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29 de agosto de 2010 às 23:05

Colunista pernambucano repete o que antecipou Dilma: “RN, o Pré-Sal dos ventos”

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Colunista de Economia do Jornal do Commercio, de Recife, o jornalista Fernando Castilho, que também assina o blog www.pontodepauta.com.br comentou, nos dois veículos, o desempenho do Rio Grande do Norte no leilão de eólicas, ocorrido na quinta-feira.

RN VIRA O PRÉ-SAL DOS VENTOS
Fernando Castilho

Dilma Rousseff era ministra de Minas e Energia quando, ao analisar o potencial das jazidas eólicas dos Estados brasileiros, disse que o “Rio Grande do Norte era o pré-sal dos ventos”.

Na última quinta-feira, com os resultados do segundo leilão da Aneel, o Estado viu a afirmação virar realidade, já que dos 70 projetos de parques eólicos aprovados, o Estado vai abrigar 39. Somados aos 23 que já conquistou no primeiro leilão e aos que estão se instalados, ele abrigará um conjunto capaz de gerar 2.965 MW, quase cinco vezes mais que seu consumo médio de 640 MW.

Só no segundo leilão da Aneel, os empreendimentos abrigados no RN terão 1.065 MW de potência instalada, que exigirão investimentos de quase R$ 5 bilhões, uma vez que cada MW gerado em usina eólica custa R$ 4 milhões. Atualmente, o ranking brasileiro na geração de energia é liderado pelo Estado, seguido de Ceará, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul, Estado da ex-ministra, que ajudou a implanta-los lá.

No primeiro leilão de fontes alternativas de energia feito em dezembro de 2009, o RN já revelara sua atratividade com a contratação de 23 parques com potência instalada de 657 MW e investimentos de R$ 3,4 bilhões até 2012. Somados aos 39 desta semana, o Estado agora tem previsão de abrigar 42 parques. Hoje, o RN tem dois parques eólicos em operação. Um da Petrobras (implantado em 2004, com capacidade de 1,8 MW) e outro da Iberdrola em Rio do Fogo, que desde 2006 pode gerar até 51,1 MW. Mas este ano, o Alegria I da Multiner (Guamaré) entrará em operação com capacidade de 561,1 MW, enquanto o Alegria II (já em construção) poderá produzir 661,9 MW no ano que vem.

Nordeste tem maiores jazidas de vento
Detentor de metade do potencial de jazidas de vento do País, no Nordeste, o Ceará e o Rio Grande do Norte são identificados como donos das melhores e maiores jazidas da região. Antes desse dois leilões, o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa 2002), do governo federal, comprou a produção dos parques que podem gerar até 1.423 MW de energia eólica, dos quais 1.000 MW no Nordeste. Agora, nos leilões da Aneel, a região dominou as ofertas de energia gerada com a força dos ventos.

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