Thaysa Galvão
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Thaisa Galvão

16 de maio de 2016 às 12:24

Deputados jovens fazem primeira sessão ordinária do ano na Assembleia Legislativa [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Os deputados da edição 2016 do projeto Parlamento Jovem se reuniram hoje na primeira sessão do ano.

Os parlamentares focaram seus pronunciamentos em temas ligados às escolas às quais estudam, em Natal e no interior.

  

O presidente da Assembleia foi cumprimentar os deputados jovens, e falou sobre o projeto.

O presidente do jovem Parlamento, João Ramalho, discutiu alterações no projeto e disse que vai apresentar uma proposta à Casa.

16 de maio de 2016 às 11:03

Entre duas sugestões, Michelzinho escolheu a nova logomarca do governo [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Pronto:

  
SILAS MARTÍ

DE SÃO PAULO
  

“Quando entrou na sala, ele olhou e falou ‘que lindo’, com uma expressão de criança mesmo, verdadeira e emocional. Se uma criança gosta, é porque a gente tem algo puro, tem algo bom na mão. Foi o Michelzinho quem escolheu a marca.”
Elsinho Mouco, o publicitário por trás da nova identidade visual do governo do país sob comando de Michel Temer, fala extasiado sobre o momento em que o filho de sete anos do presidente interino se encantou pela imagem que seu pai vai usar para simbolizar e vender o atual momento político.
Das duas versões mostradas às vésperas do afastamento da presidente Dilma Rousseff a Temer e sua mulher, Marcela, na casa da família em São Paulo, Michelzinho gostou daquela em que a esfera celeste com uma faixa que diz “Ordem e Progresso” flutua sobre a palavra “Brasil” vista em perspectiva, logo abaixo do globo.
Esse recurso ao lema da bandeira nacional não é um acaso. Tem a ver com a explosão de verde e amarelo que tomou conta das ruas nos movimentos contra a administração petista, alvo de marchas históricas pelo país, como a que levou meio milhão de manifestantes à avenida Paulista em março, o maior ato político já registrado em São Paulo.
Mas mesmo que tenha encantado os Temer num momento fofo dos bastidores do marketing político, o gosto de Michelzinho não reflete as tendências do design atual.
Um tanto retrô, distante da onda de simplificação e releitura da austeridade do modernismo que domina o design nos últimos anos, a marca causou estranhamento entre designers ouvidos pela Folha pelo uso do degradê azulado e de seus contornos tridimensionais.
PLIM-PLIM
Na visão de Rico Lins, que está no júri do prêmio de design do Museu da Casa Brasileira, a marca de Temer também lembra uma espécie de “Globo requentada”. “É superconservador, retrógrado.”
Vários designers compararam a peça ao trabalho de Hans Donner, criador da identidade visual da TV Globo no auge de sua carreira, que decolou em 1974 com o logo da emissora desenhado num guardanapo.
“Não tem uma mensagem nova. É uma marca muito feia, muito ‘coxinha’ e feita às pressas. Não tem estudo, elegância. Parece uma coisa do Hans Donner de 50 anos atrás. Já mostra de cara uma certa caretice e ranço desse governo”, afirma o designer Milton Cipis, da agência Brander. “Não é moderno, jovem, não tem esperança, não tem nada.”

16 de maio de 2016 às 8:07

Bombeiros resgatam filhote de baleia na praia de Areia Preta [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Bombeiros conseguiram desencalhar um filhote de baleia na praia de Areia Preta, em Natal, na noite deste domingo.

Três salva-vidas com apoio de populares conduziram o animal além das correntezas conseguindo devolvê-lo ao mar.

 

A baleia que estava encalhada mede cerca de três metros e apresentava ferimentos superficiais na cabeça e na nadadeira esquerda.

  

16 de maio de 2016 às 7:50

Brasil sem presidente [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O Brasil tem hoje uma presidente afastada e um presidente em exercício.

