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5 de novembro de 2010 às 6:12

aCom atendimento aprovado por mais de 80% dos pacientes, UPA corre risco de fechar

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O procurador geral do município, Bruno Macedo, não acredita que o Ministério Público vá pedir o fim do contrato com o Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde – IPAS – provocando a inviabilização do funcionamento da UPA – Unidade de Pronto Atendimento, construído na zona Norte de Natal, e que tem tido, através de pesquisas, aprovação de mais de 80% da população atendida.

“Quando formos citados oficialmente pelo MP, coisa que ainda não fomos, vamos defender a legalidade e a constitucionalidade da gestão. Entendemos que este posicionamento contrário a este modelo de gestão é superado”, informou Macedo, justificando que o contrato de parceirização entre a Prefeitura e o Ipas está baseado numa lei federal de 1988 que prevê a gestão de um serviço público como no caso da UPA, através de uma organização social.
“Respeitamos o poder judiciário e aguardaremos a decisão do juiz. Mas não creio que a Justiça venha optar pela descontinuidade de um serviço que hoje é essencial para a população da nossa cidade”, conclui o procurador.

Em entrevista coletiva, o secretário de Saúde, Thiago Trindade, se pronunciou sobre a Ação Civil Pública (ACP) impetrada pelo Ministério Público Estadual (MPE), que pede a anulação do contrato da Prefeitura com a empresa responsável pela gestão da UPA.

“Vamos continuar com o atual modelo de gestão aplicado na unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Pajuçara. A população não pode ser prejudicada”, disse Thiago, afirmando que não há irregularidade no contrato, já que a rede municipal de saúde não dispõe de pessoal suficiente para prestar o serviço de excelência que vem prestando na UPA.
O modelo adotado em Natal segue exemplo de outras capitais, como Rio de Janeiro e Recife.
“Para atender o MP teríamos que fechar a unidade para reformular seu modelo de gestão, o que não é bom para população, que não se importa se o modelo é tercerizado ou parceirizado. O que as pessoas querem é um atendimento de qualidade que funcione, como bem acontece na UPA do Pajuçara, que tem 98,8% de aprovação com mais de 300 atendimentos por dia”, informou o secretário.
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Do Blog – Sinceramente eu não entendo a posição do Ministério Público nesse caso.
Basta comparar a UPA com os postos de Saúde e hospitais da rede municipal na última greve dos médicos: atendimento quase zero nas unidades controladas pela Prefeitura…e 100% na UPA.
Como ficou claro, através da própria Justiça, que muitas greves, no caso mesmo dessa última da Saúde, têm um tom politiqueiro…caso a UPA passe para a gestão pública, será mais uma unidade de Saúde fadada a se acabar…por questões política-politiqueiras.
Não dá para entender a revolta em torno de um serviço prestado e aprovado.
Sinceramente.

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