Thaisa Galvão

8 de agosto de 2013 às 10:39

Clima tenso na Assembleia Legislativa com presença de policiais em greve [2] Comentários | Deixe seu comentário.

Aos gritos de “queremos entrar” e “fora Rosalba”, os policiais civis em greve tentam entrar na Assembleia Legislativa para acompanhar a sessão onde os secretários de Administração e de Planejamento vão dar explicações sobre a crise financeira do Estado.

O deputado Kelps Lima tenta intermediar, pede paz, explica que a AL sempre foi aberta e que nunca houve tumulto na casa.

Representantes do Sinpol respondem que estão ali pacificamente, e que se houver baderna eles mesmos utilizarão o poder de polícia e prenderão os baderneiros.

Apesar do aceno de protesto pacífico, o clima é de tensão na Assembleia.

2 respostas para “Clima tenso na Assembleia Legislativa com presença de policiais em greve”

  1. sheila freitas disse:

    Não há clima de tensão na AL. movimento pacífico dos Policiais, escrivães e Delegados de polícia nas galerias.

  2. É POSSÍVEL VIRAR A PÁGINA?

    O que está acontecendo com o Rio Grande do Norte? O que estão fazendo com o meu Rio Grande do Norte? Queria eu ter as respostas para essas perguntas. Queria eu que alguém pudesse me responder. Mas o que vejo é um marasmo, um mar de silêncio, que se encontra com um rio de hipocrisia, e em cima há uma ponte, que não liga a sonhos e conquistas, mas sim ao jogo do poder. Não estou falando do encontro do mar com o Rio Potengi, embaixo da Ponte Newton Navarro. Estou falando do Rio Grande do Norte. Um Rio que perdeu o rumo. Ou será que nunca o teve?
    Vivemos um momento crítico, para não dizer grave. Sem entrar em mérito político, vivemos um momento onde nada funciona. A Saúde não está mais na UTI. Já está recebendo seu atestado de óbito. Morreu faz tempo. E com a morte da Saúde, centenas morrem todos os dias. É um assassinato a céu aberto. Uma chacina vista a olho nu. Uma guerra sem armas de fogo. A Educação, novamente, vive momentos turbulentos. Estamos às portas de uma nova greve dos professores. Com a greve, vêm à tona as escolas sucateadas, o discurso diferente da prática, e o mais grave, os alunos sem aula, sem Educação, sem assistência. É duro para um pai de família ver o destino de um filho ser decidido dentro de um gabinete, onde aqueles que decidem têm seus filhos estudando no exterior. Pobres meninos. A Segurança nada assegura. Até a Polícia Civil já parou, e não é a primeira vez. Presídios interditados, delegacias abandonadas, profissionais perseguidos. Para onde se vai, tem protesto, tem greve, tem serviços mal prestados. Não há para onde correr. Agora, até os ônibus decidiram parar.
    O Gigante não acordou. Na verdade, ele é sonâmbulo, e sempre esteve dormindo. Continua tendo tristes pesadelos. A classe política nada faz. Um Governo rendido, que não tem a humildade de reconhecer o erro e tentar marcar um novo passo, e que só pensa na eleição do próximo ano. Uma oposição que tem esse mesmo pensamento, que muito fala, mas não aponta soluções. Já foi Governo, e nunca solucionou nosso problema. Problema crônico, ressalte-se. Como bem disse o deputado Kelps Lima, “a queda do setor turístico no Estado, o aumento da violência, o caos na saúde, a ameaça iminente de atraso na folha dos servidores, a falta de projetos, entre tantos problemas, geram um clima de desconfiança que termina por abalar gravemente nossa economia, estagnando-a.”
    O Rio Grande do Norte está sem norte. O Rio Grande do Norte está sem sorte. É preciso fazer muito mais do que se tem feito. E acredite, a solução não me parece ser, somente, tirar a Governadora, como muitos pensam. Não adianta tirá-la pra colocar quem lhe deu apoio, e também é responsável pelo Governo ineficiente ao qual estamos vendo, ou então colocar quem já mostrou onde pode chegar, e não é muito longe. Vivemos, na realidade, uma crise de identidade. Os potiguares estão perdendo a força para lutar pelo nosso Estado, que já se perdeu. É mais fácil aplaudir a desgraça, e torcer por ela.
    Eu continuo perdendo, todos os dias. Eu, você, todos. A cada morte sem atendimento no hospital; a cada criança sem aula na escola; a cada assassinato marcado pela impunidade; a cada jovem que perdemos para as drogas; a cada família que vê suas perspectivas frustradas; a cada profissional desrespeitado; a cada dia de atraso; a cada problema sem solução. Não há o que comemorar. E quem sou eu? Eu sou cidadão. E o que fizeram com o meu Rio Grande do Norte? O que podemos fazer?

    abraços,

    Augusto Maia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*