Mas não tem um presidente.

Apenas presidente.

16 de maio de 2016 às 7:46

Pessoas que faziam panelaço para Dilma bateram panela para Temer neste domingo [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Quem fez panelaço para o presidente em exercício, Michel Temer, ontem à noite, durante entrevista dele ao Fantástico?

O PT?

Também.

Mas não só o PT.

Fez panelaço para Temer quem fazia para Dilma, a presidente afastada.

Quem sempre achou que trocar Dilma por Temer seria trocar seis por meia dúzia.

Fez panelaço para Temer, quem não queria mais Dilma, mas não queria Temer. Quem queria novas eleições, mas novas eleições decretadas pelo TSE, e não por um projeto do executivo apresentado ao Congresso.

O presidente em exercício terá que mostrar logo a que veio para tentar agradar a essa parcela que fazia panelaço para Dilma e fez para ele também.

16 de maio de 2016 às 2:42

Um show completo para os fãs de Cauby Peixoto [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O Blog presenteia os fãs de Cauby Peixoto com um show completo que ele fez no Teatro Guararapes, em Recife (PE), em março do ano passado.

Eis o repertório

  

E o show!!!

16 de maio de 2016 às 1:44

Morre o cantor Cauby Peixoto [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Morre aos 85 anos, no fim da noite deste domingo, às 23h50, o cantor Cauby Peixoto.

Ele estava internado há alguns dias no Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo.

Veja uma participação de Cauby em março do ano passado no programa de Fátima Bernardes, na TV Globo, onde ele falava dos bastidores de sua vida.


Na página oficial do cantor, no facebook, o comunicado da morte/

  

16 de maio de 2016 às 1:11

TvCultura: Roda Viva entrevista Delcídio do Amaral nesta segunda-feira [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O ex-senador Delcídio do Amaral, que teve o mandato cassado após passar temporada na prisão, vai falar de novo.

O ex-líder do governo Dilma Rousseff, que diz e repete que Dilma e o ex-presidente Lula sabiam de tudo em relação a denúncias da lava jato, será o entrevistado desta segunda-feira no programa Roda Viva, da TV Cultura.
O programa apresentado por Augusto Nunes vai ao ar a partir das 22h.

Convidados para a entrevista, as colunistas Vera Magalhães (Radar/Veja); Eliane Cantanhêde (O Estado de S. Paulo); e Natuza Nery (Painel/Folha de S. Paulo), além de André Guilherme Vieira (repórter do Valor Econômico) e Flávio Freire (O Globo/São Paulo). 

16 de maio de 2016 às 0:22

Fantástico: Michel Temer diz que fazer Brasil se reequilibrar tem tirado seu sono [0] Comentários | Deixe seu comentário.

O presidente Michel Temer deu entrevista ao Fantástico, da Globo.

E repetiu o que já vem dizendo: não será candidato à reeleição.

Mas a jornalista Sônia Bridi não lembrou que ele não pode disputar reeleição já que teve os direitos políticos cassados pela justiça eleitoral de São Paulo, a partir da sua possível próxima gestão.

Na entrevista o presidente em exercício disse que o que mais lhe tira o sono é a obrigação que tem para fazer o Brasil se reequilibrar “economicamente, politicamente, eticamente, e que possamos ter um país pacificado”.
  

CLIQUE AQUI e confira toda a entrevista de Michel Temer à jornalista Sônia Bridi.

16 de maio de 2016 às 0:07

Panelaço para Temer [0] Comentários | Deixe seu comentário.

A presidente afastada Dilma Rousseff deve estar dando risada.

Durante entrevista que o presidente em exercício deu ao Fantástico, houve panelaço em várias cidades do Brasil.

Esse aí foi em Brasília.

15 de maio de 2016 às 20:54

Taxista que levou 4 tiros de ‘passageiro’ permanece em estado grave e família pede orações [2] Comentários | Deixe seu comentário.

