Thaisa Galvão

20 de julho de 2013 às 5:02

Protesto passou das reivindicações ao vandalismo e estragos foram registrados em Natal [0] Comentários | Deixe seu comentário.

BR-101 interditada e helicóptero da Secretaria de Segurança acompanhando a saída do manifesto (Fotos: Canindé Soares)

Nas faixas, as reivindicações

 

Terminou não sendo pacífico o manifesto desta sexta-feira em Natal.

Tudo porque, no meio dos manifestantes que saíram do shopping Via Direta em direção ao centro, vândalos infiltrados provocaram estragos na cidade.

O manifesto não teve grande participação, como mostram as fotos de Canindé Soares.

Entre os jovens que queriam protestar contra atos e desatos dos governos e dos políticos, uma quantidade significativa de gente que queria fazer baderna. E fez.

E o saldo acabou sendo negativo, já que os estragos contabilizados se sobrepuseram às reivindicações do movimento #RevoltadoBusão.

O rastro do vandalismo

 

No percurso até chegar à Câmara Municipal, onde terminaria o protesto, um grupo de mascarados depredou lojas, sorveteria, clínicas, uma agência do banco Santander, e a Jacaúna Móveis e Decorações, na avenida Prudente de Morais.

Por onde passavam, os infiltrados jogavam pedras…

Edifícios residenciais também foram atingidos.

E até uma banca de revista – coitado do proprietário – quase foi incendiada na avenida Rio Branco.

Polícia de Choque aguardando a hora de agir

 

Quando o manifesto chegou à Câmara, já com uma quantidade mínima de manifestantes, houve confronto com a PM. Que agiu ao perceber que um grupo queria invadir o Palácio Frei Miguelinho, um dia depois do confronto de integrantes do movimento #RevoltadoBusão com a Guarda Municipal.

Alguns manifestantes jogaram pedras em policiais, que revidaram com balas de borracha.

Enquanto o barulho tomava conta da área externa da Câmara, lá dentro, um guarda da polícia legislativo passava mal.

Foi levado por uma ambulância do Samu, chamada para socorrê-lo.

 

 

A imprensa não passou em branco no protesto desta sexta: um carro da TV Tropical teve a porta arrancada e quase foi virado. Uma câmera da TV Cabugi foi pixada. E o prédio da FM95 foi atingido por pedras.

Como o estúdio fica separado da avenida Hermes da Fonseca apenas por uma vidraça, para não serem atingidos, a equipe que apresentava o jornal no momento, pouco antes das 19 horas, saiu correndo e deixou a emissora fora do ar.

 

 

“De forma premeditada, os vândalos resolveram causar destruição na cidade”, disse o comandante geral da Polícia Militar, Coronel Francisco Araújo, que vai enviar fotos para a Polícia Civil para que as ações de vandalismo sejam investigadas.

 
No saldo negativo, 3 homens foram detidos e liberados em seguida

Um menor foi apreendido apontando laser para o helicóptero da Secretaria de Segurança, usado para acompanhar o protesto.

 

Passava das 22 horas quando um grupo de cerca de 40 pessoas permanecia na frente da Câmara, avaliando a possibilidade de acampar no local.

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