Thaisa Galvão

17 de maio de 2019 às 22:50

Autor de texto repassado por Bolsonaro foi candidato a vereador pelo Novo, não tem relação com o presidente e se diz assustado com a repercussão da divulgação [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do site O Antagonista:

O autor do polêmico texto compartilhado por Jair Bolsonaro é o analista financeiro Paulo Portinho, que foi candidato a vereador pelo Novo em 2016. Ele postou a crítica em sua página pessoal no Facebook no dia 11 de maio.

Para Portinho, está claro que “não adianta eleger ninguém com uma pauta liberal ou conservadora”. “As corporações mandam no país. Fica claro para nós eleitores que não dá para governar com a pauta que se ganha a eleição.”

Ele disse a O Antagonista que ficou assustado com a repercussão e que não tem qualquer relação com Bolsonaro ou com Olavo de Carvalho, como se cogitou nas redes sociais.

“Não queria nada disso. Estou assustado com a repercussão, pois foi um desabafo pessoal. Não gostaria que isso prejudicasse meu trabalho, minha vida pessoal.”

Professor de Finanças, Portinho espera “racionalidade” dos agentes políticos para que o país supere a crise atual.

“A única coisa que posso dizer é que, no meu entendimento, todos os Poderes têm que atingir o nível máximo de racionalidade, independentemente dos outros. Compreender as dificuldades de comunicação que existem às vezes e levar o país adiante.”

17 de maio de 2019 às 22:45

Presidente Jair Bolsonaro e o Brasil ingovernável e disfuncional [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do Estadão:

Mensagem no WhatsApp diz que o presidente está sofrendo pressões de todas as corporações, em todos os Poderes

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – O presidente Jair Bolsonaro distribuiu, na manhã desta sexta-feira,  17, em diversos grupos de WhatsApp um texto de “autor desconhecido” que trata das dificuldades que ele estaria enfrentando para governar. O texto diz que o presidente está sofrendo pressões de todas as corporações, em todos os Poderes e afirma que o País “está disfuncional”, não por culpa de Bolsonaro, mas que “até agora (o presidente) não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou”.

Procurado pelo Estado para comentar sobre a mensagem, o presidente respondeu por meio do porta-voz:

“Venho colocando todo meu esforço para governar o Brasil. Infelizmente os desafios são inúmeros e a mudança na forma de governar não agrada àqueles grupos que no passado se beneficiavam das relações pouco republicanas. Quero contar com a sociedade para juntos revertermos essa situação e colocarmos o País de volta ao trilho do futuro promissor. Que Deus nos ajude!”

Ao compartilhar o texto, o presidente escreveu:  

“Um texto no mínimo interessante. Para quem se preocupa em se antecipar aos fatos sua leitura é obrigatória. Em Juiz de Fora (06/set/2018), tive um sentimento e avisei meus seguranças: Essa é a última vez que me exporei junto ao povo. O Sistema vai me matar. Com o texto abaixo cada um de vocês pode tirar suas próprias conclusões.”

Interlocutores do presidente ouvidos pelo Estado dizem não saber quantas pessoas receberam a mensagem, mas relatam pedido do presidente para que cada um replicasse o conteúdo.

Bolsonaro, de acordo com um dos interlocutores, já começou a receber feedbacks, dizendo que ele “está falando a mais pura verdade”. No entanto, fontes ouvidas pelo Estado consideram o desabado reproduzido como “muito grave” e “preocupante”.

Uma das fontes chegou a lembrar que o presidente está se deixando tomar pelas “teorias de conspiração”, que dominam os discursos em sua família e que, ao endossar o texto, ele pode provocar sim o que chamou de tsunami, na semana passada, e avisou que estava por vir.

O presidente Jair Bolsonaro desembarcou, nesta manhã, de uma viagem a Dallas, nos Estados Unidos, onde recebeu uma homenagem. Lá, em entrevistas, falou da sua indignação com os ataques aos seus filhos e disse que, se querem atingi-lo, que vão para cima dele.