Permanece em estado grave no Walfredo Gurgel, o taxista Thiago, atingido por 4 tiros na madrugada de hoje.

Thiago, que é de Ponta Negra, teria levado um casal da Arena das Dunas para a zona Norte e o crime teria ocorrido na avenida dos Xavantes.

Há informações de que o passageiro deu 6 tiros, dos quais 4 atingiram o taxista.

Pelo menos duas cirurgias já foram realizadas.

Thiago é filho de um taxista, conhecido em Ponta Negra por Dodô.

Não há informação sobre o que o casal levou do taxista.

Os acusados não foram presos.

A foto abaixo que circula num grupo de taxistas no whatsapp, é de Thiago.

A família se pronuncia no grupo pedindo orações.

  

15 de maio de 2016 às 11:01

OAB cogita pedir afastamento de ministros investigados que virarem réus na lava jato [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Folha de hoje:

  

Para virar réus os investigados tem que ser denunciados e a denúncia tem que ser acatada pela justiça.

E nessa lista aí da OAB faltou o nome do ministro Geddel Vieira, que também ganhou selo de ‘investigado’.

15 de maio de 2016 às 9:02

Presidente Michel Temer recua duas vezes em dois dias de governo [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Por Thaisa Galvão

O presidente em exercício, Michel Temer já começou a mexer na sua equipe.

Nomeou um ministro para a pasta da Educação e Cultura, mas já teve que descolar a Cultura da Educação para atender à grita da classe artística que não aceitou a fusão dos dois ministérios.

O mesmo povo que pede para cortar ministérios, não aceita os cortes quando eles acontecem.

Mas Temer não pode fazer ouvido de mercador e decidiu criar a Secretaria de Cultura, agregada ao Ministério de Educação.

Primeiro nome lembrado: do ator global e ex-deputado do PPS, Stepan Nercessian.

Atenderia duplamente à classe artística.

Mas…

E as mulheres?

A crítica de que o governo é ‘clube do Bolinha’, embora não signifique nada, pegou mal para o novo governo.

Fatou batom na equipe.

E restou à Cultura dar o colorido do governo “deles”.

Em dois dias de governo, duas gritas, dois recuos do presidente em exercício.

E de uma hora para outra, a mídia começou a dizer que “Temer faz questão” de uma mulher na Cultura.

Faz questão nada.

Temer não queria nem a Cultura, quanto mais a mulher da Cultura.

Temer foi obrigado a manter a Cultura como pasta e obrigado a nomear uma mulher para seu governo, que até então tem como exclusiva, a “primeira-dama” Marcela.

Aliás, nem mesmo a mulher Marcela apareceu nos episódios que levaram Michel Temer à predidência, como a assinatura da notificação do afastamento de Dilma Rousseff e posse automática dele, e a posse dos ministros.

Ah..

Alguém viu alguma mulher de ministro na posse dos auxiliares do presidente Temer?

Teria sido ordem da gestão “Ordem e Progresso”, para evitar o mico da Miss Bumbum na posse do último ministro do Turismo do governo Dilma?

A mulher de Alessandro Teixeira, que sucedeu e antecedeu Henrique Alves no Turismo, deixou o governo Temer temeroso.

Mas, vamos combinar que nem todas as mulheres tem o perfil, com todo respeito, da Miss Bumbum e da primeira-dama ‘bela recatada e do lar’.

Sobrou visão de macho em relação às mulheres. 

Faltou visão inteligente dos homens do poder.

15 de maio de 2016 às 8:29

Para Agripino, classe política não pode deixar de ouvir a voz das ruas [0] Comentários | Deixe seu comentário.

E a pressão das ruas tem que ser hoje, segundo o senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM, um instrumento aceito e respeitado pela classe política.

Foi o que ele declarou em entrevista à jornalista Mariana Godoy, na Rede TV.

