Thaisa Galvão

24 de março de 2019 às 16:29

Ação movida pelo Sinmed pode suspender implantação do Plano de Cargos dos médicos do Município [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Alguns médicos da rede municipal de Saúde em Natal, segundo relatos ao Blog, estão preocupados em não serem beneficiados com a implantação do Plano de Cargos e Salários pela Prefeitura de Natal.

Um dos profissionais, em contato com o Blog, disse que já está próximo de ser beneficiado com a implantação gradual, mas teme perder a oportunidade por causa da decisão do Sindicato dos Médicos de entrar na Justiça cobrando a implantação.

Segundo o médico, a Justiça deu ganho de causa à categoria, que poderá acabar perdendo o Plano de vista, já que a Prefeitura já acenou com recurso junto ao Tribunal de Justiça e aos tribunais superiores, se for o caso, empurrando com a barriga o que já vinha sendo implantado gradualmente.

De acordo com o médico, o Plano de Cargos da categoria foi cobrado nos últimos 6 anos da gestão do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, e só levado em consideração pelo atual prefeito Álvaro Dias, que também é médico, e que chegou a participar da assembleia geral da categoria que definiu, com aprovação do Sindicato, pela implantação gradual que vem sendo cumprida.

“O atual prefeito, que é nosso colega, foi o primeiro prefeito de Natal a participar de uma assembleia nossa e se comprometeu, e o que ele prometeu vem cumprindo, de acordo com a condição financeira do Município”, disse o médico que não quis ter o nome divulgado para não se indispor com o presidente do Sindicato, Geraldo Ferreira.

“É melhor a gente ter o plano gradual do que não ter, já que temos informação que a Prefeitura vai recorrer e a gente sabe o quanto isso pode demorar”, afirmou o profissional, lembrando que na assembleia geral em que a categoria aprovou a implantação gradual do Plano, Geraldo Ferreira estava afastado da presidência porque era candidato a deputado.

O Blog tentou falar com o prefeito Álvaro Dias neste domingo mas o telefone estava fora de área.

Aguardar o retorno para confirmar se a Prefeitura vai recorrer da decisão.

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