Thaisa Galvão

18 de maio de 2019 às 23:46

VEJA: Gustavo Bebianno revela bastidores de sua relação com o presidente e diz que o filho Carlos era identificado pelo pai como “um pitbull para se deixar quieto” [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Na revista Veja que está nas bancas, o ex-ministro Bebianno, demitido após queda de braço com o filho do presidente, revela bastidores de sua relação com o presidente, hoje rompida.

E afirma que Bolsonaro se desequilibra quando tem que tratar sobre a interferência do filho Carlos, a quem ele identificou como “um pitbull para deixar quieto”.

Confira a entrevista do ex-ministro e ex-amigo do presidente, publicada nas páginas amarelas da Veja desta semana.

O EX-MINISTRO da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno esteve no centro da primeira grande crise do governo de Jair Bolsonaro. Bebianno era o presidente do PSL durante a campanha eleitoral de 2018. Em fevereiro passado uma reportagem da Folha de S.Paulo acusou a sigla de acumular dinheiro para o fundo partidario por intermédio de “laranjas”. Bebianno negou, mas não convenceu Bolsonaro. No ápice da convulsão, disse ter falado ao telefone com o presidente, internado no Hospital Albert Einstein, e que todo o mal-entendido havia sido resolvido. O filho Carlos tuitou: “Mentira”.

Uma extensa conversa por meio de mensagens de audio no WhatsApp revelada por VEJA comprovou que Bebianno dissera, sim, a verdade.

Demitido, o ex-fiel escudeiro assiste à distância as novas investidas de Carlos contra novos alvos (o vice Hamilton Mourão e o ministro Santos Cruz).

Dos Estados Unidos, onde passa férias, ele faz o alerta: “Carlos sabe como manipular o presidente”.

O general Santos Cruz, que tem sido violentamente atacado nas redes sociais bolsonaristas, é o novo Gustavo Bebianno?

Espero que não, mas tudo indica que pode ser. O modus operand é o mesmo, desqualificar o ministro com ataques levianos. A questão que fica é: por que esse governo age e reage dessa forma tão peculiar, atacando aliados?

Exoneração de cargos em governo deve ser assunto de Estado, decisão exclusiva do presidente, a ser comunicada ao seu ministro. Nesse governo, no entanto, a exoneração é sempre precedida de um irresponsável e desnecessário processo de difamação. Por que tentar manipular a opinião pública? Para que o presidente e seus filhos pareçam mártires, enquanto todos os demais, traidores, comunistas ou infiltrados? Queimar injustamente os ministros de Estado escolhidos pelo próprio presidente não me parece o método mais inteligente e ético. Isso terá consequências.

Por que Bolsonaro se deixa influenciar por seu filho Carlos?

Essa é uma pergunta que deveria ser dirigida ao presidente. Pela minha ótica, ele tem conhecimento dos problemas do filho, mas não sabe como resolver a questão. A minha impressão é que há muita chantagem emocional envolvida e assuntos íntimos de família que não me dizem respeito. A minha única observação é no sentido de que o presidente está tendo uma grande dificuldade para impor limites, e isso atrapalha o governo.

Quem o demitiu, afinal? Jair ou Carlos?

O presidente estava em um momento de fragilidade emocional e física, pois tinha acabado de passar por mais uma cirurgia, além de todo o período de internação hospitalar. Carlos se aproveitou daquela situação para fazer a cabeça do pai e jogá-lo contra mim. Ele sabe como manipular o pai, usando teorias de conspiração sem fundamento algum. O presidente está perdendo quase todos os seus verdadeiros aliados por conta disso. E os que ainda estão ao seu lado não põem mais a mão no fogo. Essa posição de isolamento e bem frágil, pois o líder máximo da nação precisa contar com o respeito e a confiança de sua equipe.

Como o senhor analisa o embate entre os generais e Olavo de Carvalho?

Bem, em primeiro lugar, quero destacar a minha reverência e respeito pelas Forças Armadas e pelos generais e demais oficiais que hoje ocupam funções no governo. Na verdade, o meu respeito pelo presidente teve como pressuposto original o fato de ele ser um militar. Por isso, sempre fiz questão de tratá-lo de capitão. Posso garantir que os militares são leais, patriotas, honestos e, acima de tudo, guardiães da Constituição. São o que de melhor há neste governo.

