Thaisa Galvão

10 de dezembro de 2011 às 6:04

A coerência do senador Paulo Davim ao votar contra o código que anistia doadores de campanhas [1] Comentários | Deixe seu comentário.

O senador Paulo Davim, potiguar do Partido Verde, pode bater nos peitos e dizer: sou coerente.

Há meses Davim e a bancada do PV tiveram um encontro com a presidente Dilma, e ela disse que iria precisar muito do partido para defender o meio ambiente brasileiro.

Palavras jogadas ao vento.

Bastou o Código Florestal para o desejo ir por água abaixo.

O governo fez lobby, e claro, conseguiu aprovar o Código Ruralista, sob o aplauso deles, claro…

O projeto aprovado no Senado, que ainda volta para a Câmara, anistia multas ambientais de grandes doadores eleitorais do agronegócio. São grupos que doaram cerca de R$ 15 milhões na campanha de 50 congressistas (senadores e deputados).

E o pior: as contribuições foram feitas no pleito de 2010, quando a reforma do código já estava em andamento em comissão especial da Câmara. Tudo ajeitado.

Se Davim foi pressionado para votar a favor? E muito.

Argumentando que não iria votar contra os seus princípios Verdes, chegou a dizer que se afastaria do cargo – ele é suplente – para o ministro Garibaldi Filho reassumir e votar, mas com uma condição: não reassumiria o Senado.

Pois Paulo Davim foi o único do Rio Grande do Norte – e um dos 7 apenas de todo o Brasil – a votar contra o projeto do Código Florestal.
Além de Davim, votaram contra o Código “Ruralista” os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL/AP), Marinor Brito (PSOL/AP), João Capiberibe (PSB/AP), Marcelo Crivella (PRB/RJ), Cristovam Buarque (PDT-DF), Fernando Collor (PTB-AL), e Lindbergh Farias (PT-RJ).

Projeto aprovado sob protesto de ambientalistas

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