Thaisa Galvão

10 de dezembro de 2011 às 6:41

O polêmico contrato da Prefeitura com o Novotel foi o assunto da CEI que ouviu empresários e ex-gestora [1] Comentários | Deixe seu comentário.

Sexta-feira movimentada na Câmara Municipal de Natal.

Mas, nada de comemorações pelos 400 anos da Casa.

Foi dia de depoimentos na CEI dos Contratos, com a presença mais aguardada: a do empresário Haroldo Azevedo, dono do Novotel Ladeira do Sol, alugado à Prefeitura de Natal para instalar as Secretarias de Saúde e de Educação.

Haroldo deu explicações sobre o aluguel de R$ 126 mil reais por mês às Secretarias do Município.
“Os gestores estavam insatisfeitos com o Ducal, procuravam outro lugar para se instalar e as secretarias eram mal acomodadas no Ducal. O nosso prédio é bem equipado e acomoda melhor as instalações das secretarias, que são superiores ao Ducal. Mas a decisão de alugar cabe a gestão, apenas apresentei o meu imóvel”, declarou Azevedo, negando que tenha havido favorecimento na licitação, apesar de ter cedido as instalações para a equipe de transição da atual gestão municipal.
O empresário também negou débito do seu hotel com a Prefeitura, desmentindo a informação de que o prédio havia sido cedido em troca da amortização da dívida.
Dono do Hotel Ducal, que antes abrigava a Secretaria de Saúde,

Ronaldo Luiz Lima de Souza também foi ouvido.
Insatisfeito por ter perdido um contrato que lhe rendia 80 mil reais por mês, declarou que ao contrário do que havia dito à CEI a ex-secretária de Saúde, Ana Tânia, que o Ducal não tinha interesse em renovar o contrato, ele disse que tinha sim.
“Não é verdade quando ela diz que não queríamos renovar,até porque o assunto não foi tratado com ela”, disse.
Mas aí veio o depoimento da ex-secretária de Educação, Adriana Trindade, à época do contrato, no cargo de coordenadora geral administrativa e financeira da pasta.
Ela disse que não houve interesse do Ducal em renovar o contrato sem o aumento do valor a ser pago.

“A motivação para sair do Ducal foram as dificuldades. Os elevadores não funcionavam, os funcionário reclamavam do mofo. O nosso objetivo era sair de lá e ir para um local decente. A manutenção do Ducal era precária e feita por servidores das secretarias. O Ministério Público sabia do problema de instalações. O Novotel se disponibilizou a fazer as obras de acessibilidade, o Ducal não”, justificou a ex-gestora.
Depois do depoimento de Ronaldo chegou a ser levantada a hipótese de se fazer uma acareação entre ele e a ex-secretária Ana Tânia. Mas diante das justificativas de Adriana Trindade, caberia mais um nessa acareação?

Também foi ouvido ontem o secretário de Tributação do município, André Macedo, que tratou sobre a quitação de débitos entre contratados e contratantes.
“O Encontro de Contas no sentido de compensação não existe. Ele (Novotel) tinha débitos com a Prefeitura, mas estava adimplente e emitindo notas”, explicou André.
“Foi muito produtiva a reunião de hoje e novas diligências provavelmente serão necessárias para esclarecer melhor a situação desse contrato”, disse a vereadora Júlia Arruda, no final dos depoimentos.
Na segunda-feira a CEI vai ouvir o secretário de Urbanismo da Prefeitura, Cláudio Porpino.

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