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31 de outubro de 2007 às 23:38

José Adécio: “O leite potiguar é mais fraudado do que o de Minas Gerais”

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O deputado José Adécio não pára de chamar atenção para os riscos de se consumir leite produzido no Rio Grande do Norte.

Aproveitando a crise do leite deflagrada em Minas Gerais, causada pela descoberta de adulteração com substâncias químicas, ele voltou a falar sobre o assunto na sessão da quarta-feira, na Assembléia Legislativa.

Para José Adécio, “o leite potiguar é muito mais fraudado do que o de Minas Gerais”. Adécio foi relator da CPI do Leite instaurada em 2003, para apurar irregularidades no Programa do Leite do governo do Estado, que beneficia crianças e mulheres grávidas carentes.

“A fraude imoral e inconteste do leite do Rio Grande do Norte pode ter repercutido menos do que a do estado mineiro. A única diferença é que lá em Minas Gerais o leite que estava na prateleira dos supermercados, quem comprava eram os ricos ou a classe média mais protegida. Aqui, quem recebe o leite contaminado são os pobres”, disse o deputado Democrata em plenário.

Há 4 anos, o relatório da CPI do Leite, baseado em exames laboratoriais, mostrou que o Leite Marina continha grande quantidade de leite em pó e soro de leite em pó, e que nos outros Laticínios também fiscalizados, foram encontrados, no leite tipo C fornecido ao programa do governo, cerca de 30% de urina, 20% de bicarbonato de sódio e 95% estavam fora dos padrões de teor de gordura.

O relatório foi encaminhado ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e à Procuradoria Geral, mas segundo José Adécio, até o momento nenhuma usina foi punida.

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