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4 de julho de 2011 às 15:22

Flávio diz que forma que o governo quer pagar dívidas coloca negociação “na lata do lixo”

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Em entrevista coletiva no final da manhã, para rebater declarações do chefe da Casa Civil do governo, Paulo de Tarso Fernandes, sobre o papel da Fiern, o presidente da instituição, Flávio Azevedo, também falou sobre renegociação de dívidas por parte do governo, devedor a fornecedores das gestões passadas.

"A renegociação de dívidas proposta pelo governo quebra uma regra de ouro nas relações comerciais entre quem vende e quem compra. É a política do devo, não nego, pago quando, quanto e como quiser. Os valores que o Estado está querendo parcelar não é dívida, é despesa que tem de ser honrada. O chefe de gabinete quer que a Assembléia Legislativa se responsabilize pelas despesas
governamentais. É uma negociação inédita em qualquer lugar do mundo. A
forma como o projeto de lei foi encaminhado pelo Gabinete Civil bate de frente com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Todo devedor tem o direito de dialogar com seu credor para negociar dívidas, mas isso feito através de lei deixa a palavra "negociação" na lata do lixo. Os credores do governo não podem se submeter ao garrote de uma lei indevida”, explicou Azevedo, que não se mostrou, por causa dos tiros que levou do auxiliar mais próximo da governadora Rosalba Ciarlini, nem um pouco interessado em romper relações com o governo.

Márlio Forte

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