador de dados de voo, que monitora o comportamento dos sistemas do avião.

Quem era o dono do avião?

A aeronave estava registrada no nome da empresa Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleira, que pertence a Carlos Alberto Fernandes Filgueiras. O Grupo Emiliano tem uma rede de hotéis de luxo, com uma unidade em São Paulo e outra no Rio. Filgueiras era amigo do ministro Teori Zavascki.

O que dizem especialistas em aviação?

Gustavo Cunha Mello, especialista em gerenciamento de risco, disse ao Bom Dia Brasil que é possível que o piloto tenha sofrido desorientação espacial, fenômeno no qual o comandante perde a noção de onde está a superfície.

“Claro que todo acidente tem uma série de fatores contribuintes, mas o principal, que deve estar no radar do Cenipa [Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos], é a perda de orientação espacial para que ele possa ter tocado a ponta da asa no oceano.”
Especialistas ouvidos pelo Jornal Nacional acreditam que a possiblidade de uma pane é a menos provável. Para eles, a pouca visibilidade por causa do mau tempo pode ter contribuído para a queda do avião.

“Aparentemente, o teto trava acima e a visibilidade trava, devia estar acima de cinco quilômetros. Só que você pode ter uma situação em que você tem chuva. Se uma chuva mais forte, não precisa ser de grande intensidade, mas uma chuva forte, durante pouco tempo, pode fazer com que desapareça o horizonte”, explicou Jorge Eduardo Leal Medeiros, engenheiro aeronáutico e professor da Poli-USP.
Uma testemunha contou que o avião chegou a arremeter. O acidente teria acontecido na segunda tentativa de pousar. 

“O procedimento correto é fazer uma arremetida quando está numa situação onde não está confortável, onde identifica um problema, seja no aeroporto, seja na aeronave, arremete. Agora, o que não se sabe é que dentro desse período da aproximação e arremetida o que aconteceu”, disse o piloto Adriano Castanho, diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

O que se sabe sobre o piloto?

O piloto Osmar Rodrigues era “muito cuidadoso” e chegou a dar palestra para outros pilotos sobre como fazer a rota São Paulo-Paraty, segundo informações do Bom Dia Brasil. Rodrigues tinha 56 anos.

No ano passado, Rodrigues foi palestrante no Campo de Marte, em São Paulo, em um fórum para pilotos de aviação executiva. Fernando Guimarães, dono do Hangar Tag, disse que o piloto conhecido pelos amigos como “Mazinho” foi escolhido por ser o mais experiente para falar sobre os desafios de um voo para Paraty.

“Ele falou pra gente foi isso: ‘O segredo é vocês não abusarem, saibam dizer não pro patrão de vocês, a visibilidade tá ruim, arremeta, não vá. Se tem chuva, desvie…'”, relatou Guimarães.

Quem conduzirá as investigações?

A apuração das razões técnicas que contribuíram para o acidente, como a influência do mau tempo, da aeronave e do piloto, ficam a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que esteve no local da queda na quinta-feira.

Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) irão apurar se houve eventual intenção deliberada de derrubar o avião.

O MPF de Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, abriu inquérito a respeito. A responsável é a procuradora da República Cristina Nascimento de Melo.

Na PF, o inquérito está sob responsabilidade do delegado chefe da corporação em Angra, Adriano Antonio Soares. 

O policial aguarda a chegada em Angra de um grupo da PF de Brasília, especializado em acidentes aéreos.

Qual é o prazo da investigação técnica e quais são as etapas?

O tenente-coronel da reserva da Aeronáutica Luiz Alberto Bohrer disse ao Jornal Nacional que uma investigação não tem um prazo pré-determinado.

“Não existe um padrão, tanto que a legislação antiga nossa estabelecia 30 dias, aí o investigador tinha que pedir renovação, o que era um absurdo. Em 30 dias não se analisa nem declarações de testemunha. Então, as investigações, o prazo legal previsto desapareceu”, disse.

Uma investigação começa com a seleção de testemunhas: coleta de dados no local e análise dos destroços. 

Os investigadores buscam indícios de falhas, levantam hipóteses sobre a performance do avião nos momentos finais do voo, fotografam detalhes e retiram partes do avião.

Depois, vem a fase de análise dos dados, de informações médicas e psicológicas dos pilotos, da rota de voo, da meteorologia. 

Ao longo dos trabalhos, outros profissionais – pilotos, engenheiros, médicos, psicólogos, mecânicos – poderão ser chamados para se juntar à comissão.

“Aí depois que termina isso daí tem que ser feito o parecer, tem que se analisar tudo isso, porque pode ter uma quebra, uma falha, mas que não teve papel importante no acidente. Aí o investigador ou a comissão de investigação junta todos os laudos parciais, faz o laudo final. Aí vem a palavra final que representa o governo brasileiro que diz o acidente aconteceu por causa disto. Aí este relatório depois que é feito, é entregue, podemos dizer: a investigação está concluída”, explicou Bohrer.

22 de janeiro de 2017 às 4:31

A vez de Padilha [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Mais um abacaxi para o presidente Temer descascar…

Da Folha:
Eliseu Padilha é alvo de ação no RS por receber dinheiro de universidade
FELIPE BÄCHTOLD

DE SÃO PAULO

Pagamentos milionários de uma universidade privada do Rio Grande do Sul a empresas de consultoria do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) estão no centro de uma ação de improbidade na qual ele é réu na Justiça Federal.
Padilha tenta suspender a tramitação do processo, em que ele é acusado de beneficiar a Ulbra (Universidade Luterana do Brasil) na época em que exercia mandato de deputado federal.
Duas empresas dele, chamadas Rubi e Fonte, receberam na década passada da instituição de ensino R$ 3,9 milhões (R$ 7 milhões em valores corrigidos). Uma auditoria na universidade não encontrou documentos comprovando a prestação de serviços de consultoria.
A defesa do ministro peemedebista argumentou, já na segunda instância federal, que o Ministério Público Federal não tinha competência para propor a ação e que o caso não envolvia a União.
Em outubro, os juízes do Tribunal Regional Federal rejeitaram pela segunda vez contestação do ministro. No mês passado, o tribunal determinou que o pedido de contestação fosse encaminhado a uma instância superior.
O ministro e testemunhas foram ouvidos no ano passado. As partes envolvidas já entregaram suas alegações finais na ação de improbidade, e o caso consta como pronto para sentença.
O Ministério Público Federal diz que o acordo entre uma universidade concessionária de serviço público e um deputado no exercício do mandato atenta contra a administração pública e acusa o hoje ministro de indicar pessoas para a concessão de bolsas.
Se for condenado, Padilha pode ser obrigado a devolver o dinheiro e a ter direitos políticos suspensos, a partir do momento em que não houver mais recursos.
FILANTROPIA
Na década passada, a universidade tentava reaver um certificado de filantropia que garante isenção de impostos.
No depoimento, Padilha disse que prestou consultoria para a implantação de polos de ensino à distância pelo país. O último contrato foi rompido em 2008.
Ele disse que, como tinha sido ministro anteriormente -comandou os Transportes no governo Fernando Henrique Cardoso- tinha experiência e sabia para que regiões direcionar as atividades da universidade.
O ministro confirmou que, em uma ocasião, chegou a pedir ao Conselho Nacional de Assistência Social que fosse colocado na pauta um processo que poderia beneficiar a Ulbra, mas diz ter feito isso “como parlamentar” em defesa dos interesses do Estado, de modo voluntário.
O recebimento dos valores por Padilha chegou a virar um inquérito no Supremo Tribunal Federal, arquivado em 2014 por falta de provas.
O despacho de arquivamento falava que era “notória a indefinição e generalidade” dos serviços contratados pela universidade, a ponto de nem o reitor saber informar a natureza do trabalho.
A Procuradoria-Geral da República, no entanto, não viu elementos que provassem tráfico de influência.
Na acusação que tramita no Rio Grande do Sul, o Ministério Público Federal questiona o fato de as notas fiscais emitidas pelas empresas na consultoria serem sequenciais.
Também afirma que o hoje ministro promoveu na Câmara uma homenagem para a Ulbra, na época em que sua consultoria era remunerada, e diz que ele articulou uma reunião entre representantes do Ministério da Fazenda e da universidade para discutir as dificuldades financeiras da instituição.
A Ulbra passou por uma grave crise e foi alvo de execução fiscal.
Também são réus na ação o ex-reitor Ruben Becker e um antigo sócio de Padilha, Luiz Alberto Rosa.
Por não envolver a esfera penal, esse tipo de ação pode tramitar na primeira instância e independe do foro privilegiado do ministro.
Um dos mais poderosos ministros de Temer, Padilha também se vê sob ameaça da Operação Lava Jato. Na delação do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho, revelada em dezembro, ele foi citado 45 vezes.
OUTRO LADO
Procurada, a Casa Civil informou, via assessoria, que o posicionamento do ministro sobre o assunto está “nos autos do processo”.
Na segunda instância, a defesa sustentou que a ação se baseia em provas que já foram consideradas nulas, como gravações telefônicas.
No depoimento, em 2016, Padilha disse que a lei não impede um deputado federal de exercer uma atividade de consultoria. Naquela época, disse o peemedebista, a universidade não era classificada como entidade beneficiária de assistência social.
O ministro afirmou que os serviços foram prestados à universidade e que a instituição conseguiu ampliar seus polos de ensino à distância no período em que atuou.
Suas atividades, disse na ocasião, eram de aconselhamento empresarial.
“Parte do que eu prestava era EAD [ensino à distância], a outra parte era aquilo que a universidade me demandasse do que poderia ser campo do meu conhecimento e que eu conhecesse, porque estive muitos anos em Brasília”, disse ao juiz, em 2016.
Ele disse que estava com frequência em contato com o reitor e com professores, “da forma que eles exigiam”.
Padilha negou ainda ter indicado pessoas para concessão de bolsas.
A Folha procurou os advogados de Padilha no Estado, que não responderam.
O ex-reitor, em depoimento, disse que o acordo com o hoje ministro não teve participação sua e que assinou contratos porque era “obrigação” sua. Luiz Alberto Rosa negou irregularidades.

22 de janeiro de 2017 às 4:25

Ministra Cármen Lúcia pode homologar delações da Odebrecht antes de 1º de fevereiro [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Para quem imaginava que a delação da Odebrecht estava longe de ser homologada por causa da morte do ministro relator Teori Zavascki…

22 de janeiro de 2017 às 4:18

O comércio da vaga de Teori Zavascki [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Mal o caixáo do ministro Teori Zavascki foi colocado no túmulo, já começa o comércio nos meios políticos para indicar um substituto.

O senador Waldemir Moka (DEM/MS) já jogou o nome do procurador junto ao TCU, Júlio Marcelo, que engoliu a corda.

Indicação mais política, impossível, para um órgão que tem que fiscalizar os políticos.