Em relação ao Olavo, é um teórico, que em nada tem contribuído para melhorar o Brasil. Critica tudo e todos, mas jamais se dispôs a vir ajudar. A gota d’agua, para mim, foram os ataques baixos, rudes e mentirosos, contra o general Santos Cruz, que e um homem honrado.

De onde vem essa autoridade moral do Olavo de Carvalho sobre o presidente?

Você acha mesmo que o presidente lê ou assiste a Olavo de Carvalho? Essa influência se dá por meio dos filhos, especialmente Carlos e Eduardo, que são inexperientes. Mas, seja de forma direta ou indireta, acho ruim.

Os militares não conseguem alertar o presidente sobre os problemas que Olavo cria?

Eles tentam, mas nem sempre é fácil, principalmente quando Carlos está por perto. Infelizmente, minha avaliação estava errada. O presidente só ouve o filho, a seita cresce e, hoje, o governo está nessa situação complicada.

Quando sua relação com Carlos começou a se deteriorar?

Na verdade, esse processo se iniciou antes mesmo da posse, quando Carlos Bolsonaro já exigia do pai meu afastamento do grupo. O filho do presidente ameaçava ir embora caso se confirmasse minha nomeação como ministro. É incrível, mas esse tipo de ameaça realmente desequilibra o Jair. Foi uma fase muito desgastante. Por mais de uma vez, tive o impulso de ir embora, mas algumas pessoas importantes no processo me convenceram a permanecer. Por outro lado, o presidente tinha plena consciência do meu papel, sabia da minha lealdade e capacidade, e que não seria correto atender ao capricho do filho. Mas a perseguição continuou e o resultado foi o meu afastamento.

Pela maneira como o senhor foi tratado, ainda sente mágoa de Jair Bolsonaro?

Sou um ser humano e não sofro de amnésia. Noventa dias já se passaram, esfriei a cabeça, recapitulei o que aconteceu algumas vezes. O problema não foi ter saído do governo, pois isso faz parte do jogo e das circunstâncias. Esperava ao menos uma conversa, até mesmo para dizer, francamente, que não suportava mais as pressões e que preferia ceder à vontade do filho. O que me deixou perplexo, no entanto, foi a forma desleal com que fui tratado. Foi um linchamento público desmedido, sob falsas acusações. Inventaram vários pretextos para justificar a decisão e criaram uma crise sem motivo algum. Tentaram sujar o meu nome e denegrir a minha imagem e honra, e isso considero inaceitável. Hoje, fazem o mesmo com o general Santos Cruz, que é um homem correto e verdadeiro amigo do presidente, como também fui. Sei o que fiz para que o presidente fosse eleito. Ele também sabe. Até onde sei. ele também não sofre de amnésia. Um de seus problemas é se permitir permanecer cercado por um grupo de pessoas que nada fazem de efetivo a favor dele ou do país.

O senhor não havia percebido a influência que os filhos exerciam sobre Bolsonaro na campanha?

Eu sabia que existia, sim, um nível de influência, principalmente do Carlos, mas ela não chegou de fato a atrapalhar muito durante a pré-campanha e a campanha. Uma vez, no avião, perguntei ao presidente o motivo de o Carlos não parcipar de nada, de nunca estar presente, de se manter sempre alheio e à distância, e ele me respondeu que o Zero Dois era um pitbull para deixar quieto.

Qual foi o papel de Carlos Bolsonaro na eleição do presidente?

Na minha avaliação, nenhum!

Nenhum?

Ficar sentado no sofá de casa, ofendendo os outros e falando bobagens pela internet, é bem fácil. Carlos nunca fez uma viagem sequer conosco pelo Brasil afora. A única viagem em que esteve presente foi a de Juiz de Fora, a do atentado, pois era um trajeto curto, de carro, cuja volta estava programada para o mesmo dia. A verdade é que Carlos nunca se sacrificou pela campanha do pai, nunca dormiu no chão ou em aeroporto, nunca cuidou da segurança, sempre esteve distante.

