Thaisa Galvão

18 de agosto de 2017 às 13:10

PF deflagra operação no Ministério do Esporte após descobrir lista de “atletas fantasmas” [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A Polícia Federal deflagrou hoje a Operação Havana, que investiga uma suposta organização criminosa que atuou no Ministério do Esporte desviando recursos do programa Bolsa Atleta.

Segundo a PF, o grupo inseriu dados de atletas “fantasmas” nos sistemas da pasta com o objetivo de desviar dinheiro do programa.

“Ao todo, a fraude desviou R$ 885 mil à época, o que hoje seria mais de R$ 1 milhão”, afirmou o delegado da Polícia Federal João Thiago. O esquema teria ocorrido em 2012.

A PF informou que, no período de um ano, a suposta quadrilha conseguiu criar 25 atletas fantasmas, inclusive de alto rendimento e nível olímpico.

O dinheiro das bolsas direcionado para esses cadastrados falsos foram parar em seis contas cujos donos foram alvos da operação desta sexta.

Após o dinheiro chegar a essas contas, ele era pulverizado em outras contas e empresas que ajudaram a ocultar o patrimônio, de acordo com os investigadores.

A PF afirmou que um dos líderes do esquema foi um funcionário terceirizado do Ministério do Esporte que fazia a inserção de dados de atletas fantasmas.

Logo após as fraudes, ele se tornou um dos sócios do bar Versão Brasileira, em Brasília.

 

“Suspeitamos que os recursos tenham sido utilizados para compor a parte societária dele no bar”, afirmou o delegado.

A suspeita dos investigadores é que ele se tornou sócio do empreendimento para lavar o dinheiro.

Um pedido de condução coercitiva também foi emitido para o gestor do programa que era um servidor de carreira. No entanto, ele não foi localizado.

 

Seis mandados de busca e apreensão e seis de condução coercitiva foram cumpridos em Brasília. Eles foram expedidos pela 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal.

O nome da operação se deve ao fato de que o líder e alguns membros da suposta quadrilha são brasileiros nascidos em Cuba.

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