Maia também disse que o governo Temer terá que fazer reformas: política, previdenciária, sindical…

15 de maio de 2016 às 7:52

Eduardo Cunha diz que vai retomar mandato e que Dilma ofereceu votos de 5 ministros do STF para lhe ajudar [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Em silêncio desde que foi afastado da presidência da Câmara e do mandato de deputado, Eduardo Cunha (PMDB) falou à Folha.

O Blog reproduz a entrevista:

Presidente Dilma disse que poderia me ajudar no STF, diz Eduardo Cunha

NATUZA NERY

EDITORA DO PAINEL

PAULO GAMA

DO PAINEL, EM BRASÍLIA
  
 

Folha – Dilma o chama de capitão do golpe.

Eduardo Cunha – Olha aqui, eu tive 53 pedidos de impeachment da presidente. Nunca na história deste país teve um presidente com tantos pedidos de impeachment. Do 53 que ingressaram, eu rejeitei 41, aprovei um e ainda deixei 12 que não foram decididos. Se eu fosse o capitão do golpe, já teria tido impeachment muito tempo atrás. Eu rejeitei o conceito de que o mandato anterior contaminava o mandato atual. Não entrei no mérito da corrupção. Ela promoveu despesas sem autorização do Poder Legislativo. Foi técnico.


Sua decisão de deflagar o impeachment veio na esteira da decisão do PT de não apoiá-lo no Conselho de Ética…

Se você olhar o cronograma das decisões, verá que eu tinha prometido publicamente que, até o dia 30 de novembro, eu traria uma decisão. Por que eu acatei o pedido em 2 de dezembro? Primeiro, porque eu quis homenagear a data de aniversário da minha filha [risos]. Segundo, porque eu vi que iriam votar a mudança da meta [fiscal] na sessão do Congresso Nacional. Eu queria que a decisão fosse antes da votação da mudança da meta. Se eles votassem a mudança da meta, eles ficariam com discurso político de que a meta já tinha sido votada.


Isso não reforça a tese de que o sr. forçou a mão do impeachment?

Eu já estava com a decisão tomada, posso comprovar. Era só uma questão de tempo. Quando eu vi que ia ter a mudança da meta, eu falei: ‘tem que ser antes’, se não você enfraqueceria.


Horas poderiam ter mudado o destino da presidente.

Não sei se poderia ter salvado, mas que efetivamente daria para eles uma desculpa, daria. O fato de ter votado não significa que ela não teria praticado crime. Mas era fundamental, na minha ótica, que essa decisão fosse feita antes da votação, para evitar um discurso político. Essa foi a razão pela qual eu soltei [o pedido] naquele dia. Não tem outra razão.
E lhe digo mais. Eu não fiz chantagem. Fui eu que não aceitei a chantagem dela. Tenho três testemunhas que estavam na minha sala quando Jaques Wagner surgiu na linha do telefone tentando falar comigo. Ele dizia: ‘O PT quer votar com você. A gente faz tudo, não faça isso’. O [deputado] André Moura [PSC-SE] estava com Jaques Wagner na outra linha dizendo que ele estava insistindo para falar, e eu disse não falaria com ele.

Por que você não quis atender?

Porque já estava decidido. Não aceitei ser comprado com o voto do PT.


E se o governo não tivesse rompido com você?

Eu que rompi com o governo em 17 de julho. Quem rompeu com o governo fui eu. Eles tentaram várias vezes fazer acordo, várias vezes. Eles não tentaram só esse tipo de acordo.


Que outros?

A presidente, no dia em que eu estive com ela, em 1º de setembro, fui para uma audiência que ela convocou para falar de medidas e sei lá o quê. Ela disse que tinha cinco ministros do Supremo para poder me ajudar.


Ela disse isso? Em que contexto?