O senhor tem medo de alguma vingança?

Vingança, por que vingança? Não fiz nada de errado. Pelo contrário!

Como disse, trabalhei dois anos para eleger o presidente e resolvi todo tipo de problema pelo caminho. Atuei como advogado, assessor de imprensa, segurança, líder partidário, coordenador de campanha, mas, acima de tudo, fui seu amigo. Estou reconstruindo a minha vida e espero não ser vítima de mais covardia.

O senhor é o organizador do laranjal do PSL?

Isso só pode ser piada! Essa acusação é leviana, e, até onde sei, não existe laranjal no PSL. É mais fácil isso ter acontecido em outros partidos.

O MDB, por exemplo, recebeu quase 250 milhões de reais de fundo eleitoral, e o PT, 220 milhões. O então pobre PSL recebeu 5% desse valor, que foi distribuído de forma parcimoniosa por todo o Brasil.

O ministro Sérgio Moro vem sofrendo algumas derrotas. O senhor acha que o presidente está rifando o ex-juiz?

Repare o que motiva sua pergunta: a dúvida se o presidente está sendo firme e leal com sua tropa, ou se a está “rifando” e abandonando pelo caminho, assim como fez comigo. Independentemente da resposta, que honestamente não sei qual é, o fato é que a liderança do presidente está abalada e vem sendo questionada desde meu episódio, hoje agravado pelo mesmo comportamento em relação aos militares. O presidente terá de superar essa desconfiança para que seja capaz de governar.

Até onde o senhor pode observar, como é a relação entre Paulo Guedes e Bolsonaro?

O ministro Paulo Guedes é muito inteligente, um dos profissionais mais preparados que já conheci. Ele sustenta suas ideias com esmero e quer o melhor para o país. E sabe que o presidente ainda precisa assimilar muitos princípios básicos que norteiam uma economia verdadeiramente liberal. Por isso, poderá ficar sozinho em algumas batalhas.

Qual o maior erro do governo Bolsonaro?

Falta de diálogo e coordenação.

Qual o maior acerto?

São muitos. Desde o início, ter trazido os militares para o governo e ter apostado no ministro Paulo Guedes. O ministro Sérgio Moro também foi um grande acerto.

Aliás, não entendo por que falar em vaga no STF agora, já que a missão do Moro está só no começo na Justiça.

No seu curto tempo de Palácio, qual lição aprendeu?

Aprendi no governo que o poder seduz e altera o comportamento das pessoas. Torna-as arrogantes e também compromete a memória. Na política, nossa maior virtude deve ser manter os pés no chão e os verdadeiros aliados por perto.

Desde o episódio de sua demissão, o senhor voltou a falar com Bolsonaro?

Trocamos WhatsApp de voz logo após o vazamento do áudio do Onyx Lorenzoni. A mensagem que ficou foi de pesar pelo ocorrido. Desejo sorte ao presidente. Espero que ele valorize seus aliados e ministros, contribua para o diálogo e faça um excelente governo para todos nós.

18 de maio de 2019 às 11:48

Governo cria grupo para auditar desembolso mensal do Estado para a Arena das Dunas [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Por solicitação do deputado Sabdro Pimentel (PSOL), a governadora Fátima Bezerra decidiu mexer no vespeiro do contrato do Governo com a Arena das Dunas.

E passou a atribuição ao controlador do Estado, Pedro Lopes, que criou um Grupo de Trabalho para auditar a execução financeira do contrato da obra, em especial as parcelas pagas mensalmente.

O grupo tem 90 dias para concluir a auditoria

O grupo será coordenado por Débora Cristiane Barreto de Souza, e contará ainda com André Guilherme Matos de Carvalho, Marcos José Moura Fernandes, e Hélio Bezerra da Costa.

Os trabalhos serão acompanhados pelo gabinete de Sandro Pimentel através de Suzane de Paula Roessler e Danillo Rotta Prisco Antunes.