Leia a íntegra do texto, da forma como o presidente compartilhou em grupos de WhatsApp:

TEXTO APAVORANTE – LEITURA OBRIGATÓRIA

Alexandre Szn

Temos muito para agradecer a Bolsonaro.

Bastaram 5 meses de um governo atípico, “sem jeito” com o congresso e de comunicação amadora para nos mostrar que o Brasil nunca foi, e talvez nunca será, governado de acordo com o interesse dos eleitores. Sejam eles de esquerda ou de direita.

Desde a tal compra de votos para a reeleição, os conchavos para a privatização, o mensalão, o petrolão e o tal “presidencialismo de coalizão”, o Brasil é governado exclusivamente para atender aos interesses de corporações com acesso privilegiado ao orçamento público.

Não só políticos, mas servidores-sindicalistas, sindicalistas de toga e grupos empresariais bem posicionados nas teias de poder. Os verdadeiros donos do orçamento. As lagostas do STF e os espumantes com quatro prêmios internacionais são só a face gourmet do nosso absolutismo orçamentário.

Todos nós sabíamos disso, mas queríamos acreditar que era só um efeito de determinado governo corrupto ou cooptado.

Na próxima eleição, tudo poderia mudar.

Infelizmente não era isso, não era pontual.

Bolsonaro provou que o Brasil, fora desses conchavos, é ingovernável.

Descobrimos que não existe nenhum compromisso de campanha que pode ser cumprido sem que as corporações deem suas bênçãos. Sempre a contragosto.

Nem uma simples redução do número de ministérios pode ser feita.

Corremos o risco de uma MP caducar e o Brasil ser OBRIGADO a ter 29 ministérios e voltar para a estrutura do Temer.

Isso é do interesse de quem? Qual é o propósito de o congresso ter que aprovar a estrutura do executivo, que é exclusivamente do interesse operacional deste último, além de ser promessa de campanha?

Querem, na verdade, é manter nichos de controle sobre o orçamento para indicar os ministros que vão permitir sangrar estes recursos para objetivos não republicanos. Historinha com mais de 500 anos por aqui.

Que poder, de fato, tem o presidente do Brasil? Até o momento, como todas as suas ações foram ou serão questionadas no congresso e na justiça, apostaria que o presidente não serve para NADA, exceto para organizar o governo no interesse das corporações. Fora isso, não governa.

Se não negocia com o congresso, é amador e não sabe fazer política.

Se negocia, sucumbiu à velha política. O que resta, se 100% dos caminhos estão errados na visão dos “ana(lfabe)listas políticos”?

A continuar tudo como está, as corporações vão comandar o governo Bolsonaro na marra e aprovar o mínimo para que o Brasil não quebre, apenas para continuarem mantendo seus privilégios.

O moribundo-Brasil será mantido vivo por aparelhos para que os privilegiados continuem mamando.

É fato inegável.

Está assim há 519 anos, morto, mas procriando.

Foi assim, provavelmente continuará assim.

Antes de Bolsonaro vivíamos em um cativeiro, sequestrados pelas corporações, mas tínhamos a falsa impressão de que nossos representantes eleitos tinham efetivo poder de apresentar suas agendas.

Era falso, FHC foi reeleito prometendo segurar o dólar e soltou-o 2 meses depois, Lula foi eleito criticando a política de FHC e nomeou um presidente do Bank Boston, fez reforma da previdência e aumentou os juros, Dilma foi eleita criticando o neoliberalismo e indicou Joaquim Levy. Tudo para manter o cadáver procriando por múltiplos de 4 anos.

Agora, como a agenda de Bolsonaro não é do interesse de praticamente NENHUMA corporação (pelo jeito nem dos militares), o sequestro fica mais evidente e o cárcere começa a se mostrar sufocante.

Na hipótese mais provável, o governo será desidratado até morrer de inanição, com vitória para as corporações.

Que sempre venceram.