Disse isso. Ela não disse os nomes nem ajudar no que. Eu simplesmente ignorei. Teve uma outra oportunidade em que o governador [do Rio de Janeiro Luiz Fernando] Pezão, numa segunda-feira que eu estava aqui em Brasília, agosto ou setembro, simplesmente me telefonou porque precisava falar comigo urgente. Ele disse: ‘eu estava querendo ir almoçar com o Michel no Jaburu’. Eu disse: ‘Pezão, quer me encontrar lá?’. E ele foi. Chegando lá, pedi licença ao Michel eu fui para uma sala sozinho com ele, que veio com a mesma história de que ela tinha cinco ministros do Supremo para me ajudar.


Ajudar a te livrar [da denúncia na Lava Jato]?

Ajudar, mas não disse em quê.


Por que você não aceitou? Não denunciou?

Não é questão de aceitar. Eu não acredito nessas coisas. Eu não acredito que alguém possa ter cinco ministros do Supremo sob seu controle. Não existe isso, eu respeito a Suprema Corte e não entendo isso. Eu entendo isso como uma, digamos assim, como uma bravata. Concretamente, ela não disse o que ia fazer.


Acha mesmo que hoje alguém é capaz de influenciar a Lava Jato?

Não. Acho que tem seletividade. Me escolheram. Estão chegando a tal ponto que querem abrir inquérito contra pessoas que acham que são minhas aliadas. Chegaram nesse nível. O procurador-geral [da República Rodrigo Janot] resolveu me escolher como inimigo.


Para a Lava Jato, um de seus erros foi falar demais, dar versões diferentes sobre o requerimento apresentado …

Eu não falei nada. Eu tenho a prova de que o requerimento não foi feito no meu gabinete. Simples assim. Eu tenho a estação do computador que foi feito o requerimento. Isso tem prova técnica.


Isso foi feito onde?

Foi feito na Comissão de Constituição e Justiça. Eu digo a você. Quanto a isso, eu estou absolutamente tranquilo. O que estão fazendo, invadindo a prerrogativa do trabalho do parlamentar, é absurdo. Achar que o parlamentar não pode fazer o requerimento ou deixar de fazer. A ex-deputada Solange está sendo penalizada apenas para poder me atingir.


Está dizendo que o Ministério Público está com poder excessivo?

Tem que separar muito bem. Falo do procurador-geral da República, não da instituição, que tem de fazer o papel dela. Quando você pega decisão do meu afastamento, quase tudo é matéria jornalística.


O sr. vê diferença de tratamento com o presidente do Senado?

Eu deixo para vocês a conclusão. Instauraram um inquérito contra mim em março. A denúncia foi promovida sem concluir o inquérito com as oitivas que estavam programadas para serem feitas. Pedi adiamento de uma semana para dar tempo de o meu advogado distribuir memoriais e porque não estava completo o quórum daquele dia, um ministro [do STF] estava no exterior. Já um outro caso de três anos atrás foi apresentado e não teve pauta.
Eu não tenho nada contra, não estou acusando ninguém, mas existe uma diferença [em relação a Renan], não há dúvida nenhuma que houve uma diferença. Só estou discutindo a celeridade em relação ao meu caso.


Qual sua relação com Lúcio Bolonha Funaro? Ele comprou carros para sua empresa?

Eu não tive compra, eu tive mútuo. Totalmente colocado na contabilidade. Eles já quebraram o sigilo, têm a contabilidade. É que matéria probatória não é analisada nessa etapa inicial.


Teme ser preso?

Com muita sinceridade, eu estou muito tranquilo. Não posso temer nada, porque quem não faz nada não tem o que temer. Acho que as instituições têm que acabar funcionando para proteger os direitos.


Funcionaram até agora?

A novela inteira não passou, só capítulos.


E quando acaba?

Ah, é uma novela longa!


E a tese de que réu não pode presidir a Câmara dos Deputados?

