Thaisa Galvão

13 de julho de 2013 às 11:10

Gustavo Rocha e a lição que o Papa vem dar à classe política brasileira [0] Comentários | Deixe seu comentário.

Do empresário-agropecuarista Gustavo Rocha, sobre a visita do Papa Francisco do Brasil, e a lição que ele pode dar – de graça – à nossa tão refinada classe política:

 

O que a vinda do Papa poderá nos ensinar

 

Nas próximas semanas o assunto mais comentado será a vinda do papa Francisco ao Brasil, portanto, nada mais oportuno que analisar o que julgo ser um momento histórico para o Brasil, pois tenho a crença que este Papa deixará grandes lições ao povo brasileiro.

Explico:

 

O primeiro Jesuíta a ser eleito Papa, o primeiro Papa do continente americano, do Hemisfério Sul e o primeiro não-europeu investido como bispo de Roma em mais de 1.200 anos. Pelo simbolismo e por toda doutrina jesuíta e franciscana que o Papa Francisco representa,  acho que presenciaremos a vinda de um missionário portador da humildade e da austeridade.

 

Hoje lí nos jornais que um grupo de vinte deputados utilizará um jato da FAB para levá-los ao beija-mão papal no Rio, enquanto que o próprio Papa viajará em voo comercial comum, abdicando do boieng 777 adaptado a sua disposição.

Além disto, Francisco resolveu hospedar-se em instalações simplórias pondo em risco até mesmo a sua integridade física, o que deve apavorar a segurança do Vaticano.

 

O pontífice argentino escolheu o nome de Francisco para mostrar que o seu legado será a propagação da humildade e da dedicação aos pobres. Engana-se quem acha que o Papa Francisco está vindo ao Brasil como um Chefe de Estado ou um burocrata de uma instituição financeira.

 

Francisco terá uma oportunidade histórica de dar os sinais que os brasileiros não encontram nos seus líderes, pois assim como foi anunciada a entrada de Jesus como rei em Jerusalém, e ele adentrou montado em um singelo jumento, demonstrando uma humildade que  talvez somente São Francisco de Assis tenha sido par, o sumo pontífice nos dá sinais de conhecer o poder que este tipo de mensagem tem para um povo brasileiro, tão aflito como o daquela Jerusalém de Jesus.

Agora só nos resta rezar para que o Papa tenha entendido o clamor das ruas e que consiga transmitir através dos gestos de humildade, a lição que os nossos líderes precisam aprender.

 

Aguardemos e oremos.

 

Gustavo Andrade Rocha

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