Thaisa Galvão

20 de março de 2013 às 17:45

Presidente da Comissão de Direitos Humanos, vereador Rafael Motta rebate comentarista do Blog [2] Comentários | Deixe seu comentário.

Do vereador Rafael Motta (PMN), sobre o coementário do leitor Maurício Giovani, comentarista mais assíduo do Blog, sobre reportagem do jornal O Globo, repercutida aqui, falando do presidente interino da Câmara Federal, o potiguar Clóvis Motta:

 

 

Cara jornalista Thaisa Galvão,

Como neto de Clóvis Motta, homem que passou pela situação descrita na matéria que você repercutiu, mas acima de tudo como cidadão brasileiro, fiquei estarrecido com o comentário do senhor Maurício Giovani.

Embora eu não tenha vivido os anos da Ditadura Militar que se instalou no nosso país com o Golpe de 64, a história está aí para que ninguém fique alheio ou esqueça os anos de terror que os brasileiros viveram. Perseguição, morte, supressão dos direitos e liberdade individuais!

 

Como exaltar esse período vergonhoso da nossa história? O comentário do senhor Maurício Giovani é anacrônico e lamentável.

Aproveito para informar que, à frente da Comissão de Direitos Humanos, Trabalho e Minorias, da Câmara Municipal de Natal, vamos empreender esforços para a instalação da Comissão da Verdade.

Projeto este de autoria do vereador George Câmara e vetado pela gestão passada na Prefeitura Municipal.

Estamos unidos para que nossa história não seja esquecida.

Como dizia Ruy Barbosa: um país sem memória não é apenas um país sem passado. É um país sem futuro.

Rafael Motta
Vereador de Natal
Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Trabalho e Minorias

2 respostas para “Presidente da Comissão de Direitos Humanos, vereador Rafael Motta rebate comentarista do Blog”

  1. Maurício Giovani disse:

    Caro Vereador Rafael Mota! Convém que Vossa Excelência dê uma olhada na matéria abaixo, e observe que seu avô o então Deputado Federal Clóvis Motta, a que devemos devotada consideração foi preso injustamente, não por Forças Militares constituídas, mas sim, por militares rebeldes, influenciados pelos comunistas da época, visando a tomada do Poder por forças das armas onde sitiaram a cidade de Brasília. Entendo que apesar de não ter vivido à epoca de tais fatos, mas a ditadura militar no Brasil foi um mal menor que o Exército, valendo-se da defesa do povo brasileiro, em face do iminente golpe a ser orquestrado e consumado com a anuência do Presidente João Goulart, mas os rebeldes da época se esqueceram que havia um Exército forte e bem preparado no meio do caminho. Outro fato que Vossa Excelência talvez não tenha conhecimento é de que a Ditadura Militar no Brasil, apesar de ter cometido alguns crimes, não os cometeu contra a sociedade civil, mas apeenas, em relação aos guerrilheiros que a todo o custo, queriam impor à nossa sociedade, um governo comunista, não referendado pela via legal, ou seja, por meio das eleições diretas. A título de informação, já que Vossa Excelência está empenhada em defender os direitos humanos, e em defesa da verdade, possa puxar também a ficha corrida do que foi até os dias de hoje os regimes comunistas nos países onde foram implantados este infame regime e poderá saber e escolher de que lado está, ou seja, se a favor ou não dos direitos humanos. Poderá também, caso decida conhecer a verdade sobre as investidas comunistas sobre as nações, estudar um pouco mais sobre o assunto e voltar aqui com melhores argumentos. Sou defensor da democracia e espero que o senhor na condição de vereador, possa encampar em favor da sociedade, uma luta contra o controle da imprensa e do Ministério Público que está sendo orquestrada pelos seus aliados como afronta direta à Democracia. A partir daí poderemos saber se o senhor está ou não comprometido com os valores democráticos tão propalados pelas autoridades na hora de pleitear cargos públicos nos palanques de nosso país. Por favor não fique estarrecido com meu comentário. Espero que fique estarrecido com a constatação de que regime que o partido do senhor vereador George Câmara a quem o senhor está defendendo como defensor dos direitos humanos, matou mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo. Cordiais saudações!

    Maurício Giovani.

    11/03/13 – 1963: 630 militares sitiaram Brasília

    Rebelião de sargentos
    Pela editoria do site http://www.averdadesufocada.com
    Na reportagem abaixo,”Arquivo conta o dia de 1963 em que 630 militares sitiaram Brasília”, publicada foram omitidos alguns fatos importantes para a Comissão da Verdade
    – a rebelião foi durante um governo legalmente constituído – governo João Goulart
    – A revolta já era apoiada por uma organização marxistas-trotkistas , a Política Operária – POLOP -, que deslocou para Brasília Juarez Guimarães de Brito (com passagens na POLOP, COLINA E VAR-PALMARES). Cerca de 630 militares entre cabos, sargentos e suboficiais da Marinha e da Aeronáutica participaram da rebelião..
    – Houve duas mortes : o soldado fuzileiro Divino Dias dos Anjos – rebelde -, e o motorista civil Francisco Moraes.
    O comando geral da rebelião era liderado pelo sargento da Força Aérea Brasileira Antônio Prestes de Paula – seguidor de Brizolla e depois do Movimento Armado Revolucionário – MAR.

