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3 de janeiro de 2011 às 18:48

Ao assumir Ministério da Previdência, Garibaldi diz que seu currículo não é o que Dilma esper

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Garibaldi e suas sinceridades…
Leia reportagem do G1 sobre a posse do novo ministro da Previdência

GARIBALDI DIZ NÃO TER O CURRÍCULO QUE DILMA ESPERAVA PARA A PREVIDÊNCIA
Da cota do PMDB, ele agradeceu, por esse motivo, confiança da presidente.
Segundo senador, em vez de “feliz Ano Novo”, ouve que assumiu “abacaxi”. 
Maria Angélica de Oliveira
Do G1, em Brasília

O novo ministro da Previdência Social, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse nesta segunda (3) não ter o currículo que, na avaliação dele, a presidente Dilma Rousseff esperava do ocupante do cargo.
Ele fez a afirmação durante cerimônia em que recebeu o cargo do antecessor Carlos Eduardo Gabas. Convidado por Garibaldi para permanecer no ministério como secretário-executivo, Gabas aceitou.
"Queria agradecer à presidente Dilma Rousseff pela confiança que ela depositou em mim, pelo fato de que não tenho realmente aquele currículo que talvez ela desejasse ter para o ministro da Previdência Social", afirmou.

Garibaldi é um dos ministros indicados pelo PMDB. Em tom de brincadeira, ele disse que chegou a se sentir "revoltado" com o partido por tê-lo recomendado para assumir o que, segundo afirmou, muitos consideram "um abacaxi". 
"Me senti intimidado ao assumir o cargo e, às vezes, até revoltado com o meu partido, porque as pessoas me diziam, principalmente agora, no final do ano, em vez de feliz Ano Novo: “Você vai assumir um abacaxi”; “Aquele ministério é um abacaxi, prepare-se”, o que é uma injustiça, sobretudo com o Gabas, porque o Ministério da Previdência mudou", declarou, em meio aos risos do público.

No último dia 7 de dezembro, depois de ter sido indicado à presidente Dilma Rousseff pelo PMDB, Garibaldi afirmou, sobre o ministério: "Não é muito do meu agrado, mas a gente tem que trabalhar com o que é do agrado e o que não é". No dia seguinte, afirmou que estava "disposto a servir ao país" e que a presidente ficaria "feliz" com a presença dele no ministério.

Ex-ministro – O ex-ministro Carlos Eduardo Gabas anunciou no discurso que foi convidado por Garibaldi e aceitou voltar a ser secretário-executivo, cargo que ocupava antes de assumir a pasta.
O mesmo aconteceu no Ministério de Minas e Energia, também da cota do PMDB. Lá, o ministro que entregou o cargo, Márcio Zimmermann, será secretário-executivo de Edison Lobão, que estará à frente do órgão a partir de agora.
Gabas contou que seria indicado para a presidência dos Correios, mas disse que tomou a decisão a pedido de Garibaldi.

Reforma da Previdência – Garibaldi defendeu uma discussão aprofundada da reforma da Previdência e colocou como alternativa “ajustes pontuais”. Em referência ao fator previdenciário, disse que é um desafio “buscar equilíbrio entre tempo de contribuição e tempo de recebimento”.
Para ele, a proposta de substituir o fator previdenciário por uma idade mínima pode ser analisada. “Sabemos muito bem que o fator previdenciário agrava a situação. Ele se insere no cálculo e termina contribuindo para que tenhamos uma cobrança maior para o segurado.”

Trabalhadores informais – No discurso, o novo ministro destacou a meta de incluir no regime de previdência os trabalhadores informais como autônomos, microempresários e empregados domésticos. Disse que implantará medidas de controle e combate a sonegação e fraudes.
Ele colocou como desafios o envelhecimento da população e a necessidade de inclusão de todos os idosos na cobertura previdenciária.

“Os dados estão a indicar que o brasileiro que nasce hoje pode esperar ultrapassar os 73 anos, significando um aumento de expectativa de vida de três meses e 22 dias de 2009 em relação a 2008, o que mostra o Brasil à frente de países como a China, a Colômbia, o Paraguai, a Rússia, entre outros. A cada ano, vemos significativa expansão da base de idosos, algo entre 3 a 4%. É sabido que quanto mais a população envelhece, mais recursos ela terá que ter para arcar com os benefícios.”

Angélica Oliveira – G1
                                                          Garibaldi e Gabas, durante transmissão do cargo
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