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11 de novembro de 2007 às 18:24

Delegado Rolim ouve militar da FAB, proprietário da casa onde o corpo de Andréia foi enterrado

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O militar ouvido pelo delegado Raimundo Rolim, hoje em Belo Horizonte, é o proprietário da casa da Vila de Ponta Negra onde o sargento Andrei Thies e o pai, Amilton Thies, enterraram o corpo de Andréia Rodrigues.
Sabendo que o militar da Força Aérea havia passado em um concurso e iria se mudar para Belo Horizonte, Andrei perguntou se ele alugaria a casa.
Nesse período, Andréia ainda estava viva.
No depoimento do sargento preso, mais uma mentira foi constatada.
Ele havia dito ao delegado que não tinha contrato de locação e que tinha alugado a casa sem assinar nada.
O militar ficou de enviar amanhã o documento ao delegado Rolim.
O contrato foi assinado pelos dois e o valor do aluguel ficou em R$ 550,00.
A casa onde eles moravam em Cidade Verde é que foi alugada no nome de Andréia, sem que ela soubesse.
O delegado disse ao Blog que precisava ouvir o dono da casa para conferir as datas e checar se Andrei e Amilton falaram a verdade quando disseram que levaram o corpo de Andréia para o depósito de polpa de frutas na rua das Alagoas.
Rolim disse que a necessidade de se ouvir mais e mais pessoas aumenta, à medida que ele vai constatando que os envolvidos no crime mentem demais.
Ao delegado, o militar dono da casa disse estar bastante aperreado, pois o que Andrei e Amilton fizeram, vai desvalorizar o seu imóvel, pois ninguém quer morar em uma casa onde o corpo de uma pessoa assassinada foi enterrado no quintal.
Pelo depoimento colhido hoje em Belo Horizonte, Rolim constatou que o corpo de Andréia foi enterrado na casa no dia 27 de agosto.
Portanto, ainda dá para acreditar que:
No dia 22 eles mataram e botaram o corpo na geladeira de casa.
No dia 23 levaram o corpo para o depósito.
No dia 26, um domingo, Andrei pegou a chave da casa com o militar e assinou o contrato.
No dia 27 pela manhã ele foi à Segunda DP de Parnamirim prestar queixa do desaparecimento da esposa, e depois, por volta de 15h30, foi com o pai buscar o corpo de Andréia no freezer do depósito de polpa de frutas e, finalmente, enterrá-lo no quintal da casa onde a polícia encontrou no dia 29 de outubro.

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