Daremos adeus Moro, Mansueto e Guedes.

Estão atrapalhando as corporações, não terão lugar por muito tempo.

Na pior hipótese ficamos ingovernáveis e os agentes econômicos, internos e externos, desistem do Brasil. Teremos um orçamento destruído, aumentando o desemprego, a inflação e com calotes generalizados. Perfeitamente plausível. Claramente possível.

A hipótese nuclear é uma ruptura institucional irreversível, com desfecho imprevisível.

É o Brasil sendo zerado, sem direito para ninguém e sem dinheiro para nada.

Não se sabe como será reconstruído.

Não é impossível, basta olhar para a Argentina e para a Venezuela.

A economia destes países não é funcional. Podemos chegar lá, está longe de ser impossível.

Agradeçamos a Bolsonaro, pois em menos de 5 meses provou de forma inequívoca que o Brasil só é governável se atender o interesse das corporações.

Nunca será governável para atender ao interesse dos eleitores.

Quaisquer eleitores.

Tenho certeza que esquerdistas não votaram em Dilma para Joaquim Levy ser indicado ministro. Foi o que aconteceu, pois precisavam manter o cadáver Brasil procriando. Sem controle do orçamento, as corporações morrem.

O Brasil está disfuncional. Como nunca antes. Bolsonaro não é culpado pela disfuncionalidade, pois não destruiu nada, aliás, até agora não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou.

Ele é só um óculos com grau certo, para vermos que o rei sempre esteve nu, e é horroroso.

Infelizmente o diagnóstico racional é claro: “Sell”.

Autor desconhecido

17 de maio de 2019 às 15:36

Com a governadora Fátima, prefeito Paulinho entrega títulos de regularização fundiária em São Gonçalo do Amarante [1] Comentários | Deixe seu comentário.

O prefeito de São Gonçalo do Amarante, Paulinho Emídio, recebeu hoje a governadora Fátima Bezerra para acompanhá-lo na entrega de 496 títulos de regularização fundiária a moradores da comunidade Conjunto de Todos.

Em 2016, o município foi o primeiro do Rio Grande do Norte a entregar esses documentos.

A regularização foi feita pela Cehab, órgão do Governo do Estado, com apoio da Prefeitura através da Secretaria de Habitação.

Quase 2 mil pessoas foram beneficiadas.

“Muito feliz em mais uma vez estarmos legalizando e garantindo o direito social aos moradores dessa comunidade que já existe há mais de 10 anos. Agradeço em nome do nosso povo, ao Governo do Estado. Estamos aqui de mãos estendidas para realizar mais parcerias e benfeitorias”, disse Paulinho.

“Isso não é um favor da governadora, é uma obrigação porque fui eleita para trabalhar pelo povo do Rio Grande do Norte. Agora a casa é legalmente do povo, e vamos continuar regularizando muito mais”, disse Fátima.

Também presentes os senadores Zenaide Maia e Jean-Paul Prates, deputado federal Benes Leocádio, deputada estadual Eudiane Macedo, o secretário de Desenvolvimento do Estado e ex-prefeito de São Gonçalo, Jaime Calado, além de secretários estaduais e municipais e lideranças.

Fotos Isaias Carlos

17 de maio de 2019 às 12:56

Vereador de Baraúna diz que cemitério não tem mais espaço e pessoas estão sendo enterradas em outras cidades [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O vereador do município de Baraúnas está denunciando a falta de vagas em cemitério no município.

Ele disse ao Blog que ontem apresentou à mesa diretora da Câmara, o quarto requerimento solicitando à Prefeitura, ou a ampliação do único cemitério da cidade ou a construção de outro.

Ele disse que está ficando comum as pessoas morrerem e serem enterradas em outra cidade.

E citou um caso em que uma pessoa que vive há mais de 40 anos em Baraúnas foi enterrar o pai em Cerro-Corá, onde ele nasceu…mas não vivia mais…

Segundo o vereador, quando alguém morre e não tem um espaço da família no cemitério, os familiares recorrem a conhecidos para emprestar vaga no jazigo.

