#JornalismoSemFakeNews

20 de outubro de 2009 às 12:34

Uma explicação aos meus amigos, aos meus leitores

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Depois de muito atender telefonemas, uma pausinha para escrever…
E contar o que aconteceu hoje comigo.
Perdi o furo.
A notícia está nas ruas.
Mas vou contar desde o começo.
Estava na redação do Jornal de Hoje, onde era editora geral, e onde trabalhava desde o ano de 2000, quando fui chamada pelo dono, Marcos Aurélio de Sá.
Para me explicar que estava prestes a iniciar mudanças no veículo por causa da chegada do “Novo Jornal”, o matutino que o jornalista Cassiano Arruda vai estrear no dia 17 de novembro.
Me explicou que o Primeira Edição não tinha conseguido ocupar o espaço deixado pelo Diário de Natal, e que tinha a missão de ocupar esse espaço até o dia 17 de novembro.
Data em que o “Novo Jornal” começa a ir para as ruas…
Data em que o Jornal de Hoje estréia como matutino, (Jornal de Ontem?) e o que era o Jornal de Hoje vespertino passa a ser um complemento do noticiário da manhã.
Com os mesmos colunistas, e os mesmos assuntos…atualizados.
Para enfrentar um concorrente forte, segundo ele me contava, vai demitir 20 pessoas.
O tempo todo ele me justificou que o Blog estava crescendo e que eu precisava de tempo para ele…
Que o Blog vem crescendo, eu sei.
E agradeço a Deus todos os dias por isso.
Como agradeço aos leitores e ao mercado publicitário que, diante da credibilidade do que é noticiado, tem ocupado cada vez mais espaços.
Continuando…
Tentou me justificar que irá enfrentar um concorrente forte…demitindo…
E fez o que achava que devia.
O jornal é dele.
Também foi meu – como funcionária que trabalhou pelo seu crescimento – durante 9 anos.
Não vou cuspir no prato que comi, jamais.
O JH foi muito importante pra mim, como eu fui muito importante pra ele.
Mas a missão acabou.
Pra mim, ela foi cumprida.
Nesse período eu criei o Blog, conquistei leitores, respeito, credibilidade.
Continuarei aqui…
E agora com mais tempo.
Para os leitores, para as minhas fontes, para mim, para minha filha.
Torço pelo sucesso contínuo do jornal, e rogo para que ele não se fragilize diante de um concorrente forte.
Minha visão empreendedora não entendeu muito bem o sotaque de fragilidade ouvido na manhã de hoje.
Não foi isso o que aprendi ali durante 9 anos.
Mas o tempo passa.
Se acho ruim deixar a redação que foi minha casa durante metade do dia durante 9 anos, de segunda a sábado, sem direito a ter fim de semana completo?
Acho.
Nenhuma ruptura é interessante.
Mas a perda é apenas afetiva, profissional.
Fiz amigos, e assim como no Blog, conquistei respeito, credibilidade.
Fora isso…
Fui demitida em 1999 da TV Cabugi, num episódio que dispensa repetir aqui.
Àquela época, como editora de rede nacional, ganhava líquido quase 4 mil reais.
Sobrevivi, cresci.
Hoje, como editora geral, meu salário não chegava a 2 mil.
Sobreviverei, crescerei.
Aos meus leitores queridos…
Estarei aqui todos os dias.
Com mais tempo.
Bem mais tempo.
E não esperem de mim farpas contra quem me acolheu um dia.
Aos meus amigos repórteres, que continuam lá, torço por vocês.
Aos meus amigos fotógrafos que continuam lá, volto a dizer: a boa foto muitas vezes está por trás da interação com o repórter.
Não importando se a câmera é sua e você não recebe aluguel como determina a lei cumprida por outros veículos.
Às minhas amigas dos outros departamentos, Madalena (não precisa chorar), Kaaren, Paulinha, Sheyla, Heloíse…
Só preciso de amizade: de solidariedade, alguém precisa mais do que eu neste momento.
Obrigada a todos pelo carinho de sempre.

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