18 de maio de 2019 às 8:32

José Dirceu é preso enquanto presidente de seu partido comemora [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Enquanto a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, comemorava em Natal, o aniversário da governadora Fátima Bezerra…

O antigo maior líder do PT (era maior do que Lula no partido). , om José Dirceu, chegava à sede da Polícia Federal em Curitiba para cumprir mais um mandado de prisão e pena de 8 anos e 10 meses pela segunda condenação dele na Operação Lava Jato.

18 de maio de 2019 às 8:26

Aniversariante do domingo, Fátima comemora com amigos e políticos aliados [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Aniversariante deste domingo 19, a governadora Fátima Bezerra comemorou na noite desta sexta, com festão, como acontece todo mês de maio, no Clube da Petrobras, em Nova Parnamirim.

Da política a presença do vice Antenor Roberto, da presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, a ex-ministra Maria do Rosário, os senadores Zenaide Maia e Jean-Paul Prates, a deputada federal Natália Bonavides, os estaduais Isolda Dantas, Chico do PT, Eudiane Macedo, Ubaldo Fernandes e o líder do governo George Soares, o presidente da Câmara Paulinho Freire e os vereadores Raniere Barbosa, Divaneide Basílio e Fernando Lucena…

Auxiliares e amigos eram muitos.

18 de maio de 2019 às 8:15

Brasil: impeachment ou intervenção militar? [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Hoje a palavra mais comentada em redes sociais é ‘impeachment’.

Porém, há quem enxergue nas sinalizações da família Bolsonaro, um ensaio para uma intervenção militar.

É a população opinando…

18 de maio de 2019 às 8:12

Filho mais influente de Bolsonaro fez postagem acenando com derrubada do presidente [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O sinal vermelho que o presidente acendeu nesta sexta-feira, ao falar sobre ingovernabilidade e disfuncionalidade….foi só a continuidade do que começou a acenar o filho Carlos, o vereador do Rio de Janeiro que dá as cartas no Palácio do Planalto.

Veja o que postou Carlos Bolsonaro há 3 dias em seu twitter, acenando sobre derrubar o pai presidente:

18 de maio de 2019 às 8:02

Brasil acima de tudo. Deus acima de todos: Tá difícil cumprir o bordão de campanha [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O que terá feito o presidente Bolsonaro compartilhar um texto sem a preocupação de identificar quem o assinou, tomando para si a autoria??

Tudo normal não fosse esse texto uma pá de cal sobre as boas perspectivas de seu governo…

Sem identificar o autor, Bolsonaro terminou por assinar embaixo que, se não comprar o Congresso, não conseguirá governar.

Sem as negociatas o Brasil fica ingovernável.

Nenhuma novidade para quem sempre acompanhou a política por fora, assistindo de camarote os votos de parlamentares em troca de cargos, dinheiro, poder.

A fala de Bolsonaro me remete a algumas perguntas:

Ele vai renunciar, já que assume que prometeu uma coisa mas não tem como cumprir se não se igualar aos ex-presidentes Temer, Dilma, Lula, FHC, Sarney…?

Ou vai se igualar aos ex-presidentes Temer, Dilma, Lula, FHC, Sarney…?

Para governar, segundo o texto compartilhado por Bolsonaro como se fosse dele, um presidente tem que fazer conchavos, tem que distribuir cargos, tem que se render ao Congresso que ele conhece muito bem pois passou 27 anos como deputado…

O presidente pede a ajuda da sociedade para não ter que se igualar a Temer, Dilma, Lula, FHC, Sarney…

Mas desrespeita a sociedade quando não respeita a Educação, colocando pessoas desqualificadas para o setor…

Quando usa as redes sociais para alimentar discórdias contra sua própria equipe…

Quando posta e escreve palavrões, obscenidades, escatologia…

Quando ataca estudantes, professores, profissionais da Educação…

Quando passa uma campanha vendendo o nome de Deus, mas segue uma gestão marcada pelo palavreado chulo…

A sociedade tenta ajudar, até porque torce e precisa de um Brasil equilibrado, com um presidente focado no país e não no seu umbigo…

Mas o presidente não abre mão dos ataques, das postagens, do exército caseiro contra sua própria equipe…

É aguardar um milagre de Deus, o mesmo Deus que o presidente se dizia tão próximo durante a campanha.

“Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”.

Todos à espera do cumprimento do bordão de campanha.