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26 de março de 2010 às 1:05

Vacina contra gripe H1N1: tomar, ou não tomar?

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Vacina contra gripe H1N1…
Tomar ou não tomar?
A enfermeira natalense Juliana Galhardo, recebeu um desses e-mails que circulam pela internet, e que muita gente recebe.
Neste, sem assinatura, um alerta para que as pessoas não tomem a tal vacina.
Leia o que diz o e-mail e em seguida acompanhe o que fez a profissional natalense:
EMAIL QUE CIRCULA NA INTERNET

8 razões para você não tomar a vacina H1N1
1- A vacina H1N1 contém mercúrio – a segunda substância mais perigosa do planeta depois do urânio! O veneno de uma cascavel é menos perigoso que o mercúrio! O mercúrio em outras vacinas está ligado à epidemia de autismo entre crianças!
2 – Ela contém esqualeno, uma substância que quando injetada no corpo pode fazer o sistema imunológico humano voltar-se contra si mesmo!
3 – Ela contém células de câncer de animal que pode provocar câncer nas pessoas!
4 – Até o governo federal não está confiante quanto à segurança da vacina H1N1, é por isso que foi dada às indústrias farmacêuticas imunidade contra ações judiciais. Isto significa que se seu filho ou esposa ficar inválido ou morrer por causa da vacina H1N1, você não poderá processar a indústria farmacêutica que fez a vacina!!!
5 – A entrada no mercado da vacina foi acelerada, o que significa que todos os efeitos colaterais a médio e longo-prazo não são conhecidos!
6 – Em 1976 o instituto médico afirmou que havia uma situação crítica relativa à gripe suína, quando de fato somente 5 pessoas em todo o país adoeceram com ela. A situação crítica foi uma fraude na época tal como é uma fraude agora. As pessoas começaram a morrer ou ficarem inválidas após tomarem a vacina contra a gripe suína!
7 – As estatísticas e os fatos estão sendo manipulados para provocar pânico! O número de pessoas que supostamente estão com o H1N1 são somente estimativas, não números reais. Os testes usados para o H1N1 NÃO são aprovados pela FDA (Agência de Drogas e Alimentos dos EUA), e esses testes NÃO são confiáveis! Os poucos que supostamente morreram por causa do H1N1 também estavam com pneumonia ou outras doenças, entretanto, o instituto médico quer que você acredite que o H1N1 foi a única causa dessas mortes.
8 – De acordo com as declarações dos Centros de Controle de Doenças, Agência de Drogas e Alimentos e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o H1N1 é uma doença moderada da qual muitas pessoas se recuperam em uma semana sem medicação!
*
Preocupada com o que leu, a enfermeira Juliana Galhardo encaminhou email mais do que depressa à Sociedade Brasileira de Infectologia,
Nome:Juliana Galhardo
Mensagem:
Caros colegas médicos da Sociedade Brasileira de Infectologia, recebi esse email ontem, e li e reli várias vezes e procurei entender e estudar o que está escrito abaixo. São tantas imoralidades que acontecem no mundo de hoje que sinceramente, nós profissionais da área de saúde ou cidadãos não sabemos mais em quê ou em quem confiar.
Gostaria de enviar esse email para melhor averiguação de vocês.
Atenciosamente,
Juliana Varela Galhardo
Enfermeira – Natal/RN
*
E o e-mail da enfermeira Juliana Galhardo foi respondido rapidinho.
Eis a resposta da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Prezada Juliana:
Já tomamos conhecimento destes e-mails circulando pela internet e estamos orientando a população da seguinte maneira:
A vacina monovalente contra a gripe A (H1N1) 2009, adquirida pelo Ministério da Saúde, é constituída de um vírus inativado e registra uma efetividade média maior que 95%. A resposta máxima na produção de anticorpos é observada entre o 14º e o 21º dia após a vacinação.
Dados sobre a ocorrência de Eventos Adversos Pós Vacinal (EAPV) com a vacina influenza sazonal são a base de interpretação dos eventos que poderão ocorrer com a vacina pandêmica (H1N1) 2009. A vacina contra a influenza (gripe) tem um perfil de segurança excelente, sendo utilizada no Brasil em estratégia de campanha anual para a população com 60 anos ou mais e para adultos e crianças acima de 6 meses, em situações clínicas especiais, de acordo com as indicações do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE). As vacinas contra influenza utilizadas no Brasil são inativadas, contendo vírus mortos, fracionados ou em subunidades, não podendo, portanto, causar influenza (gripe). Processos agudos respiratórios após a administração da vacina significam processos coincidentes e não estão relacionados com a vacina, portanto, sem relação causa-efeito.
A OMS estima uma incidência aproximada de 10 a 100 EAPV por 100 mil doses de vacinas aplicadas e, dentre esses, uma incidência de 0,5 a 2 eventos adversos graves (EAG) por 100 mil doses de vacinas distribuídas.
A vacina contra o vírus influenza pandêmica (H1N1) 2009 é muito segura e, em função disso, as contra-indicações à sua administração são bastante restritas, a exemplo:
a) antecedentes de reação anafilática severa aos componentes da vacina;
b) doenças agudas graves.
Os eventos adversos relacionados à vacinação contra Influenza são pouco frequentes e, na sua maioria, são passageiros e se resolvem naturalmente, em até 48 horas.
O tiomersal, mercúrio e escaleno são conservantes/adjuvantes da vacina que servem para impedir a contaminação das vacinas multi-dose e potencializar a mesma. Nenhum imunobiológico ou medicamento consegue registro nas autoridades nacionais e internacionais sem antes passar por estudos pré-clínicos, de eficácia e segurança. Somente as gestantes não devem tomar a vacina com adjuvante por conta de não haver estudos neste grupo populacional.
Atenciosamente
SBI
(Sociedade Brasileira de Infectologia)

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