Thaisa Galvão

9 de julho de 2013 às 21:43

Enterrada a fusão do PMN com PPS e MD não será criado [0] Comentários | Deixe seu comentário.

De Cristiana Lôbo, no G1:

 

Durou pouco

 

A formação de um novo partido de oposição, a partir da fusão entre PPS e PMN para criar o MD, Mobilização Democrática,  e que foi vista como fortalecimento para novos apoios a candidatos de oposição – tanto Eduardo Campos, do PSB como para o PSDB – não vai prosperar.

A presidente do PMN da Paraíba, Lídia Moura, informou hoje que já convocou Congresso do PMN para o dia 28 de julho a fim de desfazer a fusão com o PPS. A decisão do PMN ainda não foi formalmente comunicada ao PPS.

 

– Eu não sei disso! – afirmou o presidente do PPS, Roberto Freire, surpreendido pela informação.

 

Ele avaliou que poderia haver “algum ruído” porque se decidiu esperar uma palavra do TSE sobre a compreensão da Justiça Eleitoral sobre a fusão de partidos: se vai ser visto como um novo partido e, assim, poder receber parlamentares de outras legendas sem correr o risco de perda de mandato; ou se será visto apenas como uma incorporação, permitindo apenas a saída da legenda dos dois partidos. É preciso saber se a fusão vai funcionar como porta de entrada para novos parlamentares ou se será apenas uma janela para saída dos atuais, disse Freire. O PMN tinha mais pressa na formalização da fusão.

 

Lídia Moura confirma que foi “incompreensível” para o PMN a demora do PPS em formalizar a fusão. Mas disse que a decisão de desfazer a aliança se deu porque em dois meses de convivência com o PPS nos Estados “houve ainda mais divergências”.

– Nós queremos busca de base, de vereadores, sindicatos e militantes; o PPS prioriza a cúpula, a busca de mais parlamentares e nós não concordamos com isso – disse ela.

PPS e PMN nos Estados também estão divergindo na formação do comando do novo partido, o Mobilização Democrática, mas, segundo Lídia Moura, a gota d’água, foi na discussão da reforma política. O PPS defende o fim das coligações proporcionais e o financiamento público de campanha – pontos que o PMN não aceita. Segundo ela, o fim das coligações proporcionais só favorece partidos grandes e o financiamento público iria reduzir muito a participação dos pequenos partidos no fundo partidário.

 

– Para se ter uma idéia, na proporcionalidade conforme as bancadas, partidos pequenos como o nosso receberia para deputado federal algo em torno de R$ 400 mil; já os grandes receberiam R$ 27 milhões.

Mais tarde, a Executiva Nacional do PMN emitiu nota comunicando oficialmente o cancelamento da união com o PPS, alegando que as consultas no TSE desgastaram o relacionamento. Ao final, desejaram ao ex-futuro-parceiro “sucesso em sua empreitada”.

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