    “Arquivo conta o dia de 1963 em que 630 militares sitiaram Brasília
    Grupo ocupou aeroporto, bloqueou estradas e prendeu autoridades
    Evandro Éboli – O Globo – 10/03/2013
    BRASÍLIA Na madrugada de 12 de setembro de 1963, Brasília foi isolada do resto do país. Telefones cortados, aeroporto ocupado, prédios públicos tomados e os acessos a rodovias federais bloqueados. A capital estava sitiada pela ação de 630 sargentos, cabos e soldados da Marinha e da Aeronáutica. Num ato ousado, o grupo ainda prendeu dezenas de oficiais e autoridades civis, como um ministro do Supremo Tribunal Federal e até o presidente interino da Câmara, deputado Clovis Mota (PSD-RN). O episódio ficou conhecido como “Levante de Brasília”, nos meses conturbados que antecederam o golpe militar. Documentos que detalham aquelas horas tensas estavam lacrados nos arquivos da Câmara, agora liberados. São cópias de telegramas despachados de Brasília, única forma de comunicação até que o Exército debelou os revoltosos, após nove horas de enfrentamento pelas avenidas da capital federal.

    Num dos telex, Clovis Mota relata ao coronel Dagoberto Rodrigues, diretor do Departamento de Correios e Telégrafos (DCT), já às 7h, o drama que viveu poucas horas antes. O coronel ficava no Rio. Alertado do movimento, Mota acordara às 4h. Rumou para o Congresso, mas foi impedido por um soldado.

    – Aqui não passa nem o presidente da República – disse o militar que deu voz de prisão a Mota.

    “Fui acordado às quatro horas pelo serviço de segurança da Câmara informando-me… todos os telefones cortados. Dirigi-me à central telefônica, que verifiquei ocupada por tropas da Aeronáutica. Desloquei-me à Câmara, sendo detido na Esplanada dos Ministérios, onde fui preso por praças. Permaneci no Departamento Federal de Segurança, àquela hora, já ocupado, até 5h30m em companhia de alguns oficiais do Exército também presos. Esses oficiais foram transportados para a Base Aérea. Lograram fugir. Fui liberado, vindo diretamente aqui (na Câmara). Tropas do Exército conseguiram desalojar (os prédios de) Marinha e Aeronáutica, depois de choques armados. Situação caminha para normalidade. Só dispomos de ligação telex. Exército ainda não nos forneceu rádio para comunicação do Ministério e do Planalto. Indispensável sua permanência aí”, é o conteúdo do telex de Mota. Naquele momento, ele ainda não sabia se o levante ocorria em outras cidades e buscava notícias.

    O cenário era de guerra em Brasília. Os sargentos estavam armados, usavam carros e buscavam oficiais nas vilas militares para detê-los. A razão da revolta foi uma decisão do STF, que negou o direito a elegibilidade dos praças. O ministro Vítor Nunes Leal, do STF, estava entre os presos. Os insurgentes ocuparam o Departamento de Telefones e deixaram Brasília sem comunicação.

    Carlos Mota ficou preso durante uma hora e meia no prédio do Ministério da Justiça, no gabinete do ministro, arrombado pelos sargentos. Negou-se a seguir com os sargentos para a Base Aérea e disse que resistiria. Cenas cinematográficas vieram na sequência: três oficiais levados numa caminhonete F-100 pelos praças conseguiram tomar o automóvel e o jogaram contra a portaria de vidro do Ministério da Fazenda. Mota acabou sendo libertado e seguiu para a Câmara, indo direto para o telex.

    O Exército não aderiu à revolta e combateu os praças. Cercou as instalações ocupadas pelos sargentos, em posição de combate. Diante da grave situação, o Ministério da Guerra decidiu enviar uma tropa de paraquedistas do Rio. Essa passagem está relatada em outro telegrama, desta vez do coronel Dagoberto para Clovis Mota. O militar responde ao deputado. Já eram 7h20m, e diz que no resto do país está tudo tranquilo.

    O presidente titular da Câmara, Ranieri Mazzilli, no exterior, só veio a saber dos fatos quando a situação estava contornada.”

  2. Rafael Motta disse:

    Caro Maurício Giovani,

    Não defendo Capitalismo nem Comunismo, Direita nem Esquerda, defendo a bandeira da Humanidade, defendo a Democracia, a livre escolha do nosso povo. Não concordo que a ditadura militar tenha sido um mal menor em relação ao exército. Os documentos históricos estão a disposição da população para confirmar meu posicionamento, como a Certidão de Óbito do jornalista Vladimir Herzog, que confirma a morte através de tortura.

    Rafael Motta

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