O artigo 86 da Constituição é muito claro. Não posso ser processado por atos estranhos às minhas funções. E eles teriam de colocar prazo no meu afastamento, limitando-o a igual período da presidente da República, 180 dias. O terceiro agravante que existe é o que trata exclusivamente de quem está na função de presidente da República.
Pergunto o seguinte: se hoje eu, réu de uma ação penal, resolvo ser candidato a presidente da República e, se o partido me der legenda, conseguiria registrar a minha candidatura? Registro. Não está no ficha limpa. No ficha limpa, só processos transitados em julgado em segunda instância. Se eu posso ser candidato a presidente da República, por que eu não posso exercê-la?


O sr. acha que o retoma o mandato?

Acho que retorno. Nós vamos produzir recursos, vamos conseguir convencer o Supremo.


Foi um erro capital de Dilma colocar um candidato para enfrentá-lo para a presidência da Câmara?

Esse governo é mais ou menos um avião quando cai. Não cai por um motivo só. O piloto está num mal dia, passa mal, tem falha mecânica, falha de planejamento, a comunicação com as torres está errada.
O governo errou na campanha eleitoral. Ganhou com um discurso fraudulento. A presidente mentiu à nação, ganhou sem hegemonia eleitoral e com uma base partidária em frangalhos. Ainda por cima, eles tinham uns gênios da articulação politica. Tentaram dar um tchau, PMDB. Aquilo foi apenas uma etapa, não é razão.
Se você fizer uma análise fria, os votos que o candidato do PT teve contra mim foram os votos para evitar o impeachment. Ela não agregou nada. Uma articulação política “organizações tabajara”. Eu me lembro muito bem de uma frase: as duas coisas orgânicas que existiam no Congresso eles estavam querendo jogar fora –o PMDB e a CNB [corrente majoritária] do PT. Ela errou na escolha do ministro da Fazenda, ou escolheu direito e o enfraqueceu na própria ação. Ela teve oportunidades para poder dar uma resposta e ter mudado. Porque, quando a economia vai bem, tudo vai bem. Quando a economia vai mal, todo o resto acaba indo mal.


Se o sr. não existisse, não haveria o impeachment.

Aí, minha querida, Deus que me colocou lá.


Deus queria o impeachment de Dilma?

Não sei, nada acontece se não for pela vontade de Deus.


Foi abandonado por Michel Temer desde seu afastamento?

Eu estive com ele já, tenho falado com ele quase constantemente, não tenho nenhum problema. Não há o que cobrar. Cobrar o quê? Você tem uma situação inusitada, porque a decisão não foi dele, não foi ele que agiu pra isso. Eu estou sofrendo muito mais uma ação orquestrada dos adversários desse processo de impeachment do que necessariamente dos fatos que acontecem.


O grupo de Temer acha que sua saída descontamina a imagem dele.

Tem sempre as fofocas e aqueles que querem ocupar os espaços que porventura acham que vai ter concorrente. Não é a visão do Michel. Não tenho sinal nenhum em relação a isso.


O sr. cobrou que Temer cumprisse acordos firmados antes da votação do impeachment.

Não só eu, eles cobraram mesmo. O Michel conversava com os partidos, não só eu falava, não. Eu participei de muitas conversas e de muitos debates, não é que cobrei, eu não preciso cobrar o Michel pra ele cumprir os acordos. Ele sabe os acordos que ele tem que fazer ou não pra ter sua base política.


Ele descumpriu vários.

Mas aí quem teve o acordo descumprido que reclame com ele, não sou eu. Se é que aconteceu isso.


Acha correto oferecer cargo pra votar no impeachment?

Ele não ofereceu cargo pra votar no impeachment. Quem ofereceu pra votar contra o impeachment foi a presidente da República.


Temer também.

Não, com Michel foi outra coisa.


Agora ele é cobrado a pagar a conta…

Ele está sendo cobrado da participação dos partidos que desprezaram as ofertas fisiológicas e optaram pela solução de resolver o problema do país.


Não é mais justo dizer que recusaram as ofertas fisiológicas de Dilma e aceitaram as ofertas fisiológicas de Temer?

