Thaisa Galvão

19 de agosto de 2013 às 23:27

PT ainda sem acordo sobre futuro presidente da legenda [3] Comentários | Deixe seu comentário.

 

E por falar em PT…começa a surgir atrito quando o assunto é sucessão no comando do diretório estadual do PT.

A deputada federal Fátima Bezerra quer eleger seu assessor Olavo Ataíde para presidente.

O deputado estadual Fernando Mineiro trabalha pela reeleição de Eraldo Paiva, atual presidente.

 

3 respostas para “PT ainda sem acordo sobre futuro presidente da legenda”

  1. Marcos Souza disse:

    Cara Thaisa,

    O Partido dos Trabalhadores tem uma democracia interna muito respeitada.

    Eu particularmente dou apoio e componho a chapa de Olavo, mas isso não quer dizer que batalhamos para enfraquecer os companheiros que apóiam a candidatura de Eraldo e vice-versa.

    A relação não se forma assim.

    O PED – Processo de Eleições Diretas é o momento de discutir o partido internamente, como o fazemos em todo o período eleitoral. É um momento de efervescência partidária e de formulação de ideias, inclusive com a eleição dos delegados das instâncias partidárias para se reunir soberanamente no Congresso Partidário onde se dá toda a linha política do PT para o período que se avizinha.

    O partido é dividido em tendências (grupos ideológicos) que fazem o debate de ideias e se posicionam dentro dos limites do que chamamos de atos “interna corporis” da entidade.

    Nunca, em momento algum, isso vai fortalecer ou enfraquecer nossas lideranças políticas na relação partido – sociedade.

    Não confundamos, de forma alguma, a nossa relação interna com eventuais discussões de cunho eleitoral, isso não interfere.

    A existência do nome da companheira Fátima Bezerra é um desejo real meu e um indicativo, ao que se parece, inclusive em posicionamentos de nosso presidente nacional (que, diga-se de passagem, compõe o campo ideológico do PT ao qual o grupo que sustenta a chapa de Eraldo faz parte), nacional do Partido, por questão de estratégia na disputa do poder institucional e na formulação da política de Estado que o partido vem imprimindo nos últimos anos.

    Isso é bem diferente.

    Portanto, de forma alguma, esse processo de eleições interno do PT atingirá nomes postos na sociedade, pois lá dentro não há sentimento mesquinho de disputa por espaço sem discussão científica interna.

    Assim, tendo em mira o objetivo midiático de alguns posicionamentos da imprensa (que não é o seu caso), matérias desse tipo apenas desvirtuam o que temos de mais importante no PT e totalmente diferente dos demais partidos do país, a nossa democracia interna.

    Atenciosamente,

    • thaisa disse:

      Amigo Marcos, vc tem todo direito de explicar como funcionam as eleições no PT. Mas já fiz muita manchete de jornal com as confusões nessas mesmas eleições às quais vc se refere. Estão para existir eleições simples assim como você pinta. Grande abraço.

      • Marcos Souza disse:

        Existem Thaisa, no PT as eleições internas são assim.

        Por que se assim o fosse o próprio grupo que deu sustentação à chapa derrotada na última eleição interna não teria dado apoio à escolha do companheiro Fernando Mineiro como candidato à Prefeito de Natal em 2012 pelo Partido.

        Só compreende esse cenário existente dentro do PT quem está lá, não porque somos melhores do que ninguém, mas pelo fato de estarmos inseridos em uma situação que outros olhos não podem ver e compreender.

        Gostaria que me respondesse em qual partido existe um processo democrático interno como o PED de nosso partido.

        Você já se perguntou o quanto é estranho o percentual de mudança de partido pelos detentores de mandato, a quantidade de petições de justa causa por dificuldades de relacionamento interno?

        Isso acontece porque os demais partidos não exercem a avaliação interna como nós exercemos. Raríssimos são os casos de pedidos de justa causa para desfiliação de algum filiado do PT, ao passo que, a exemplo do RN, muitos detentores de mandato estão solicitando saída das legendas em que se encontram.

        Então, compreender a dinâmica do nosso partido sem conseguir avaliar de modo empírico e até mesmo científico pelo método comparativo (onde se visualiza situações idênticas, a saber, eleições internas de partidos) acaba por acarretar em avaliações comparadas ao processo eleitoral junto à sociedade (as eleições que disputam o poder institucional) e isso é um ingênuo engano.

        Além disso, é de ciência geral o quadro político cartorial dos demais partidos, tanto que a mudança em suas direções acontecem sempre, temos como exemplo o que aconteceu recentemente com o PTB, onde o Deputado Ezequiel Ferreira foi destituído do cargo de Presidente do Diretório Regional.

        Isso não acontece no PT, as intervenções ocorrem com base em descumprimentos dos programas partidários e não por simples divergência política entre líderes e liderados.

        Dirigente do PT começa e conclui seu mandato, à exceção de casos que forcem o dirigente a renunciar, como foi o caso do companheiro José Eduardo Dutra que passou a presidência nacional da legenda ao companheiro Rui Falcão por necessitar de cuidados especiais em sua saúde.

        Se você quer compreender esse cenário, sinta-se à vontade para verificar você mesmo, e ainda peço que observe as cenas dos próximos capítulos onde as eleições de 2014 não serão afetadas por esse processo eleitoral interno do Partido dos Trabalhadores.

        Atenciosamente,

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