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28 de novembro de 2012 às 16:52

Prefeito de Riachuelo diz que lei reduz jornada de professores mas não reduz salários

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Prefeito do município de Riachuelo, Júnior Bernardo manda e-mail esclarecendo a lei aprovada pela Câmara, que teria, segundo professores da rede municipal, reduzido salários de educadores com especialização.

Eis os que diz o prefeito sobre o assunto:

 
Embora o Município de Riachuelo tenha implantado um plano de carreira em 2009, este plano ainda não pode ser integralmente executado em razão dos parcos recursos do FUNDEB.

 

Hoje o Município investe mais de 100% dos recursos do FUNDEB com pagamento de professores, em razão da jornada de 40 horas semanais. Para que em 2013 a folha de pagamento possa ser cumprida e o plano integralmente executado, o Município tomou a medida de reduzir a jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem reduzir os vencimentos do servidor.

Com isso será plenamente possível executar o plano de carreira dos professores e ainda assim o Município deverá investir quase 100% dos recursos do FUNDEB previstos para 2013.
Os ganhos reais serão poucos, devendo variar entre R$90 e R$650, dependendo do tempo de serviço e da titularidade do professor.
Desta forma não há que se falar em redução de vencimentos, mas sim numa redução de jornada de trabalho e de uma implantação da carreira profissional.

 

Somente após receber seus vencimentos no mês de janeiro é que os servidores poderão comparar seus rendimentos e perceber que não houve qualquer perda.
Portanto, encerro este esclarecimento agradecendo pela oportunidade e nos colocando à disposição de quaisquer esclarecimentos.
Júnior Bernardo – Prefeito de Riachuelo

Uma resposta para “Prefeito de Riachuelo diz que lei reduz jornada de professores mas não reduz salários”

  1. Monica disse:

    O prefeito esqueceu de dizer que a redução não é imediata. É a médio e longo prazo. Ao longo dos anos vamos perdendo os direitos adquiridos. Além disso, o que tanto falamos na redução está na alteração das gratificações para professores graduados que no plano se pagava 40% para graduado e agora querem pagar 25%. Dessa maneira, camuflam com vantagens na progressão horizontal, as famosas “letras”. Isso não é tão satisfatório assim. Sobre a jornada de 30h, queríamos negociar, mas fomos atropelados pela votação na Câmara que não deu tempo de amadurecer a ideia. Mas, já considerávamos a questão da jornada de 40 h para 30 h, mas de uma maneira dialogada. Sobre o suposto aumento, lamento informar, mas o professor que é apenas graduado com cerca de 5 a 6 anos de trabalho não tem aumento algum. No caso de professor especialista com 10 anos de trabalho irá aumentar 50 reais. Uma professora com 15 anos de trabalho terá um aumento de 150 reais, professores com mais de 20 anos aumentará 300 reais. Mas esclarecendo a todos, o aumento de cerca de 200 reais ou mais deveria ser para todos e de acordo com as letras, os níveis de estudo e os quinquenios é que teríamos a diferença e a valorização da carreira. Da maneira que fizeram prejudica a todos os professores.

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