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19 de julho de 2011 às 20:36

A paternidade – ou maternidade – do fim da greve dos professores

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De uma hora pra outra a greve dos professores que já dura 78 dias, passou a ser vista como..no final.
Tudo isso depois que a deputada federal Fátima Bezerra (PT) participou de uma reunião com o chefe da Casa Civil do governo, Paulo de Tarso Fernandes, e declarou que "finalmente" o governo acenava com a possibilidade de voltar a negociar.
O engraçado é que, para quem acompanhou as discussões desde o comecinho, Paulo de Tarso não disse, na reunião, uma vígula a mais ou a menos do que já tinha dito em outras reuniões.
Não avançou nem retroagiu.
Não mudou o discurso em nada.
Então…fica o questionamento…

A entrada da deputada nas discussões com o governo, no momento em que o movimento grevista não tem mais nem como respirar, vez que o que foi discutido, segundo o governo,chegou ao máximo do que poderia…teria a intenção de mostrar à sociedade que o que o governo não fez (negociar), a deputada Fátima conseguiu?
Então…como presidente da Comissão de Educação da Cãmara Federal, ela não poderia ter entrado para negociar desde o começo?
Por que aparecer só aos 45 do segundo tempo, quando a paralisação chega, nesta terça-feira, aos 79 dias, empatando com a greve que marcou o fim do governo Geraldo Melo (anos 80), e que foi a mais longa já registrada no Rio Grande do Norte?
Seria esta uma forma do PT aparecer como salvador da pátria e tentar desqualificar o governo do DEM?

O que é fato nessa história toda é que os estudantes são as maiores vítimas.
Não digo vítimas dos professores, que têm suas razões para lutar por melhorias.
Não digo vítimas do governo atual, que apenas pegou o bonde andando, com a rodagem que soma milhares e milhares de quilômetros, de governos e governos passados…
Mas, vítimas da falida Educação pública.
Que prejudica alunos e professores…e faz aparecer, através do sindicalismo oportunista, um político atrás do outro.

Nesta quarta-feira, enquanto o Tribunal de Justiça estiver julgando o pedido de ampliação da multa (de 10 para 100 mil por cada dia de descumprimento da decisão judicial) o sindicato dos professores estará realizando assembleia (16 horas) para definir se a categoria retorna ao trabalho.

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