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14 de julho de 2011 às 21:28

Corpo da professora Fernanda Jalles já foi identificado

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Do Uol Notícias
Por Aliny Gama
Em Maceió

Oito corpos das 16 vítimas da queda já foram identificados. O IML (Instituto Médico Legal) do Recife confirmou, em entrevista coletiva no final da tarde desta quinta-feira (14), a identificação de sete corpos, entre eles o do piloto Rivaldo Cardoso, 68, e o do copiloto Roberto Gonçalves, 55.
Os demais identificados são: Marcelo Campelo, Ivanildo Santos Filho, Natã Braga da Silva, Maria da Conceição Oliveira e Antônia Fernanda Jalles. Todos foram identificados com as digitais e morreram por politraumatismos, segundo os laudos.
O oitavo corpo é de Raul Farias, segundo informou ao UOL Notícias um parente dele que foi até o IML. Procurado pela reportagem, o instituto disse que a identificação dos demais corpos só será confirmada por meio de boletins –o próximo será divulgado apenas nesta sexta-feira (15).
O governo de Pernambuco montou uma força-tarefa com médicos-legistas, peritos criminais e papiloscopistas para identificar as vítimas. Segundo boletim do IML, foi possível extrair as digitais de 11corpos, o que pode facilitar a identificação por meio da comparação com dados dos institutos de identificação. Porém, apesar da coleta, não é garantida a identificação pelas digitais. Já os outros cinco corpos, que teriam sido mais carbonizados com o incêndio pós-explosão, terão que ir para exame de arcada dentária ou comprovação por DNA, que têm prazos mais longos para conclusão. 

Gravadores das caixas-pretas estão queimados, diz coronel que investiga queda de avião

O presidente da comissão do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), que investiga o acidente com o avião da companhia aérea Noar Linhas Aéreas na quarta-feira (13), em Recife (PE), informou hoje que os dois gravadores das caixas-pretas estão queimados, o que vai dificultar a investigação. 
A comissão concluiu hoje a coleta das peças do bimotor, que ajudarão na investigação sobre as causas do acidente. O avião, modelo L-410, faria o percurso Recife-Natal-Mossoró, mas caiu três minutos após a decolagem do aeroporto Gilberto Freyre, na capital pernambucana.

Segundo o coronel Fernando Silva Alves de Camargo, a análise visual das caixas-pretas apontou que os equipamentos estão queimados, mas o Cenipa irá tentar decodificar os dados.
“Eles foram submetidos ao fogo e vamos ter de encaminhá-los ao Cenipa para verificar as condições de leitura lá mesmo ou teremos de mandar para outro laboratório”, disse em entrevista à rádio Força Aérea FM. 
As peças recolhidas pelas autoridades foram os dois motores da aeronave L410, os conjuntos de hélices, o painel de alarme, os dois gravadores (caixas-pretas), além de peças pequenas como interruptores e alavancas. Todo o material será enviado para Brasília (DF) no fim de semana para que os técnicos do Cenipa analisem os dados.

Dificuldade de abrir motores
O coronel adiantou que existe uma dificuldade inicial com a abertura dos dois motores da aeronave porque exigem ferramentas específicas, inexistentes no Brasil, uma vez que o modelo L-410 é produzido na República Tcheca. “Estamos avaliando em fazermos esses exames aqui no país, no próprio CTA [Centro Técnico Espacial], ou em oficina no exterior”, informou, explicando que será por meio dos exames conjunturais que vão determinar o motivo da queda do bimotor .
“O que sabemos é que ocorreu um problema na aeronave e o piloto tentou retornar para pouso. Temos de procurar as razões que tenham determinado esse insucesso. Temos elementos que vão nos ajudar a desvendar essa dinâmica. Nessa fase estamos mais coletando dados do que conjecturando a respeito de alguma causa hipotética”, afirmou o coronel.

O Cenipa pretende ainda conhecer o interior do outro avião da companhia Noar. “Essa aeronave é um pouco diferente das operadas por aqui. Queremos conhecer o interior do outro bimotor da empresa para fazermos um mapeamento do painel de alarme. A próxima fase de investigação não será muito simples e se nós pudermos contar com todos os dados, eles vão nos ajudar nas investigações.”
O coronel informou ainda que o processo de decodificação dos dados gravados pelas caixas-pretas será demorado. “Iremos copiar o arquivo bruto com os todos dados da aeronave e ele precisa ser decodificado. Esse processo é o mais demorado porque depende de outras informações de configurações da aeronave”, explicou.
É possível que, após analisar os dados, o Cenipa emita recomendações de uso do bimotor. “O objetivo do nosso trabalho é fazermos recomendações para aumentar os níveis de segurança nos voos. À medida que vão surgindo de indícios de questões e aspectos que surjam, mesmo que não sejam relacionados diretamente deste acidente, vamos informar. Se nos deparados com aspectos que podem ser melhorados também estaremos emitido recomendação”, finalizou.

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