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20 de junho de 2008 às 17:44

Eleonora Castim entrega carta de demissão ao secretário de Saúde

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O ainda secretário de Saúde do Estado, Adelmaro Cavalcante, acaba de receber uma carta da (ex) coordenadora de Orçamento e Finanças da Secretaria Estadual de Saúde, Maria Eleonora Lopes d’Albuquerque Castim. Onde ela, se dizendo injustiçada por ter sido presa durante a Operação Higia, da Polícia Federal, entrega o cargo alegando que precisa de tempo para cuidar de sua defesa.
Quando foi à casa da governadora Wilma de Faria esta semana, para também entregar o seu cargo de secretário de Segurança, o marido de Eleonora, Carlos Castim, avisou a Wilma que, tão logo deixasse a Superintendência da Polícia Federal, sua esposa tomaria a mesma atitude.
Eis, na íntegra, e em primeira mão, a carta assinada pela mulher do ainda secretário de Segurança:
Natal, 20 de junho de 2008
Senhor Secretário Adelmaro Cavalcanti,
Tendo em vista os últimos acontecimentos, nos quais fui envolvida de maneira injusta e incompreensível, venho, através desta carta, informar que estou deixando o cargo de coordenadora de Orçamento e Finanças da Secretaria Estadual de Saúde Pública. Faço isso de cabeça erguida e com a certeza que nada tenho a esconder ou temer em relação à minha conduta profissional ao longo desses quase seis anos que estive nesta Secretaria, bem como em toda minha vida profissional, que sempre foi pautada pela honestidade e correção nas funções que desempenhei.
O senhor, melhor do que ninguém, sabe que jamais atuei no manuseio de contratos e/ou licitações desta Secretaria. Minha função sempre foi a de pagadora dos processos, após os mesmos terem sido analisados pela Procuradoria Geral do Estado, aprovados pela Controladoria Geral do Estado e autorizados pela Secretaria Estadual do Planejamento e das Finanças.
Como o senhor bem sabe, jamais utilizei dinheiro em espécie para pagar os contratos da Secretaria. Todos os pagamentos são feitos através de empenho e ordem bancária, após o estrito cumprimento dos procedimentos legais. Quem me conhece sabe que jamais transigi ou fiz qualquer concessão na defesa do patrimônio público. Sempre foi assim, na FUNPEC ou como Diretora de Controle Interno da Controladoria Geral do Município de Natal, órgãos por onde passei.
Deixo a função, que ora exerço, para cuidar da minha defesa, pois minha vida foi devassada, juntamente com a da minha família. Nada encontraram porque não havia nada a encontrar. Abri todos os meus sigilos. Bancário, fiscal e telefônico. Agora tenho que trabalhar para resgatar a minha imagem e a de minha família. Quero também me dedicar mais aos meus filhos e ao meu marido, que sofreram junto comigo e sentiram demasiadamente a minha ausência e a terrível injustiça da qual fui vítima em todo esse episódio. A verdade prevalecerá. Ela nunca é impaciente porque é eterna.
Atenciosamente,
Maria Eleonora Lopes d’Albuquerque Castim

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