Não, até porque o Michel não tinha o que ofertar. Quem tinha a caneta, quem publicava os Diários Oficiais gordos com nomeações e demissões era a Dilma, não o Michel.


Se o sr. tivesse diante da Dilma agora, o que diria a ela?

Tchau, querida [risos].


O grupo de Temer o vê por trás da anulação do impeachment por Waldir Maranhão.

Isso é brincadeira, só pode ser uma piada. Eu não teria conduzido esse processo do jeito que conduzi para chegar ao fim e fazer uma lambança dessa natureza. O que o ministro da Justiça, o governador do Maranhão e a presidente da República fizeram é obstrução à Justiça. Só isso já valeria um pedido de impeachment. Se chegasse nas minhas mãos um pedido com essa argumentação, eu abriria.


Maranhão agiu junto, merece o impeachment?

Não cabe. Ele está no exercício do mandato, tem o poder de conceder decisões. Posso discordar, achar que é absurda, antirregimental, irresponsável, mas ele tem o poder.


Sua renúncia forçaria uma eleição nova na presidência. Se o Waldir Maranhão estiver atrapalhando o governo de Temer…

Eu não vou renunciar.


Ainda que ajude Temer?

Não está em jogo eu renunciar para poder facilitar ou dificultar quem quer que seja. Eu estou no meu direito, eu fui eleito. Eu vou exercer minha defesa. A Constituição só prevê uma medida cautelar para parlamentar: a prisão em flagrante, que precisa ser submetida ao plenário da Casa. Para o afastamento, o STF aplicou isonomia. Delcídio foi preso em flagrante e não foi suspenso seu mandato. Uma suspensão sem prazo. Até quando, por que motivo? É uma cassação branca do meu mandato! Do mandato de deputado. Estou sofrendo uma cassação branca.


Incomoda ter sido afastado antes de Dilma?

Não estou fazendo competição de afastamento.


Não foi alertado de que, se prosseguisse com o impeachment, seria o próximo a cair?

Não tenho dúvida nenhuma de que, quando você parte pra esse tipo de enfrentamento, a gente acaba prejudicando. Recebi ameaças de morte. Mas se há uma coisa que não tenho na política é medo. Faço o que considero correto. Eu sabia, tinha absoluta convicção de que quem entra numa guerra vai tomar tiro também, isso é normal.


Aliados já decretaram sua morte política.

Não morri nem pretendo morrer. Ou não estaria aqui falando com vocês.


Como um dos mais poderosos presidentes da Câmara foi tão rápido do apogeu ao chão?

Eu cumpri 60% do meu mandato. A Dilma não chegou à metade.


Atribuem sua influência ao fato de financiar a campanha junto a empresários de mais de cem deputados.

Isso é balela! A história real eu já cansei de falar. O que eu fiz, e sempre fiz, foi ajudar o meu partido na obtenção de recursos na campanha eleitoral. De outros partidos, negativo. Só o meu partido.


O que o Michel Temer ofereceu?

Nada. Michel nunca me pediu para dar curso a processo de impeachment nem nunca me ofereceu nada.

14 de maio de 2016 às 14:08

Bandidos roubam arma e colete de segurança do posto da Caern no Km6 [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Bandidos roubaram hoje no final da manhã, arma e colete à prova de balas do segurança do posto da Caern no Kilômetro 6, em Natal.

Não é a primeira vez que isso acontece.

Daqui a pouco a bandidagem toda estará equipada e protegida das balas da polícia.

Só desse posto da Caern vários já foram levados.

14 de maio de 2016 às 7:33

Cultura deve se desligar da Educação e virar Secretaria ligada à Presidência [0] Comentários | Deixe seu comentário.

E o governo Temer já pode estar dando sua primeira recuada.

A grita dos artistas contra a extinção do Ministério da Cultura, levando a uma fusão com a Educação, provocou discussão no governo em torno da criação de uma Secretaria de Cultura, ligada diretamente à Presidência da República.