17 de maio de 2019 às 12:43

Em discurso empolgado, secretário nacional da pesca diz que seguro defeso era pago a políticos e empresários [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Secretário nacional da Pesca, Jorge Seif Júnior participou de audiência pública promovida pelo deputado Souza (PHS)…assustou parte dos pescadores que participaram do evento que discutiu “Desafios e Perspectivas do Setor Pesqueiro e Aquícola no RN”.

O auxiliar do governo federal deixou claro que é empresário do setor pesqueiro e tem 16 barcos…

Com um discurso pra lá de empolgado, criticou a distribuição exagerada de seguro defeso a quem nem pescador era…atacou as gestões PT…falou em sacanagem, disse que estava magro depois que foi morar em Brasília, mas a mulher dele estava gostando muito…

Atacou a imprensa.

Disse que a mídia bate no pai dele.

E quem é o pai dele?

Empresário do setor pesqueiro que coleciona multas ambientais.

A família do secretário tem pelo menos dez multas ambientais, a maior parte por infrações de pesca, segundo publicou a Folha.

A mais grave delas é pelo transporte de mais de 12 mil kg de cherne-poveiro, espécie classificada como criticamente em risco de extinção.

No vocabulário do secretário não faltou o termo ‘sacanagem’, nem um ‘eu te amo e te admiro’, que ele soltou para a plateia.

Na mesa, o deputado federal Rafael Motta (PSB), que parecia mais preocupado em digitar seu celular do que em ouvir o discursão…onde falou de um professor “amor de minha vida hétero”…

Na plateia, formada por prefeitos e pescadores…o senador Jean-Paul Prates (PT)…

Ao perguntar ao deputado Souza se queria fazer mais pergunta, disse que perguntasse porque ele tava “com a boca no microfone” e responderia logo…

No trecho do discurso abaixo, a denúncia sobre o seguro defeso.

17 de maio de 2019 às 12:18

Bagunça na Educação brasileira: Em 5 meses, 2 ministros e 4 responsáveis pelo Enem [0] Comentários | Deixe seu comentário.

E a Educação continua uma bagunça no governo federal.

Dois ministros em quatro meses de gestão…

E agora, quatro presidentes do INEP, órgão responsável pelo Enem.

Confira:

Maria Inês Fini, que desempenhava a função no governo Temer, foi demitida em 14 de janeiro.

Marcus Vinicius Rodrigues a substituiu. Ele foi a primeira nomeação do governo Bolsonaro para o Inep e permaneceu no posto de 22 de janeiro a 26 de março.

Elmer Vicenzi – policial federal – foi anunciado em 15 de abril pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. Pediu demissão ontem.

E hoje Alexandre Lopes foi anunciado como novo ocupante do órgão.

*

Lopes é bacharel em direito pela Universidade de Brasília (2004) e engenheiro químico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ-1996). Desde 2006, ocupou cargos públicos.

17 de maio de 2019 às 12:02

Filiada ao PSDB, Márcia Maia diz que não faz parte da ala do partido que quer tomar o mandato da senadora Zenaide [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Recém-empossada na presidência da Agência de Fomento do Rio Grande (AGN), a ex-deputada Márcia Maia, em entrevista que nos concedeu no Jornal da Noite, na 95MaisFM, explicou como a população pode se beneficiar com as ações da AGN.

Uma porta aberta para quem está desempregado.

Com uma bagagem na área social, Márcia se sente bem encaixada no cargo e afirma que não participará, como candidata, das eleições do próximo ano.

Terá candidatos, tanto em Natal como no interior, mas não estará na disputa.

Filiada ao PSDB, disse que o partido está afinado com a gestão da governadora Fátima Bezerra, do PT, e garante: não faz parte da ala tucana que trabalha na justiça para tomar o mandato da senadora Zenaide Maia (Pros).

Confira a entrevista: