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Thaisa Galvão

1 de março de 2017 às 16:26

Marcelo Odebrecht enfrenta protesto ao chegar para depoimento sigiloso ao TSE [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do Uol:
Odebrecht depõe ao TSE e pode confirmar caixa 2 à chapa Dilma-Temer


Rafael Moro Martins

Colaboração para o UOL, em Curitiba 
O empreiteiro Marcelo Odebrecht depõe desde o início da tarde desta quarta-feira como testemunha na ação movida pelo PSDB no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O tribunal começa hoje a colher depoimentos de delatores da Odebrecht na ação em que investiga se a chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer cometeu abuso de poder político e econômico nas eleições presidenciais de 2014 – ação que poderá levar à cassação do presidente Temer e à inelegibilidade da ex-presidente Dilma.
Odebrecht deverá ser inquirido pelo ministro Herman Benjamin, corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a respeito de uso de dinheiro pago como propina pela empreiteira em contratos com a Petrobras no possível caixa 2 da campanha à Presidência de Dilma e Temer. 
Em pelo menos um depoimento, a Odebrecht descreve uma doação ilegal de cerca de R$ 30 milhões à coligação Com a Força do Povo, que reelegeu Dilma e Temer em outubro de 2014. O valor representa cerca de 10% do total arrecadado oficialmente pela campanha. Se Marcelo confirmar a doação, tanto Dilma como Temer seriam implicados.
Odebrecht também deverá ser questionado sobre a afirmação do ex-diretor de Relações Internacionais da empreiteira, Cláudio Melo Filho, de que Temer teria negociado pessoalmente um pagamento de R$ 10 milhões ao PMDB em 2014. O depoente não pode permanecer calado durante o depoimento.
Por determinação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o teor do depoimento de Odebrecht ao TSE é sigiloso até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida se cabe ou não segredo sobre o conteúdo das 77 delações firmadas por executivos da empreiteira.

Chegada de Odebrecht ao TSE tem protesto
Marcelo Odebrecht chegou em uma viatura descaracterizada da Polícia Federal para prestar depoimento ao ministro Herman Benjamin, corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e responsável pelo processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.
A testemunha foi levada da carceragem da Polícia Federal, no Santa Cândida (região norte de Curitiba), para o TRE-PR, localizado no Parolin, bairro da região central da cidade distante cerca de 13 km da PF.
Do lado de fora do TRE-PR, quatro manifestantes gritam palavras de ordem e tocam músicas –numa estridente caixa de som– de exaltação ao juiz Sergio Moro e à Lava Jato. “Odebrecht, o que se espera de um príncipe é que ela fale toda a verdade”, diz, num megafone, uma das manifestantes, fazendo referência ao apelido que o empresário ganhou de colegas de detenção na carceragem da Polícia Federal.
Rafael Moro Martins/Colaboração para o UOL
Grupo protesta na chegada de Odebrecht para depor no PR

O empreiteiro Marcelo Odebrecht depõe desde o início da tarde desta quarta-feira como testemunha na ação movida pelo PSDB no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O tribunal começa hoje a colher depoimentos de delatores da Odebrecht na ação em que investiga se a chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer cometeu abuso de poder político e econômico nas eleições presidenciais de 2014 – ação que poderá levar à cassação do presidente Temer e à inelegibilidade da ex-presidente Dilma.
Odebrecht deverá ser inquirido pelo ministro Herman Benjamin, corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a respeito de uso de dinheiro pago como propina pela empreiteira em contratos com a Petrobras no possível caixa 2 da campanha à Presidência de Dilma e Temer. 
Em pelo menos um depoimento, a Odebrecht descreve uma doação ilegal de cerca de R$ 30 milhões à coligação Com a Força do Povo, que reelegeu Dilma e Temer em outubro de 2014. O valor representa cerca de 10% do total arrecadado oficialmente pela campanha. Se Marcelo confirmar a doação, tanto Dilma como Temer seriam implicados.
Odebrecht também deverá ser questionado sobre a afirmação do ex-diretor de Relações Internacionais da empreiteira, Cláudio Melo Filho, de que Temer teria negociado pessoalmente um pagamento de R$ 10 milhões ao PMDB em 2014. O depoente não pode permanecer calado durante o depoimento.
Por determinação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o teor do depoimento de Odebrecht ao TSE é sigiloso até que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida se cabe ou não segredo sobre o conteúdo das 77 delações firmadas por executivos da empreiteira.
RODRIGO FÉLIX LEAL/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Marcelo Odebrecht chega em carro descaracterizado para depor ao TSE

Chegada de Odebrecht ao TSE tem protesto

Marcelo Odebrecht chegou em uma viatura descaracterizada da Polícia Federal para prestar depoimento ao ministro Herman Benjamin, corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e responsável pelo processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer.
A testemunha foi levada da carceragem da Polícia Federal, no Santa Cândida (região norte de Curitiba), para o TRE-PR, localizado no Parolin, bairro da região central da cidade distante cerca de 13 km da PF.
Do lado de fora do TRE-PR, quatro manifestantes gritam palavras de ordem e tocam músicas –numa estridente caixa de som– de exaltação ao juiz Sergio Moro e à Lava Jato. “Odebrecht, o que se espera de um príncipe é que ela fale toda a verdade”, diz, num megafone, uma das manifestantes, fazendo referência ao apelido que o empresário ganhou de colegas de detenção na carceragem da Polícia Federal.
TSE deve ouvir outros 4 delatores
Benedicto Barbosa da Silva, ex-presidente da construtora Norberto Odebrecht, e Fernando Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, darão depoimento na quinta-feira, 2, no Rio de Janeiro. 
Na segunda-feira, em Brasília, será a vez dos ex-diretores de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho e Alexandrino Alencar deporem.
O relator da ação de investigação judicial eleitoral (AIJE), ministro Herman Benjamin, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, estará presente em todas as oitivas. Ao decidir ouvir os delatores, Herman busca robustecer o seu relatório, que já estava em fase final de preparação.

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