E a subpasta já tem até nome para chefiá-la: o ator Stepan Nercessian, que já foi deputado pelo PPS.

14 de maio de 2016 às 1:31

Quem perde e quem ganha foro privilegiado [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Com o desmanche do governo Dilma Rousseff, 5 investigados na Lava Jato perdem o foro privilegiado.

O ex-ministro da Educação Aloízio Mercadante; o ex-ministro de Governo, Jaques Wagner; o ex-ministro de Comunicação Social, Edinho Silva; o ex-ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini: e o ex-assessor especial da presidente Dilma Rousseff, Gilles Azevedo.
Outro que perde o foro: o ex-presidente Lula, que volta para as mãos do juiz Sergio Moro…

Enquanto isso, do outro lado…
Ganham foro privilegiado assumindo cargos no primeiro escalão do governo Temer, os ministros de Governo, Geddel Vieira Lima e do Turismo, Henrique Alves.

Romero Jucá, do Planejamento, investigado como os outros dois, já tem foro privilegiado como senador.

14 de maio de 2016 às 0:23

Fora Temer no Rio de Janeiro [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Protesto contra o governo Michel Temer neste momento no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro.

É o #ForaTemer registrado pelo jornalista Fernando Rodrigues.

14 de maio de 2016 às 0:13

Ministro linha dura da Justiça diz que não vai permitir “atos de guerrilhas” em protestos pelo país [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Da Folha:
Ministro da Justiça combaterá ação violenta de movimentos de esquerda
MARIANA HAUBERT

MÁRCIO FALCÃO

DE BRASÍLIA
  

Recém-empossado como novo ministro da Justiça, o ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, defendeu nesta quinta-feira (12) que a atuação violenta de movimentos de esquerda deverá ser combatida.
“A partir do momento que seja MTST, ABC, seja ZYH, que deixam o livre direito de se manifestar para queimar pneu, colocar em risco as pessoas, aí são atitudes criminosas que vão ser combatidas, assim como os crimes”, disse após participar da cerimônia de posse do ministro Gilmar Mendes como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Nas últimas semanas, Moraes foi criticado por ter ordenado, sem mandado judicial, a entrada da Polícia Militar no Centro Paula Souza, na região central de São Paulo, então ocupado por estudantes que protestavam por fornecimento de merenda.
O ministro também chamou de “atos de guerrilha” protestos realizados em São Paulo no início desta semana contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.
Sobre as críticas, Moraes afirmou que não foi questionado pela população, mas apenas por “dois ou três jornalistas”.
Após o evento, Moraes também elogiou a Operação Lava Jato, a que chamou de “símbolo do combate à corrupção”. “Temos não só que mantê-la como, porque é uma belíssima operação, melhorar. Melhorar a operação com mais celeridade e mais efetividade”, disse.
Nas últimas semanas, enquanto o presidente interino Michel Temer discutia a montagem de seu governo, petistas acusaram o peemedebista de querer blindar a Operação Lava Jato, principal investigação criminal em andamento no país.
Integrantes do novo ministério de Temer e de partidos da base aliada também são alvos da operação que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.
Questionado se poderia substituir o atual diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, Moraes disse apenas que vai se inteirar das questões do ministério antes de tomar qualquer decisão.
Alexandre de Moraes destacou ainda que pretende focar seu trabalho no combate à criminalidade organizada, principalmente em relação ao contrabando de armas que entram no Brasil. “É uma fronteira absolutamente desguarnecida, vem trazendo um aumento da criminalidade violenta no país todo”, disse.
O novo ministro é tido como uma indicação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Também presente ao evento, o tucano elogiou a atuação de seu ex-secretário. “É um verdadeiro exemplo à lei e à firmeza. O povo brasileiro está cansado de bagunça”, disse. Para ele, hoje em dia é “politicamente incorreto cumprir a lei”. “Não é possível o país continuar desta forma”.