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10 de dezembro de 2011 às 12:00

Treze anos de Art&C, por Arturo Arruda

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Fundada em primeiro de setembro de 1998, ainda sob a sonbra da Dumbo, do publicitário Cassiano Arruda Câmara, a Art&C hoje tem a cara do herdeiro de sangue e de profissão, Arturo Arruda Câmara.

Como ele mesmo diz, fácil não foi. Mas chegou lá.

E chegou cheio de prêmios e contas volumosas, que fizeram da agência – hoje detentora das maiores contas públicas do Estado – uma das mais respeitadas do mercado.

Casado com Larissa e pai de Maria e Arturo Filho, ariano e abecedista, Arturo Arruda Câmara é o entrevista de hoje no quadro FIM DE SEMANA.

Thaisa Galvão – Mais uma edição do Prêmio Bárbaro onde a Art&C fatura o título de Agência do Ano pela quarta vez. Como você avalia isso?

Arturo Arruda – Da melhor forma possível. Essa é a quarta vez consecutiva que conquistamos o Prêmio de Agência do Ano (2003, 2007, 2009 e 2011). Em 2005, infelizmente, o Sindicato não realizou o Bárbaro. Por isso, houve esse intervalo de quatro anos entre 2003 e 2007. O Prêmio Bárbaro 2011 foi o mais concorrido de todos. De acordo com os números divulgados pelo Sinapro, a edição deste ano bateu o recorde em número de agências e peças inscritas. Para nossa satisfação, também foi o ano em que a Art&C ganhou o maior número de prêmios de toda a sua história.

Thaisa Galvão – Quantos prêmios a agência arrastou este ano?

Arturo Arruda – Se contabilizarmos os Prêmios Especiais, ao todo, foram 103: 42 Ouros, 31 Pratas, 26 Bronzes, além, é claro,  dos prêmios de Agência do Ano, Atendimento do Ano (Nina Barbalho), Publicitário do Ano (George Wilde) e Anunciante do Ano (Governo do Estado).

Thaisa Galvão – Arturo Arruda, no início da carreira, era o filho do publicitário Cassiano Arruda Câmara, que marcou época com a agência Dumbo. Foi difícil caminhar com as próprias pernas no mercado?

Arturo Arruda – Olha, no começo era complicado. Eu diria que foi um misto de dificuldade e oportunidade. Lembro que a minha maior preocupação era saber se um dia eu conseguiria conquistar o mesmo espaço ocupado pelo meu pai. E, claro, se conseguiria compartilhar todas as suas qualidades de diretor de uma grande agência de propaganda, como credibilidade, respeito e reconhecimento do mercado. Sem dúvida, esse era o meu maior desafio. Por outro lado, o fato de ser filho de Cassiano me trouxe atalhos. Creio que consegui herdar antigos relacionamentos dele, além de votos de confiança por parte de anunciantes, veículos, fornecedores e até concorrentes. Acredito que só não foi mais difícil, porque eu nunca tentei pular etapas. Nunca deixei que esses fatores interferissem nos meus planos e nos meus objetivos profissionais.

Thaisa Galvão – Além do Bárbaro, a Art&C já conquistou vários prêmios, inclusive nacionais.

Arturo Arruda – Verdade. Mas é bom que se diga: o nosso trabalho não tem como foco principal os prêmios. Trabalho premiado é consequência de trabalho diário. Por isso, os nossos prêmios vão além da criação. Prova disso é o prêmio conquistado na área de gestão, concedido pelo SEBRAE (Gestão de Clientes e Gestão de Pessoas em 2005). Mas já que estamos falando de criação, destaco com muita satisfação os Prêmios Colunistas N/NE 2009 (fomos a segunda agência mais premiada do Festival e eu fui agraciado com o Prêmio de Publicitário do Ano de toda a região N/NE), o Prêmio Abril de Publicidade (conquistamos 3 Árvores no total, sendo que em 2009 levamos a Árvore de Ouro, fato inédito na história da publicidade do RN), além do Profissionais do Ano (já fomos finalistas por quatro vezes) e o Festival Internacional de Gramado (em 2009, fomos a agência mais premiada do Festival).

Thaisa Galvão – Qual é o grande orgulho da agência?

Arturo Arruda – Sem dúvida, a imagem/reputação que conseguimos construir nesses 13 anos. Esse é o nosso GRANDE orgulho.

Thaisa Galvão – Quais clientes, de tão antigos, já têm a cara da Art&C?

Arturo Arruda – Para responder a essa pergunta, tenho que ter cuidado para não ser injusto com ninguém. Mas como você está perguntando os que são a cara da agência pelo tempo de casa, fica menos arriscado de citar. RedeMais – um dos mais antigos com a gente – está conosco desde a sua fundação, desde a criação do seu nome e sua logomarca; Prefeitura de Mossoró que, apesar de ser um cliente público conquistado por licitação, é bastante antigo na casa e tem bem a nossa cara; E UnP que está na agência há mais de 10 anos e virou um case nacional da agência (A Rede Laureate sempre reconhece a comunicação da UnP como a melhor da rede no país e uma das melhores de toda a rede). Acho que esses 3 clientes retratam bem a cara da agência.

Thaisa Galvão – Você hoje detém as maiores contas públicas do Estado: Governo e Prefeituras de Natal e Mossoró?

Arturo Arruda – Exato. Acrescente ainda Assembleia Legislativa e Prefeitura de Parnamirim. Mesmo assim, o nosso faturamento de 2010 ainda foi maior nos clientes privados do que nos públicos. Somos uma agência bem equilibrada quanto à origem da receita. Afinal, metade é oriunda de clientes privados e metade de clientes público.

Thaisa Galvão – A Publicidade sobrevive sem as contas públicas?

Arturo Arruda – Sobrevive, sim. O mercado publicitário local é estimado em R$ 200 milhões/ano, dos quais cerca de R$ 45 milhões estão em contas públicas e R$ 155 milhões no mercado privado. A própria Art&C viveu seus dois ou três primeiros anos só de contas privadas. Outras agências de destaque no mercado local (Aragão, Mariz, Bora e a grande maioria) vivem, desde sua fundação, só de contas privadas.

Thaisa Galvão – Qual o poder da Publicidade?

Arturo Arruda – Dizem que temos o poder da persuasão e da sedução. Será? (rs)

Thaisa Galvão – O sociólogo italiano Domenico de Masi defende uma tese de que a criatividade nasce do ócio. Você concorda?

Arturo Arruda – Acredito muito no ócio produtivo. Mas na correria e pressão da publicidade não podemos contar muito com esse  “luxo”.


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