Thaisa Galvão

20 de dezembro de 2011 às 23:42

A pressa do Rio Grande do Norte [3] Comentários | Deixe seu comentário.

Para quem sempre achou que o Rio Grande do Norte anda na rabeira dos estados vizinhos…eis a reportagem do jornal Valor Econômico:

VALOR ECONÔMICO
ATIVIDADE ECONÔMICA

RN PREVÊ UM CRESCIMENTO MAIOR QUE SEUS VIZINHOS

Por Ana Lúcia Moura Fé – Para o Valor, de São Paulo

Conhecido como esquina do continente, devido ao formato e localização geográfica, o Rio Grande do Norte detém o quarto maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita da região, atrás apenas de Sergipe, Bahia e Pernambuco. Mas os potiguares sonham alto. “Esta será a nossa década, vamos crescer mais do que os vizinhos”, diz o secretário do desenvolvimento econômico do Estado, Benito Gama. Ele comemora a atração de 15 indústrias de grande porte e de segmentos diferentes em um ano. Gama calcula que, somente nos projetos de melhorias de portos e aeroportos, energia eólica e petróleo, os investimentos previstos no Estado ultrapassam R$ 21 bilhões.

A conquista do direito de sediar em sua capital, Natal, jogos da Copa do Mundo de 2014 também ajuda a tornar factível a meta ambiciosa do Rio Grande do Norte. Ao todo, as ações relacionadas com o evento receberão R$ 1,4 bilhão destinado à construção do complexo esportivo Arena das Dunas e às diversas obras de mobilidade e acesso, como a integração do Aeroporto de São Gonçalo com a futura arena e com os hotéis. A expectativa é que o legado da Copa impulsione a economia e em especial o setor de turismo, que é uma grande força no Estado. Natal espera receber 3 milhões de visitantes no período da Copa.

Um dos principais projetos potiguares até 2014, a conclusão do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, avançou em novembro, quando a presidenta Dilma Rousseff assinou o primeiro contrato que concede à iniciativa privada o direito de operar aeroporto internacional. Com investimentos públicos e privados de R$ 1,5 bilhão, o São Gonçalo do Amarante, quando concluído, poderá ser o maior aeroporto de cargas e pessoas da América Latina. O governo estuda sua ligação com a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Macaíba, autorizada a se instalar em junho de 2010, por meio de decreto do governo federal.

A matriz econômica do Estado é diversificada, mas o setor de petróleo e gás foi um dos que mais geraram emprego nos últimos 15 anos, segundo o secretário. “A Petrobras é a grande líder e investe aqui R$ 2 bilhões por ano”, diz. A meta do governo é desenvolver a cadeia produtiva convencendo indústrias que fornecem para a Petrobras a instalarem sua base industrial no Estado.

O segmento de energia eólica se consolida como futuro energético dos potiguares. Com ventos de baixa velocidade mas constantes, fator importante para a produtividade dos reatores, o Estado detém 45% da energia eólica autorizada no Brasil. “Isso significa injeção de R$ de 10 bilhões na produção, instalação e compra de equipamentos”, diz Gama. Ele também destaca os projetos na área de mineração. “Já exportamos para a China diretamente do Porto de Natal, que aumentou sua profundidade para 12 metros, nivelando-se com os portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco”, destaca o secretário.

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